• Imagen 1 STEVE JOBS, AS COISAS QUE NINGUÉM DIZ
    Quão honestamente a sua vida é avaliada.

Steve Jobs um gênio do mundo digital



Steve Jobs revolucionou mais a eletrônica digital do que qualquer outro líder setorial na segunda metade do século 20 e começo do século 21. Sua contribuição talvez seja ainda maior do que aquela dada por Henry Ford, um século antes, à indústria automobilística e mecânica em geral.

Na semana passada, Jobs deixou o comando da Apple, por problemas de saúde. Para muitos analistas, ele recriou o Vale do Silício à sua imagem e semelhança. A marca essencial de seu trabalho se apoia na criatividade. A empresa que fundou, aos 21 anos de idade, em companhia de Steve Wozniak, num fundo de quintal em 1976, se transformou em agosto de 2011 na corporação de maior valor do mundo.

Filho adotivo de Paul Jobs, um operador de máquinas, e de Clara Jobs, uma contabilista, de Mount View, na Califórnia, Steve Jobs nasceu em Los Altos, no Vale do Silício, em 24 de fevereiro de 1955.

Terminou o curso colegial em 1972 e chegou a matricular-se numa universidade, o Reed College, de Portland, em Oregon, focada essencialmente em humanidades, cultura geral e artes, famosa por seu rigor acadêmico. Ali experimenta drogas, até LSD, frequenta um templo Hare Krishna e vende garrafas vazias de refrigerantes para comprar comida. Mas Steve abandonou a faculdade depois de apenas um semestre. Foi em 1974 trabalhar na Atari, em Sunnyvale, no Vale do Silício, de onde sai logo para uma viagem à Índia, onde vive algum tempo numa comunidade rural e converte-se ao budismo, que adotou como filosofia de vida, embora se confesse ateu.

Apple I e Apple II. Ao retornar da Índia, em 1975, associa-se ao Homebrew Computer Club, que tinha como presidente Steve Wozniak, do qual se tornara amigo quatro anos antes. Ambos se reúnem para trabalhar no projeto de uma placa lógica de computador, de que resultou o Apple I em 1976.

Wozniak foi, na realidade, o pai do protótipo do primeiro computador pessoal, do qual foram fabricados apenas 500 exemplares e não teve nenhum sucesso comercial. O Apple I já era bem mais do que uma placa de circuitos integrados (a placa lógica), mas não chegava a ser um computador completo, como o conhecemos hoje. Rodava com um sistema operacional Basic, pouco confiável, e não tinha monitor. Mas impressionou engenheiros da HP, quando a dupla Jobs e Wozniak demonstrou seu funcionamento. Por sorte de ambos, a HP decidiu não fabricar o Apple I, como pretendia a dupla.

Para reunir o capital e fundar sua própria empresa, Jobs e Wozniak vendem uma velha Kombi e a calculadora HP 65. Nasce, então, a Apple no final de 1976, quando começam a trabalhar no Apple II, que dará o grande salto não apenas na vida de Steve Jobs, como na da empresa. Com os recursos da venda de 500 computadores Apple I, Wozniak começa a trabalhar no projeto do Apple II - que não será um simples aperfeiçoamento do primeiro, mas um conceito totalmente novo e mais avançado.

A empresa, consolidada em 1977, lança, então o Apple II. O sucesso da nova máquina supera o de todos os concorrentes, Amiga, Commodore, TRS-80 e outros. Milhões de pessoas no mundo descobriram o computador pessoal, usando essa máquina. A empresa passa, então, a crescer rapidamente e faz sua oferta pública de ações em 1980 atraindo só no primeiro dia a impressionante quantia de US$ 1,2 bilhão. Com apenas 25 anos, Jobs já acumula uma fortuna de US$ 239 milhões.

É bom relembrar que um terceiro modelo do Apple, denominado Apple III, foi um fracasso. Ainda bem a que a empresa não abandonou o Apple II.

