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    Quão honestamente a sua vida é avaliada.
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Imprensa & Eleições: crítica da razão indefesa

"Quando a propagação de um jornalismo partidarizado se une à política convencional, temos o perigo real. Uma fábrica de manipulação quando começa a funcionar durante duas horas ao dia é prenúncio de que logo estará funcionando 24 horas ao dia, em três turnos ininterruptos."

Certa vez em uma entrevista, um diretor polonês disse que, por um longo tempo, a mídia em seu país havia dedicado sua primeira página todos os dias para falar sobre o governo sem nunca reportar que os cidadãos estavam fugindo em massa para Londres em busca de um futuro melhor. O diretor disse que um dia recebeu a mensagem dando conta que 1 milhão de poloneses havia emigrado de seu país. E, finalmente, foi com essa imagem da massa de emigrantes que os jornais formaram suas primeiras páginas.

A mídia, o escândalo e mecanismos de controle

(...) o escândalo aparece como forma de demonstração de poder e de dissuasão do grupo governista na sua eventual nova gestão. Isto é, demonstrar que, mesmo com a maioria absoluta, há uma outra esfera de poder (mídia hegemônica) que pode destruir a reputação caso seus interesses e os que representam sejam atingidos.

No dia 13 de agosto, assisti a uma conferência do professor John B. Thompson, professor da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, intitulada “The New Visbility” (A Nova Visibilidade). Thompson é autor de diversas obras que tratam de mídia e cultura, sendo as mais importantes Ideologia e Cultura Modern, Mídia e Modernidade e O Escândalo Político: Poder e Visibilidade na Era da Mídia (todos da Editora Vozes). O evento foi a aula inaugural do Programa de Pós Graduação de Ciências da Comunicação da Escola de Comunicações e Artes da USP.

Como será a bala de prata na campanha

Provavelmente alguém que seria apresentado como ex-companheiro de guerrilha, arrependido, que, em pleno Jornal Nacional, diria que Dilma participou da morte de fulano ou beltrano. Choraria na frente da câmera, como o José Serra chora. Aí a reportagem mostraria fotos da suposta vítima, entrevistaria seus pais e se criaria o impacto.


do blog do Luis Nassif

Qual a bala de prata, a reportagem que será apresentada no Jornal Nacional na quinta-feira que antecederá as eleições, visando virar o jogo eleitoral, sem tempo para a verdade ser restabelecida e divulgada?

Ontem, no Sarau, conversei muito com um dos nossos convivas. Para decifrar o enigma, ele seguiu o seguinte roteiro:

O escândalo fabricado, como em 2006

Desprezar o adversário é um erro grave. E a volúpia com que eles avançam nessa caso – pra lá de esquisito, com dados de um ano atrás, e relançado às vésperas da eleição – mostra que não há limites nessa guerra.

Serra não tem pudores de usar nessa guerra a própria filha – sócia da família de Daniel Dantas, é bom lembrar. Na verdade, é Serra que se parece com Collor na estratégia despudorada de usar a família em campanha.


A melhor ferramenta para desarmar o discurso desesperado de Serra, nesse episódio da Receita Federal, é ler com calma uma declaração do próprio candidato, durante evento nessa quarta-feira, em São Paulo:

“A candidatura da Dilma está querendo fazer comigo a mesma coisa que o Collor fez com o Lula em 1989, quando o Collor ganhou eleição, pelo receio de que nós ganhemos a eleição”.

Faz algum sentido? Claro que não. Serra tem hoje, segundo levantamento do IG/Band/Vox, menos da metade das intenções de voto de Dilma. O PT estaria

Corvos pregam golpe - como sempre


Nada de surpreendente. Uma direita dirigida por jornais corvos só poderia desembocar no golpismo. Tentar ganhar no tapetão ou tentar desqualificar o processo eleitoral – ultimo apelo da tucanalhada.

A direita sempre foi derrotada por Getúlio. Em 1930, pelo movimento popular que deu inicio ao Brasil moderno. Em 1945, o candidato de Getúlio derrotou o brigadeiro Eduardo Gomes, o próprio Getúlio o derrotou em 1950 e JK, com o mesmo bloco de forças de Getúlio, depois da sua

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