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    Quão honestamente a sua vida é avaliada.
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A Escola Goebbels





O mais grave é que o autoritarismo monopolista da mídia é apresentado como se fosse a apoteose da democracia; a informação controlada aparece como pluralismo ideológico; a versão única dos fatos, transmitida por satélite para todos os cantos do planeta, confunde-se com os próprios fatos, como se não houvesse outra interpretação possível.

José Arbex Jr.

Manchetes que viram propaganda eleitoral

 Já não dá mais para saber onde acaba o telejornal e onde começa o horário político eleitoral, o que é fato e o que é ilação, o que é notícia e o que é propaganda. A estratégia não chega a ser original. Mas, desde o segundo turno entre Collor e Lula, em 1989, eu não via uma cobertura tão descarada, um engajamento tão ostensivo da imprensa a favor de um candidato e contra o outro.

Por Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho

Um exemplo que resume a bronca da maioria é a mensagem enviada às 14h06 desta quinta-feira pelo leitor Eduardo Bonfim, pedindo que eu me manifeste sobre o assunto:


Prezado Ricardo Kotscho


Sou fã do seu blog. Gostaria que você escrevesse um artigo sobre a propaganda que a Rede Globo vem fazendo no Jornal Nacional ("JN no Ar") todos os dias, onde claramente só mostra a parte ruim do Brasil para que o povo vote no 45. Realmente, o casal do JN é 45. Isso é liberdade de imprensa?”

Sim, meu caro Eduardo, esta é a liberdade de imprensa que os oligopólios de mídia defendem. Ninguém pode contestá-los. Trata-se de um direito absoluto, sem limites. O citado "JN no Ar", por exemplo, levanta todo dia a bola dos problemas das cidades brasileiras, onde falta de tudo e nada funciona. No mínimo, tem lugar onde falta homem e tem lugar onde falta mulher… Logo em seguida, entra o programa do candidato José Serra para apresentar as soluções.

Sinais

Globo, Folha e Veja bem entrosados



O Jornal Nacional desta quinta-feira apresentou dez minutos de reportagens repercutindo as denúncias da revista Veja e do jornal Folha de S. Paulo contra o governo federal e a candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff. Dez minutos sem contar os três dedicados aos dias de Dilma, José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), que, por razões óbvias, tiveram foco nas denúncias.


As duas reportagens que compõem esses dez minutos são bem diferentes. Uma é realmente uma reportagem de repercussão, trazendo explicações, fatos novos e uma visão televisiva e clara da história. A outra, porém, passa pouco de uma leitura literal da reportagem apresentada pela revista Veja.

Serra e Folha: Decadência de um modelo de manipulação




Superestimando seu próprio poder, usando um instituto de pesquisa para fazer politicagem e reagindo de forma autista a uma realidade que ainda parece incapaz de entender, o Grupo Folha é o mais siamês parceiro de derrota de José Serra


Há algumas diferenças entre a campanha presidencial de 2006 e a deste ano, e uma das mais notáveis é a perda de influência dos setores da mídia que apostaram numa compreensão unilateral da informação. Esse (des)entendimento da informação como uma avenida de mão única é parte da explicação do colapso da candidatura de José Serra e do baile sociológico-estatístico sofrido por um de seus suportes, o DataFolha. Eles apostaram no mundo velho.



O passado e o presente da imprensa brasileira




A revista Época fez o que se espera da Globo, um dos pilares de sustentação da ditadura militar: resgatou a agenda da Guerra Fria e destacou na capa o “passado de Dilma”. O ovo da serpente permanece presente na sociedade brasileira. O que deveria ser tema de orgulho para uma sociedade democrática é apresentado por uma das principais revistas do país com ares de suspeita.

As empresas de comunicação têm o hábito de se apresentarem como porta-vozes do interesse público. Em que medida uma empresa privada, cujo objetivo central é o lucro, pode ser porta-voz do interesse público? Essas empresas participam ativamente da vida política, econômica e cultural do país, assumindo posições, fazendo escolhas, pretendendo dizer à população como ela deve ver o mundo. No caso do Brasil, a história recente de muitas dessas empresas é marcada pelo apoio a violações constitucionais, à deposição de governantes eleitos pelo voto e pela cumplicidade com crimes cometidos pela ditadura militar (cumplicidade ativa muitas vezes, como no caso do uso de veículos da ão Paulo durante a Operação Bandeirantes). Até hoje nenhuma dessas empresas julgou necessário justificar seu posicionamento durante a ditadura. Muitas delas sequer usam hoje a expressão “ditadura militar” ao se referir aquele triste período da história brasileira, preferindo falar em “regime de exceção”. Agem como se suas escolhas (de apoiar a ditadura) e os benefícios obtidos com elas fossem também expressões do “interesse público”.