Em 1981, Steve Jobs assume o cargo de presidente (chairman) da Apple. Em agosto desse mesmo ano, a IBM, embora tenha ridicularizado a ideia de computadores pessoais, lança o primeiro PC.

Lisa decepciona. Steve Jobs lançou com grande entusiasmo um computador ambicioso, o Lisa, em 1983. Durante a apresentação do novo computador, tudo parecia mais avançado. Com mouse e interface gráfica com ícones, o Lisa foi, na verdade, o precursor do Mac. Mas não fez o menor sucesso, até porque seu preço era muito elevado, na faixa de US$ 11 mil.

Nesse mesmo ano, Steve Jobs contrata um executivo famoso da Pepsi Cola, John Sculey, para CEO da Apple.

Macintosh, a revolução. Lançado em 24 de janeiro de 1984, se transformou logo no microcomputador mais revolucionário do mundo, com os ícones tão atraentes de sua interface gráfica e o mouse. Depois dele, a microinformática não foi mais a mesma, em todo o mundo. O grande diferencial do Macintosh resume-se em cinco qualidades essenciais: 1) facilidade de uso (user friendly); 2) estabilidade; 3) maior capacidade de processamento; 4) extraordinária flexibilidade no processamento de imagens e 5) abundância de software para multimídia e aplicações educacionais. Muitos usuários, a princípio, não sentiram muito entusiasmo pelo Mac, pois ele parecia ser apenas uma versão miniaturizada do Lisa. Mas logo mudaram de atitude, diante da contagiante vibração e das informações de Steve Jobs, mostrando que o Mac faria tudo que o Lisa fazia, por menos de um terço de seu preço, graças a três inovações ousadas.

Uma delas era o sistema operacional mais amigável criado até então, baseado em interface gráfica de usuário (Graphic User Interface - GUI), com a simplicidade e a clareza dos ícones. Em segundo lugar, o poder de fogo do primeiro microprocessador de 32 bits para computadores pessoais, o chip Motorola 68000. Por fim, a novidade de maior impacto: o mouse, ou ratinho, recurso incorporado definitivamente nos anos seguintes como peça essencial do computador pessoal.

Curiosamente, nenhuma dessas três inovações havia sido criada pela Apple. Além do chip da Motorola, o Mac utilizava o mouse e a interface gráfica de usuário, recursos que haviam sido desenvolvidos no famoso Centro de Pesquisas da Xerox, em Palo Alto, o Xerox Parc (Palo Alto Research Center).

A trajetória do Macintosh nos últimos 27 anos mostra, acima de tudo, ousadia nas inovações, embora a Apple enfrentando momentos de crise. Mas nenhuma outra linha de computadores pessoais poderia hoje retratar de forma tão completa e precisa a evolução da informática em todo o mundo nas últimas duas décadas. Assim, quando comparamos o primeiro Mac com o modelo G5, lançado em 2003, vemos que a memória de acesso aleatório (Randomic Access Memory - RAM) deu um salto de mais de mil vezes, passando de 256 quilobytes (KB) para 256 megabytes (MB), com a possibilidade de expansão até 8 gigabytes (GB).

Nos modelos sucessores do primeiro Mac, como o Macintosh II, a Apple anunciava com orgulho a elevação da memória RAM do Mac para 512 KB. E, em 1986, a possibilidade de expansão da memória passa para até 4 MB. O clock salta de 8 MHz no primeiro Mac para 16 MHz em 1986.

Além do avanço representado pelo mouse e pelo sistema operacional amigável, o primeiro Mac inovava também na época com o uso de disquetes de 3,5 polegadas, com 400 KB. Com os novos chips Motorola 68030, em 1989 e 1990, o Mac SE/30 se torna o primeiro computador pessoal a oferecer um slot de expansão e disco rígido interno.

