• Imagen 1 STEVE JOBS, AS COISAS QUE NINGUÉM DIZ
    Quão honestamente a sua vida é avaliada.
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Bolsonaro é vital para a luta das minorias



Detesto, odeio a doutrina do politicamente correto. E acho Jair Bolsonaro uma figura folclórica e espalhafatosa — portanto, divertida. Sem ele, o Congresso Nacional seria um deserto de chatices e mentiras.

É uma máquina de frases indecorosas, nosso parlamentar. Pronuncia homofobias, racismos, preconceitos e calúnias com a maior desfaçatez, como se estivesse brincando de ser um dinossauro da direita.

Mas não. Ele fala a sério. Acredita nas bobagens que propaga. É violento, como suas convicções. Fica no limite da sanidade mental. Ele é malvado. E gosta de ser assim. Na verdade, vive disso, de seu pensamento arcaico e reacionário.

A última dele gerou indignação, só para variar. Perguntado pela cantora Preta Gil o que faria se o filho dele se apaixonasse por uma mulher negra, o capitão disse não “discutir promiscuidade com quem quer que seja”. Acho até que não entendeu a pergunta, pela manquitolagem da resposta.

E continuou colocando palavras no pau-de-arara: “Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como, lamentavelmente, é o teu”.

Para completar, disse que não voaria em avião pilotado por um “cotista” (estudante que se beneficia da política de cotas raciais). O cara é um Highlander da elite branca, um Darth Vader em conflito por estar do lado "negro" da força!

Daí a quererem cassar o mandato do deputado vai uma longa distância. Vivemos numa democracia e todos os brasileiros têm o direito de lá serem representados.

E se tem algo legítimo que Bolsonaro faz é representar o pensamento de milhares de cidadãos deste país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza.

E mais: é inestimável o serviço que ele presta na união de negros, homossexuais, comunistas e escoteiros! O que seria das minorias sem um aglutinador tão poderoso? Pensem nisso!

Não ousem calar essa voz! Defendo o direito de Jair Bolsonaro dizer o que pensa. Mesmo sabendo que ele jamais faria isso por alguém.

Precisamos de gente com coragem de dizer as coisas horrorosas que passam pela cabeça dos covardes.

O Provocador = r7

Sensacionalismo do CQC e suicídio

O suicídio da atriz e as ofensas do deputado: duas vezes sensacionalismo

Pouco antes de morrer, ao cair pela janela do sétimo andar do prédio onde morava, a atriz Cibele Dorsa enviou à revista “Caras” um longo bilhete de despedida. No texto, ela pede perdão aos filhos pelo gesto, critica o ex-marido, Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda, por ter levado as crianças para o exterior e fala da solidão que sentia desde que perdeu o noivo, Gilberto Scarpa, morto no final de janeiro de forma idêntica a ela.

Horas depois da morte da atriz, no sábado, 26, o site da revista “Caras” começou a publicar o bilhete de despedida que ela enviou. “EXCLUSIVO: Cibele Dorsa deixa carta antes de morrer”, estampou a revista. O texto foi dividido em vários trechos, como se fossem capítulos, publicados de tempos em tempos ao longo da tarde. Na segunda-feira, a Justiça determinou, atendendo a pedido de Doda, que todas as referências a ele fossem retiradas do site e da revista.

A mídia brasileira, de um modo geral, noticia com muito comedimento suicídios. O temor de que o suicídio possa ocorrer por imitação, uma tese levantada ainda no século 19, orienta a discrição dos principais veículos de comunicação.

Suicídio só é notícia mesmo quando envolve figuras públicas. Ainda assim, creio, a revista “Caras” agiu de forma sensacionalista, sem nenhum cuidado ao publicar os principais trechos da carta de Cibele Dorsa. Faltou editar, contextualizar a noticia e ouvir as pessoas envolvidas, além de pesar os danos que esta publicação poderia causar aos filhos da atriz.

A entrevista do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) ao “CQC”, da Band, envolve problemas de outra natureza. Num quadro previamente gravado, como todos do programa, o político respondeu a provocações de diferentes espectadores. Foi uma oportunidade para repetir suas notórias posições conservadoras, com traços de homofobia e de nostalgia da ditadura militar que dirigiu o país entre 1964 e 1985.

No momento mais forte, foi questionado pela cantora Preta Gil sobre qual seria a sua reação se um filho seu namorasse uma mulher negra. “Ô Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco. Meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como, lamentavelmente, é o teu”, respondeu.

Antes de exibir a entrevista, Marcelo Tas apresentou Bolsonaro como “o deputado mais polêmico do Brasil”. Ao final, disse: “Eu prefiro acreditar que o Bolsonaro não entendeu a pergunta da nossa querida Preta Gil”.

O “CQC” tem o direito de entrevistar quem quiser e o deputado pode falar o que bem entender. A Justiça está aí para avaliar se ele cometeu algum crime, ou não. O que me espanta é o programa ter levado ao ar uma resposta tão polêmica havendo dúvidas, como manifestou Tas, que Bolsonaro pode ter entendido errado a pergunta.

Se é verdade isso, o trecho da entrevista não deveria ter sido exibido sem que o deputado fosse consultado antes. Também caracteriza sensacionalismo.

blog do Mauricio Stycer

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