A quem o passado condena?



Kamel: o "mais pior" dos jornalistas do Brasil



Tamanhas demonstrações de afinação com o pensamento dos barões da mídia renderam a Kamel o cargo de diretor de jornalismo da Rede Globo de Televisão

NovaE
Mauro Carrara


Este merece! Quem acompanha a carreira do maestro global da notícia sabe de seus percalços com o verdadeiro jornalismo. Textos travados, vocabulário escasso e enorme dificuldade com a apuração dos fatos. Na revista Veja, na segunda metade da década de 80, virou motivo de piada depois de passar dois dias tentando um par de "aspas" de Dom Pedro Casaldáliga, o bispo progressista então ameaçado pela Congregação para a Doutrina da Fé, dirigida pelo cardeal Ratzinger.

Lula detona a Veja e espera que Serra não fique só na Globo


Lula diz que Serra foi insano

por Adriana Araújo, em seu blog

O presidente Lula rebateu pela primeira vez a acusaçāo do candidato à presidência Josė Serra que ligou o PT as Farc – as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. “Eu fico triste quando eu vejo um homem, sabe, com a história do Serra, dizer que o PT é ligado as Farc. O mínimo que eu esperava do Serra é que ele respeitasse o PT. O Serra sabe que temos afinidade histórica, a gente pode ter divergências políticas e ideológicas agora, mas ele jamais poderia dizer uma insanidade dessas”, afirmou o presidente.

A declaração foi dada durante a entrevista exclusiva que fiz com o presidente para o Jornal da Record. Lula comentava o clima de baixarias na campanha presidencial com troca de insultos e acusaçōes, antes mesmo do início da propaganda eleitoral obrigatória na TV. “Quem fizer a campanha da baixaria vai perder a eleição descaradamente, quem fizer jogo rasteiro vai perder a eleição” disse Lula.

O primeiro a levantar a acusação contra o Partido dos Trabalhadores foi o candidato a vice-presidente de Serra, o deputado Indío da Costa (DEM-RJ). Ele chegou afirmar que, além de ligação com o grupo, o PT tambėm era ligado ao narcotráfico e a guerrilha na Colômbia. Mas não apresentou provas.


O deputado Indio da Costa foi criticado atė por integrantes do PSDB, por ter se excedido com as palavras. Mas, pouco depois, Serra endossou parte das acusações do vice dizendo que todos sabiam da ligação dos petistas com as Farc. Serra, no entanto, ressaltou que isso não significaria que o PT tivesse envolvimento com o tráfico de drogas.

Durante a entrevista, questionei o presidente se ele gostaria de falar pessoalmente com o candidato Josė Serra sobre as acusações. “Estou falando com vocês. Espero que ele ouça”, respondeu Lula. “Espero que ele tenha abertura suficiente para ver outro canal de televisão”, concluiu.

Na entrevista, Lula também comentou o editorial da revista Veja, publicado no último fim de semana, o texto da revista faz duras críticas ao presidente por ter sido multado seis vezes por propaganda eleitoral irregular para a candidata do PT Dilma Rousseff. A revista tambėm mostra Lula com uma coroa sobre a cabeça, um rei acima das leis.

Quis saber do presidente como ele responderia às críticas, Lula afirmou: “eu não leio essa revista. Por mim tanto faz. Eles podem escrever o que eles quiserem. Podem falar o que quiserem de mim. E eu posso dizer o que penso da imprensa. Só não falo tudo porque ainda sou presidente”.

“Vai falar um dia?”, perguntei em seguida. “Um dia, quem sabe…”, repondeu vagamente o presidente Lula.

Jornalista cheirosa denuncia: "eu apanho deles"


O leitor menos habituado com o mundo jornalístico talvez nem saiba: todas as redações de jornal, TV ou rádio possuem um departamento de "rádio-escuta".