Mas a primeira tentativa da Apple de lançar um computador portátil, com o Mac Luggable, por volta de 1990, foi um fracasso total. Ele pesava quase oito quilos e ainda usava os chips 68000, de 8 MHz. Mas em 1991 surgiu a série vitoriosa de portáteis, os Mac 170, com tela monocromática de cristal líquido e já com a designação geral de Powerbooks.

Jobs deixa a Apple. A primeira vez em que Steve Jobs pediu demissão da Apple foi em 1985, numa queda de braço com Sculley, que assume a presidência da empresa. Logo em seguida, Jobs lança a empresa NeXT, baseada em Redwood, na tentativa de criar um microcomputador ainda mais sofisticado do que o Macintosh e que pudesse revolucionar a pesquisa e a educação superior.

Em 1986, Steve Jobs compra a Pixar Animation Studios por US$ 10 milhões do diretor de cinema George Lucas. Dois anos depois, lança o computador NeXT, um cubo preto de 30 centímetros de altura, que custa US$ 10 mil. No ano seguinte, Steve Wozniak também deixa a Apple, embora mantenha até hoje seu vínculo como empregado e receba um salário mensal. Em 1991, Steve Jobs se casa com Laurene Powell, que ele havia conhecido em 1989, quando ela fazia um curso de pós-graduação na Universidade de Stanford.

Toy Story, um sucesso. Em 1995, Jobs lança Toy Story, o primeiro filme da Pixar, distribuído pela Disney, que se torna um imenso sucesso desde o primeiro dia de exibição. Sua fortuna passa, então, de US$ 1 bilhão, com a oferta pública de ações da Pixar.

A volta à Apple. Na metade da década de 1990, a situação econômica da Apple é preocupante. A empresa está sem perspectivas no mercado e corre o risco de entrar em decadência. Sua decisão estratégica e salvadora em 1996 é comprar a NeXT por US$ 400 milhões e recontratar Steve Jobs, como conselheiro.

O então presidente da Apple, Gil Amelio, executivo famoso, ex-presidente da National Semiconductors, é demitido da Apple e Steve Jobs assume o cargo de presidente executivo (CEO) interino, em 1997.

Do iMac ao iPod. Em 1998, a Apple lança o iMac, o computador de venda mais rápida da história. Em 2000, Jobs assume o cargo de presidente permanente da Apple.O lançamento do iPod em 2001 marca o início de uma revolução na indústria da música digital. Embora já existissem diversos modelos de dispositivos tocadores de música digital, o iPod começa a dominar o mercado em menos de um ano, passando a vender mais do que todos os concorrentes juntos.Até um novo modo de comercializar a música na internet e de combater a pirataria foi criado pela Apple, com o lançamento do software de download chamado iTune Music Store, que passou a vender faixas de CDs isoladamente, a US$ 0,99 cada uma.

A saúde abalada. Num e-mail enviado aos empregados da Apple em 2004, Steve Jobs diz que vai ser submetido a uma cirurgia para tratar de um câncer raro, no pâncreas.

Em 2006, Steve Jobs vende a Pixar para a Disney Studios por US$ 7,4 bilhões, trocando ações. Com isso, torna-se o maior acionista da Disney e passa a integrar o conselho dessa empresa, uma das seis maiores de Hollywood.

A explosão do iPhone. Em 2007, o maior lançamento da Apple, até então. A empresa decide entrar no mercado de telefonia celular com o iPhone. Sem teclado, com apenas uma tela sensível ao toque e ícones, o celular se transforma no smartphone de maior sucesso em todo o mundo. Nos últimos quatro anos, a Apple lançou quatro novos modelos do iPhone. Em outubro, deverá chegar o iPhone 5, com o máximo de novidades.

O sucesso do iPhone supera o de todos os demais produtos da Apple. Seu computador Apple II levou quase 15 anos para vender 20 milhões de exemplares, o iPhone 4 vendeu esse mesmo número nos últimos 12 meses.

A saúde de Steve Jobs se agrava em 2009, levando-o a afastar-se por seis meses da Apple, para fazer um transplante de fígado.

