Quebrando preconceitos: a opinião pública versus formadores de opinião
"O tempo passou na janela e só Carolina não viu…”
Chico Buarque de Holanda
Por IZAIAS ALMADA
O pensamento e a realidade se interrelacionam de maneira viva, dinâmica. O debate e o confronto de idéias não devem em princípio ignorar a realidade em que estão inseridos. Quando isso acontece, corremos o risco de nos colocarmos diante do inevitável diálogo de surdos, o diálogo que termina por se transformar num monólogo que leva a atitudes preconceituosas, ironias inconseqüentes, opiniões baseadas no “achismo”, acusações e suspeitas infundadas, misturando-se no mesmo saco alhos e bugalhos.
Essa simples reflexão ocorreu-me a propósito dos últimos oito anos vividos pelo país, tempo em que o Brasil esteve entregue nas mãos de um governo eleito por maioria democrática, mas diária e covardemente combatido pelos principais órgãos de comunicação social, com inequívocas reações e conseqüências, muitas delas até irresponsáveis, sobre a opinião de milhares de cidadãos e cidadãs do país.
Provavelmente não tenha existido um, nesses quase 2920 dias, em que um jornal, uma revista semanal, um telejornal não tenha se dedicado a criticar, levantar as mais variadas suspeitas, achincalhar, ridicularizar, chantagear, desrespeitar, mentir, ironizar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e – mais recentemente – a candidata Dilma Roussef, escolhida por ele à sua sucessão no comando da nação.





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A Verdade na Internet
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