São profissionais que passam o dia escutando o que as emissoras de rádio e TV publicam sobre todos os assuntos; e fazem relatórios para os chefes: "A Jovem Pan deu entrevista com o delegado do 36 DP"; "o SBT conseguiu ouvir o traficante do morro do Borel"; "a Dilma deu entrevista pro Datena".

do blog Esvrevinhador - Rodrigo Vianna

É um serviço importante para orientar os chefes de redação. Pra saber de onde virão os furos. E para correr atrás da bola antes que seja tarde demais.

O curioso é que na internet a rádio-escuta é feita pelos leitores. É um serviço gratuito e eficiente.

Por exemplo: o leitor Mirabeu Leal (um ágil rádio-escuta) informa que a jornalista Eliana Cantanhêde (aquela, da "massa cheirosa" na convenção do PSDB) fez, na rádio CBN, uma grave denúncia contra blogueiros (que ela esqueceu de nominar): "EU APANHO DELES. ENTÃO, A GENTE FICA APANHANDO, APANHANDO...".

É tanta surra (segundo a jornalista) que Mirabeau chega a perguntar se a "cheirosa" não vai procesar os blogueiros, com base na Lei Maria da Penha.

O comentário da jornalista "cheirosa" - como diz o Mirabeu - foi feito durante um programa da CBN para discutir a campanha eleitoral na internet.

A CBN (do Sistema Globo de Rádio), como se sabe, é uma rádio imparcial e independente. Sem qualquer ligação com o Serra!

E a Eliane, também, como se sabe, não tem qualquer ligação com marqueteiros tucanos.

O link para o programa da CBN está aqui - http://cbn.globoradio.globo.com/playlist/asx.php?audio=2010%2Fcolunas%2Fnoticiaemfoco_100419. A frase sobre a surra está aos 32´30, aproximadamente.

Quanto à jornalista, acho que ela se leva muito a sério. Na verdade, no episódio da "massa cheirosa" (http://www.rodrigovianna.com.br/videos/o-psdb-e-a-massa-cheirosa ) ela não "apanhou". Foi tratada como piada. Só isso.

Pelo relato que Mirabeu nos faz (confesso que não tive tempo de ouvir todo o programa), a CBN e seus cheirosos passaram um recibo danado: estão preocupados com o contraponto oferecido pela internet.

Como comentei outro dia: eles tem o exerrcito convencional, nós fazemos guerrilha.

Não devemos subestimar o poder de fogo (ainda imenso) do PIG. Mas podemos registrar: eles estão incomodados. Isso estão. Com certeza.

E vão continuar apanhando, apanhando, apanhando...

Revista da Globo desdenha o poder da Internet nas Eleições



Revoltada com a perda do monopólio da informação e tendo sido obrigada a retirar do ar jungle pró-Serra, Organizações Globo produz matéria, em sua Revista semanal, minimizando a força da internet e dos blogs.

Qual será o papel da internet na eleição?


É verdade que sites, blogs e redes sociais terão maior influência neste ano. Mas não, ainda não teremos um fenômeno como Obama no Brasil


Bruno Ferrari e Danilo Venticinque da Revista Época



Neste ano, os candidatos festejaram a conquista de uma nova vitrine para fazer propaganda política: a internet. Todos apostam na rede como um poderoso meio para interagir com os eleitores, medir em tempo real a reação da opinião pública, debater com os adversários e, no limite, estabelecer a agenda da eleição. Dois fatores ampliaram a relevância da campanha on-line. O primeiro – e mais óbvio – é o crescimento do número de internautas no país. De acordo com o Ibope, o Brasil saltou de 32 milhões de pessoas com acesso à internet nas eleições de 2006 para mais de 66 milhões hoje.

O segundo fator é a nova legislação eleitoral sobre o assunto. Ela dá aos partidos uma liberdade inédita na rede. Ao contrário dos anos anteriores, quando a internet estava sujeita às mesmas restrições aplicadas à TV e ao rádio, neste ano é possível organizar debates livremente, mesmo sem a participação de todos os candidatos, usar redes sociais mesmo antes do período oficial de campanha e fazer da internet um campo de provas para todo tipo de ideia exótica na batalha eleitoral.

Os coordenadores dos principais partidos têm uma inspiração comum. Com um misto de deslumbramento e inveja, todos citam o sucesso da campanha presidencial de Barack Obama, nos Estados Unidos, em 2008. Num país onde a renda, o alcance da internet e a cultura de participação política são maiores, Obama soube usar ferramentas como o Twitter – até então pouco conhecido – para se comunicar com seus eleitores, opinar sobre questões cruciais do país, animar a militância e arrecadar fundos. Ao todo, foram mais de US$ 500 milhões doados por cidadãos e empresas via internet, metade de toda a verba recebida pela campanha de Obama. A esperança dos marqueteiros políticos digitais é obter no Brasil um sucesso comparável.