O impacto do iPad. Em janeiro de 2010, a Apple revoluciona mais uma vez o mercado de dispositivos móveis, com o lançamento do tablete mais inovador, o iPad. Sua tela de toque, com excelente imagem, consolida a própria ideia de um aparelho capaz de integrar tudo: internet, música, celular, banda larga, livros, jornais e revistas. O sucesso é tão rápido que a Apple se apressa em lançar a segunda geração desse tablet, o iPad 2.

Carta de despedida. No dia 24 de agosto de 2011, Steve Jobs encaminha sua carta de renúncia e despedida da Apple, indicador como seu sucessor, como presidente executivo, Tim Cook.

Eis a carta de Steve Jobs:

"Aos diretores e à comunidade da Apple: Eu sempre disse que se chegasse o dia em que eu não pudesse mais dar conta de minhas obrigações e expectativas como presidente executivo da Apple eu seria o primeiro a dar conhecimento disso a vocês.

Infelizmente, esse dia chegou. Por meio desta carta, eu renuncio ao cargo de presidente executivo da Apple. Eu gostaria de servir, se a diretoria assim concordar, como presidente do conselho, diretor e empregado da Apple.

Tão logo meu sucessor chegue, eu recomendo que seja executado o plano de sucessão e nomeie Tim Cook como CEO da Apple.

Acredito que os dias mais brilhantes e inovadores da Apple estão por vir. Espero ver e contribuir para seu sucesso numa nova função.

Fiz na Apple alguns dos melhores amigos de minha vida, e agradeço a todos pelos muitos anos que pude trabalhar junto com vocês. "

Ethevaldo Siqueira - O Estado de S.Paulo

Plágio no embalo de Eduardo & Mônica

Dizer que o vídeo online da Vivo baseado na ‘música-saga’ Eduardo & Mônica é um dos mais vistos do mundo – com 1,5 milhão de acessos no portal YouTube em apena um dia – atraiu cobiça. Com o vasto mundo da internet à disposição, alguém rapidamente localizou ação bem similar. E, para desgraça da operadora espanhola Vivo e da sua agência de propaganda, a Africa do Grupo ABC, a aplicação anterior tem roteiro idêntico.







A canção consagrada pela banda Legião Urbana na década de 80 foi usada pela operadora de telefonia ATL (Algar Telecom Leste) para vender o telefone celular. A empresa, que atendia no Rio de Janeiro e Espírito Santo foi comprada há seis anos foi pela operadora Claro. O filme, segundo apurações do site de propaganda Propmark, foi criado em 2002 pela então agência Salles D’Arcy, que hoje não existe mais. No filme há cenas de uma casal interagindo em festas e ambientes públicos.

Verdade seja dita, seria injusto comparar em beleza estética o comercial da ATL com o da Vivo produzido pela O2 Filmes. São parecidos. Não há discussão. Mas na versão atual há um convidativo clima à celebração do Dia dos Namorados e, lógico, da eterna busca do amor romântico e duradouro. Una sina da humanidade. A associação com a marca se dá pela assinatura: “O amor nos conecta. A conexão transforma”. Boa sacada. Menos óbvia. Mais elegante.

Como habitual nessas situações de insinuação de plágio, o co-presidente da Africa, Sergio Gordilho, alegou que se trata de “pura coincidência” o uso da mesma música na mesma categoria de serviços. Mas, pode soar como negligência da agência não ter feito uma mera busca na web.



É verdade que há mais quase uma centena de versões da música. A utilizada no filme da Africa é a música na íntegra na voz de Renato Russo. No ATL, parece uma interpretação de uma voz feminina.

Como a comunicação das empresas com seus consumidores envereda cada vez mais pela era do entretenimento, a versão turbinada aprovada pela Vivo não merece o fogo do inferno pela “semelhança” com a da ATL. Porém. E há sempre um porém, fica o alerta: Publicitários não resistam. Os tempos mudaram. Hoje, nada escapa. Então, pesquisem mais. A aposta na sorte pode resultar em saia justa chata de justificar.

