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Derrota sem empenho mancha história do vôlei do Brasil

Felipe Massa foi criticado – de meu ponto de vista com razão – por submeter-se a exigência da Ferrari, que o obrigou a dar passagem para Fernando Alonso, no GP da Alemanha, e assim abriu mão da vitória. Lamentável, mas ainda havia a desculpa de que agia em nome da equipe – e por vitória. No vôlei, o Brasil jogou para perder. E isso é a negação do esporte. Perder é contingência, só não pode ser opção.


O vôlei do Brasil é visto como esporte fino, de referência, pela excelência dos resultados de suas seleções. Os jogadores são apontados como exemplos de dedicação. O técnico Bernardinho é incensado pela obsessão por ordem, método e resultados, a ponto de disseminar suas ideias em palestras motivacionais e livros.

Pois história e biografias vencedoras foram atiradas na sarjeta na tarde de ontem, no Mundial da Itália. O Brasil bicampeão olímpico e mundial perdeu de forma vergonhosa para a Bulgária (3 a 0), em Ancona, para que pudesse ficar em chave menos complicada na próxima fase. Pelo regulamento, cabe agora a Bernardinho e seus jogadores enfrentarem República Checa e Alemanha, em Roma, o que significa caminho menos espinhoso na briga pela terceira medalha de ouro no torneio.

Os brasileiros fizeram críticas à distribuição das chaves e cruzamentos da competição, sob a alegação de que foram elaborados para favorecer a anfitriã Itália. Só que encontraram uma inusitada forma de protestar, ao interpretarem o regulamento à sua maneira. Dessa forma, também, imitaram outras concorrentes que agiram de forma antiesportiva, antiética. Vergonhosa.

Felipe Massa foi criticado – de meu ponto de vista com razão – por submeter-se a exigência da Ferrari, que o obrigou a dar passagem para Fernando Alonso, no GP da Alemanha, e assim abriu mão da vitória. Lamentável, mas ainda havia a desculpa de que agia em nome da equipe – e por vitória. No vôlei, o Brasil jogou para perder. E isso é a negação do esporte. Perder é contingência, só não pode ser opção.

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