Para tentar transformar essa esperança em realidade, os três principais candidatos à sucessão de Lula armaram estratégias digitais distintas. Até agora, o PT foi o partido que mais investiu na campanha on-line. Seu principal objetivo é estimular os militantes a criar e disseminar conteúdo favorável à candidata. Para isso, será usado um software para cadastrar e classificar militantes com uma espécie de ranking. O internauta ganhará pontos de acordo com a qualidade e a frequência de suas colaborações. Os voluntários mais prolíficos serão convidados a reuniões exclusivas e receberão conteúdos especiais, como ocorreu na campanha de Obama. Os petistas contam com a consultoria de três profissionais que estiveram envolvidos nela.

No PSDB, o próprio candidato, José Serra, é um usuário frequente da internet e das redes sociais. Atualizado pelo próprio Serra, seu perfil no Twitter conta com mais de 209 mil seguidores (o maior número entre os políticos brasileiros) e é usado quase exclusivamente para assuntos leves, como futebol, música ou cinema. A iniciativa é vista no partido como uma eficiente maneira de humanizar a imagem de um candidato tido como sério e fechado demais.

Outro objetivo da campanha tucana na rede, de acordo com um de seus estrategistas, é tentar influenciar a imprensa. Para isso, além do Twitter de Serra, o PSDB conta com três sites para reunir militantes e divulgar críticas aos adversários. Um deles, o mobilizapsdb.org.br, incentiva os internautas a espalhar um quadro com uma comparação entre os candidatos. O quadro define Dilma como uma menina rica, frequentadora de “escolas burguesas”, que “ingressou em grupos armados responsáveis por assaltos, sequestros e assassinatos”. O perfil de Serra o define como um rapaz estudioso, filho de imigrantes, que ingressou na política pelas eleições.

Na campanha de Marina Silva (PV), a internet se tornou uma prioridade quase natural, pois Marina tem pouco tempo no horário eleitoral gratuito em comparação com seus adversários. Sua estratégia é usar o programa na TV para divulgar seus sites e criar interação por meio de remissões a textos publicados em seu blog. Outra meta é usar a internet para arrecadar doações de cidadãos. O PV é o primeiro partido brasileiro a implantar esse sistema, semelhante ao usado na campanha de Obama. Representantes da sigla dizem que, até o fim de março, o partido recebera R$ 203 mil em doações feitas por 91 pessoas.

A euforia em relação à campanha de Obama fez com que o PT contratasse Ben Self, ex-diretor de tecnologia do Partido Democrata e hoje dono de uma agência especializada em marketing político na internet. No ano passado, Self participou de eventos de política e marketing digital no Brasil. Era tratado como herói, sempre lembrado pelos números gordos da campanha on-line democrata: mais de 13 milhões de e-mails de eleitores cadastrados, uma rede de 3 milhões de doadores e a arrecadação recorde. Mas há tanta disparidade entre Brasil e Estados Unidos que fica difícil acreditar na “obamização” de nossos candidatos. A começar pelo alcance da internet. Nos Estados Unidos, ela atinge 76% da população. No Brasil, 34%. Há motivo para ceticismo até entre os marqueteiros digitais. “A internet não ganhou a eleição para o Obama. Quem ganhou foi o Obama”, diz Sérgio Caruso, coordenador de comunicação digital do PSDB. “A internet só ajudou a espalhar e a explicar suas propostas.”



O total de internautas brasileiros dobrou desde 2006. A legislação ficou mais liberal

Os petistas, que contrataram Self, demonstram uma fé maior nos poderes digitais. “A dinâmica da internet é diferente do rádio e da TV. É impossível fazer uma campanha centralizada na internet”, afirma Marcelo Branco, coordenador da campanha on-line de Dilma. Na semana passada, porém, o próprio Branco protagonizou um episódio que revela alguns limites nessa dinâmica da rede. De forma equivocada, ele protestou em seu Twitter contra a campanha elaborada para comemorar os 45 anos da Rede Globo (pertencente ao mesmo grupo de mídia que publica ÉPOCA). Branco afirmou que ela lembrava o mote de campanha de Serra, O Brasil pode mais. A Globo preparava a campanha desde novembro de 2009, quando ainda não havia candidatos – muito menos slogans. Mesmo assim, a emissora optou por suspender a campanha para evitar insinuações.