ATUALIZAÇÃO: Acabei de receber a seguinte informação: o diretor de arte Humberto Fernandez, que hoje trabalha na agência Africa, trabalhava na agência Sally’s Darcy em 2002, quando o filme da ATL foi feito. Fato que se confirma na ficha do LINKEDin.
Pode ser “pura coincidência”. Mas, fica o registro.

Marili Ribeiro - Estadão

A banda que cabe numa penteadeira


Se você, leitor, ainda não conhece A Banda Mais Bonita da Cidade, aproveite a oportunidade e pare de ler este texto. A ignorância pode ser uma benção. Acredite em mim, e não precisa agradecer.

O bando de músicos universitários se tornou um fenômeno na internet com o clipe Oração, uma música interminável que repete uns versinhos miseráveis até um estágio próximo da lobotomia.

Quer morrer de tédio? Assista:


Primeiro, pensei se tratar de um experimento de hipnose. Mas não. Os caras são chatos mesmo. Sorriem o tempo todo, com aquela cara típica de panacas bem intencionados. Essa juventude está perdida.

Como pode alguém achar que “(no meu coração) cabe uma penteadeira” é poesia? Uma penteadeira! Por que não um sofá, um criado-mudo, uma espiga de milho? Afinal, no coração da rapaziada “cabe o que não cabe na despensa”.

Nem Caetano Veloso ou Djavan conseguiriam atingir tal requinte de sonolência poética. Talvez o Marcelo Camelo, para não ser injusto.

O fato é que dificilmente veremos outra demonstração de vazio artístico como essa. O MEC já deve estar imprimindo algum livro escolar usando essa letra como exemplo de preconceito linguístico.

Não por acaso, o CQC QCAcha Rafinha Bastos gravou uma versão própria, muito superior à original no quesito insuportabilidade (como diria o filólogo Tite, do Corinthians). O cara realmente é insuperável em sua missão de provar que cretinice não tem limite.

Quer realmente morrer de tédio? Assista:


Tudo isso no curto espaço de uma semana. O ócio é uma praga social, pelo visto. Ô gente desocupada! Eu mandava esse povo carpir uma roça.

Mas ajoelhou, tem que rezar. A sabedoria popular também ocupa seu espaço na internet. Rapidamente, veio a resposta, definitiva, colocando cada pateta em seu devido lugar:


Neste blog também cabe uma oração, pra salvar essa geração. Cantar é mais difícil que se pensa. Por essa canção eu pago até uma recompensa. Acabem com essa dor. Acabem com essa música inteira. Guarde-a na penteadeira. Faça-me o favor.

O Provador

10 curiosidades sobre as origens do Firefox


Segundo navegador mais usado do mundo, o Firefox percorreu umas trajetória cheia de reviravoltas e humor.  Os desenvolvedores do browser não são criativos apenas na hora de criar recursos e caçar bugs. Há brincadeiras e histórias engraçadas em tudo que envolve o programa. Reuni dez delas aqui. Dá uma olhada! 
1 - O navegador Mozilla era a versão de código aberto do Netscape, disso você sabe. Mas sabia que a sede da empresa que criou o browser pioneiro ficava em Mountain View, na California, mesma cidade do atual do quartel-general do Google?

2 – Ao instalar o primeiro Mozilla, lançado em 2002, o usuário não ganhava só um navegador. O pacote vinha também com cliente de e-mail, um leitor de notícias e um editor simples de HTML. Quem tem saudades dessa suíte, ainda pode usá-la, graças ao projeto SeaMonkey
3- O primeiro nome do Firefox foi Phoenix, mas uma empresa chamada Phoenix Technologies já havia registrado a marca comercialmente e impediu que a Fundação Mozilla continuasse a usar o nome.
4 – O segundo nome do Firefox foi Firebird, ainda seguindo a ideia representar uma versão renascida do Netscape. O nome, porém, logo foi abortado graças à pressão da comunidade do software livre. Motivo: já havia um projeto aberto de gerenciador banco de dados com o mesmo nome.
5 – Após tantas indas e vindas, a escolha do nome Firefox foi definida pela ausência de empresas de tecnologia que usassem a marca… mas… a pesquisa inicial foi feita apenas nos Estados Unidos. No Reino Unido, a Charlton Company software, já usava a marca Firefox. Desta vez, porém, foi feito um acordo e a Mozilla finalmente conseguiu batizar seu browser de forma definitiva.
6 – Dos tempos do Netscape até hoje, os programadores da Fundação Mozilla mantêm a tradição de incluir frases secretas dentro dos navegadores. No Firefox 2.0, por exemplo, quem digitasse about:mozilla na barra de endereço veria uma página com o provérbio:  “E assim, finalmente a besta caiu e os incrédulos regozijaram-se. Mas nem tudo estava perdido, pois das cinzas subiu um grande pássaro. O pássaro olhou para os incrédulos e lançou fogo  e trovões sobre eles. A besta renasceu com a sua força renovada, e os seguidores de Mamon encolheram, horrorizados”.
7 – A navegação por abas, primeiro e maior diferencial do Firefox frente à concorrência, estreou apenas na versão 2.0 do navegador, lançada em 24 de outubro de 2006, ou seja, quase dois anos após a estreia oficial.
8 – Desde os tempos do Phoenix, os programadores da Fundação Mozilla esbanjam criatividade na hora de escolher os codinomes das versões beta do navegador, já usaram: Pescadero, Santa Cruz, Lucia, Oceano, Naples, Glendale, Indio, Royal Oak, One Tree Hill, Deer Park, Bon Echo, Gran Paradiso, Shiretoko, Namoroka, Lorentz e Tumucumaque.
9 – No início, o Firefox usava um tipo próprio de licença,  a Mozilla Public License (MPL). Por pressão da Free Software Foundation, a Fundação Mozilla passou a usar também a GPL (GNU General Public License), mais aberta e sem limitações de uso do código.
10 – Vale sempre lembrar que o nome Firefox é uma referência a uma espécie de urso e não de raposa. Em português, ele é chamado de Panda Vermelho. Melhor que escrever é mostrar a simpática figura:

FabioREM
Da Info


 NOTA: Apesar do nome, o logotipo do Firefox não representa um panda-vermelho.
Segundo o autor, o animal não passa o conceito apropriado, além de não ser conhecido. (Mozilla Community Website)


Sem fim



Fim de semana perfeito para a civilização ocidental: no sábado, bombardeio à casa de Gaddafi, com presumida e previsível morte de um filho seu e de netos pequenos; no domingo, ataque à casa de Osama Bin Laden, matando-o e a pelo menos uma mulher e um homem não identificados de imediato.
Grandes feitos, mas sem resposta alguma para os impasses e os conflitos em causa. O mistério da morte deixa de estar nos mortos e assume, nos dois casos, a forma de indagações voltadas para o futuro dos vivos e de mais temores no seu presente.
O êxito festejado na morte de Bin Laden foi pela morte em si mesma. Não buscou outro sentido senão o da vingança, não propriamente cristã, pela monstruosidade do maior de seus crimes.
A caçada a Bin Laden estava ciente de que o comando efetivo da Al Qaeda passara a outras cabeças. Em especial à do médico egípcio Al Zawahiri -como lembrou, poucas horas depois da morte de Bin Laden, o embaixador do Brasil no Paquistão, Alfredo Leoni, portador de informações próprias dessas representações oficiais no caldeirão paquistanês. Não era mais ao chefe da Al Qaeda que a caçada buscava, era a Bin Laden em pessoa. Aí, o êxito.
Festejo peculiar: recheado de alertas transmitidos pelo mundo afora, ordens de redobrada vigilância, de prontidões e de acessos fechados, mais tensão e medo.
As esperadas retaliações recairão onde, quando e como? Que modalidade tendem a adotar? E o que ainda pode ser feito para preveni-las? Afinal, a morte de Bin Laden vai servir, ou não, de estímulo a adesões jovens à Al Qaeda, a mais terrorismo? E, o que talvez seja uma interrogação mais pertinente do que aparenta: o que levara Bin Laden a estar, supõe-se que escondido, em meio a um centro militar das Forças Armadas do Paquistão?
As perguntas se multiplicam e as respostas não se oferecem, porque não é ainda o seu tempo. De um modo ou de outro, a maioria de nós vai pagar a espera com mais restrições e constrangimentos, quase sempre produtos de pouca inteligência e muita prepotência. Mais cedo ou mais tarde, tinha de acontecer.
Muitos comentários à morte de Bin Laden consideram encerrar-se nesse fato uma etapa da história internacional. O mais provável é que o encerramento se dê quando haja respostas para as perguntas que ganharam força ou apareceram nos escombros inertes em uma casa na insuposta Abbottabad. Até lá, é a continuidade sem fim perceptível.
Bin Laden e Gaddafi mostraram traços em comum. É natural que deles, em vida ou em morte, se projetem semelhanças nas perguntas que lançam. Gaddafi não está sob ataque por vingança. Antes seria por hipocrisia e ingratidão de muitos dos que até poucos meses o visitavam como amigos ou associados. E com ele negociavam petróleo, gás e, claro, as armas para a Líbia. Bilhões de euros iluminados por orgias italianas, turismo à francesa, cortesias inglesas, além de se prestarem a reservas para as incertezas da existência.
O ataque à morada familiar e suas consequências cegas não são fatos que Gaddafi e seus fiéis, como são vistos, deixem passar sem represália. Qual, onde, contra qual dos atacantes? Não é menos obscuro o efeito que o episódio tenha no confronto líbio, já um atoleiro em que os governantes da Otan enfiaram as botas sem saber, agora, como tirá-las.
Para que não falte uma resposta: o mundo está melhor? Não há quem saiba.

JÂNIO DE FREITAS - Folha de S.Paulo 03/05/2011

Aécio Neves demonstra não ter os atributos do bom orador


O senador Aécio Neves mostrou prestígio ao levar políticos em profusão para ouvi-lo no plenário do Senado, mas não conseguiu produzir o impacto nem o despertar da oposição que a tropa governista parecia esperar, muito menos deu razões ao governo para perder um segundo de seu sereno sono.


Tépido na forma e repetitivo no conteúdo, passando ao largo de questões essenciais para o exercício da oposição como a independência do Legislativo em relação ao Executivo, o discurso acabou proporcionando aos senadores aliados ao Palácio do Planalto uma oportunidade excelente de mostrar vigor e afinação.

Muito diferente das legislaturas anteriores quando, principalmente no primeiro mandato do ex-presidente Lula, a oposição fazia do Senado sua cidadela, ocupando a tribuna tardes a fio em ataques sem que aparecesse um senador para defender o governo.

Ontem à tarde o batalhão estava afiadíssimo: Aécio mal tinha subido à tribuna e a senadora Gleisi Hoffmann, do PT, pediu um aparte, concedido ao final assim como aos demais.

Concluída a fala em que Aécio pontuou sua disposição de se opor sem se confrontar com os adversários, os governistas apresentaram suas armas de defesa dos governos Lula e Dilma Rousseff sem o menor constrangimento de fazer isso em clima de franca confrontação.

Em meio a elogios à "elegância" e ao "equilíbrio" do discurso e sem disfarçar o alívio pela tepidez do opositor, a tropa governista atacou as privatizações, ironizou a tibieza do PSDB em defender o governo FH, acusou várias vezes Aécio de ter sido injusto com a gestão de Lula e, pela voz do senador Jorge Viana, ainda afirmou que o orador simbolizava a oposição que todo governo gostaria de ter.

Da parte dos oposicionistas, exaltações algo exageradas ao "brilhantismo" do pronunciamento "de estadista" e uma evidente avidez por alguém que os represente. E assim, independentemente de Aécio Neves reunir ou não os atributos necessários por avaliação exigente, o senador se apresentou e dessa forma foi recebido por governistas e oposicionistas.

Poucos, entre eles Pedro Taques, Marinor Brito e Demóstenes Torres, consideraram que a confrontação não é necessariamente um mal. Antes pode ser essencial à condução dos trabalhos de questionamentos doutrinários, programáticos, bastante mais inquietantes que a redução de alíquotas de impostos, transferência de gestão de estradas, revisão da Lei das Micro e Pequenas Empresas etc.

Temas importantes, mas nas circunstâncias em que a oposição precisa de mobilização política, liderança vigorosa, energia para recuperar o tempo perdido, encontrar o rumo para poder seguir adiante, o desempenho de Aécio deixou no ar um aroma de anticlímax.

Não por defeito, mas por ausência de um atributo pessoal que poderia ser chamado de borogodó de tribuna. Aécio não tem. Mário Covas tinha.

As saudações superlativas soaram artificiais, traduziram a avidez por um porto seguro onde os oposicionistas possam se agarrar, além de revelarem a amplitude amazônica do deserto de homens e ideias reinante na política nacional.

Dora Kramer - O Estado de S.Paulo

Homem abre fogo dentro de escola do Rio e mata ao menos 11 crianças


Pelo menos 11 crianças morreram e cerca de 20 pessoas ficaram feridas após um homem efetuar diversos disparos dentro de uma escola em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira, 7. Segundo informações da rádio Estadão ESPN, o atirador também morreu ao ser atingido por um disparo. O prefeito da cidade, Eduardo Paes, está no local.

O suspeito chegou à Rua General Bernardino de Matos e invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira disparando contra crianças e funcionários que estavam no local, por volta das 8h. De acordo com a polícia, Wellington Menezes de Oliveira, de 24 anos, atirou aleatoriamente contra as pessoas que estavam no colégio de ensino fundamental, direcionando os disparos contra a cabeça das vítimas.

Agentes do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro) faziam uma fiscalização em uma rua próxima a da escola quando uma criança baleada avisou à equipe que havia um atirador dentro da escola. Policiais militares do Batalhão de Polícia Trânsito Rodoviário e Urbano (BPRV), que acompanhavam a ação do Detro, foram até o local e renderam o suspeito, que foi imobilizado com um tiro na perna.

Segundo testemunhas, o atirador só parou de acionar a arma, subindo uma escada, quando policiais chegaram ao local. Ainda conforme informações da Polícia Militar, Oliveira seria ex-aluno da escola e, ao ser baleado, teria se suicidado. O corpo do homem continua dentro do colégio.

Para evitar que outros alunos fossem atingidos, professores trancaram as salas de aula e bloquearam o acesso com cadeiras.

Os feridos estão sendo levados para o Hospital Estadual Albert Schweitzer, em Realengo. Helicópteros, viaturas do Corpo de Bombeiros e ambulâncias do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) estão no local para ajudar no socorro.

O Relações Pública dos bombeiros, Evandro Bezerra, disse que alguns dos feridos estão em estado grave. "Temos tentado retirar as pessoas o mais rápido o possível para salvar as vítimas deste atentado. Realmente ele atirou contra a cabeça delas, os feridos estão em estado grave. É lamentável", disse.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação do Rio cerca de 400 alunos estudam na escola, de três andares. No período da manhã há 14 turmas que vão do 4º ao 9º ano. As crianças têm entre 9 e 14 anos. A subsecretária Helena Bomeny foi para o local.

Ainda não há informação sobre o que teria motivado o crime.

Notícia atualizada às 10h59 - O Estado de S.Paulo

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