“Qualquer profissional de comunicação sabe que uma campanha como esta demanda tempo para ser elaborada”, diz uma nota divulgada pela Rede Globo. “Mas a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa.” Como as regras eleitorais deram à campanha na internet esse ambiente de liberdade absoluta, é natural que Branco tenha se sentido confortável e escorregado numa prática infelizmente comum entre os blogueiros e militantes que povoam as redes sociais: publicar informações de modo pouco responsável, sem checagem. Nos próximos meses, é de esperar que a campanha se acirre, e a internet pode propiciar aos candidatos a chance de difamar quem eles quiserem sem nenhum tipo de compromisso – sobretudo, sem ter de se preocupar com as regras vigentes no rádio ou na TV, sob a forte vigilância do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os próprios partidos acabam sendo vítimas desse ambiente. Seus sites oferecem diversas brechas a criminosos, que usam o anonimato da rede para invadi-los e derrubá-los. Uma onda recente de ataques atingiu sites oficiais de três dos principais partidos brasileiros. O primeiro a sofrer uma invasão foi o do PT, no dia 12 de abril. Na semana passada, os sites do PSDB e do PMDB também foram atacados. “Muita gente sabe explorar essas brechas porque as falhas mais comuns estão abertamente divulgadas em blogs, fóruns e sites especializados”, diz um hacker brasileiro.

Outro fator que limita o uso elei-toral da internet no Brasil é a obrigatoriedade do voto. A rede, por sua natureza, depende da iniciativa dos usuários. As informações sobre política na internet são acessadas apenas por aqueles que se interessam pelo assunto. “Para a maioria dos eleitores, que se sente obrigada a votar, esse interesse espontâneo por política não existe”, afirma a cientista política Alessandra Aldé, pesquisadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Nos Estados Unidos, essa parcela desinteressada da população não influencia o resultado, pois tende a se abster nas eleições. No Brasil, graças ao voto obrigatório, é menor o peso dos eleitores mais engajados no resultado das eleições.
Não é à toa, portanto, que a maior aposta de todos os partidos para a campanha continue sendo mesmo o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV. Em vez dos 34% de penetração da internet, a TV está presente em 97% dos domicílios brasileiros – atinge, portanto, quase todos os eleitores. “Ainda vai levar um bom tempo para a internet começar a ter um alcance parecido com esse”, diz Antônio Graeff, fundador de uma agência digital e autor do livro Eleições 2.0, sobre o uso da rede para campanha. A pesquisadora Alessandra, da Uerj, tem opinião parecida: “Em termos de impacto direto, a força da internet ainda é muito menor que a do horário

O que Veja acha dos internautas brasileiros



Zé Serra, com a cabeça apoiada na mão, foi capa da revista Veja na edição de 17.04.2010. A onda, anti-demo-tucana que invadiu a internet, inundou a web com dezenas de fotos de internautas - em tom de deboche - imitando jocosamente a pose do presidenciável.

Veja,por sua vez, atacou em seu site (sessão - observem bem - Ciência e Tecnologia) e interpretou de forma inequívoca que a "fisionomia sorridente e descontraída do tucano levou muita gente a imitar sua pose no site "O Brasil pode mais" (sic!). Denominou essa moda (anti-tucana) de VIRAL (pró-Serra) e assim decretou: Capa de VEJA com Serra dá início a 'viral' na web.

Veja considera os internautas brasileiros uma massa de imbecis da Web, presas fáceis para sua manipulação, e dá a interpretação que quer aos fatos, por mais inverossímel que seja.

Em outras palavras, a revista Veja faz os internautas brasileiros de idiotas ao afirmar em seu site que as fotos que circulam na internet, ridicularizando sua capa de sábado, é na verdade um viral pró-Serra.



Para Veja internauta brasileiro é um trouxa!





PS.: Quem tiver coragem e for no tal www.obrasilpodemais.com.br, vai verificar que não existe nenhuma foto lá (home, circulou na internet, etc.), pelos menos até a presente postagem. Em outras palavras, a revista Veja símplesmente ignorou a possibilidades das pessoas pesquisarem o malfadado site. Aquilo é verdadeira assombração com depoimento do ator-serrista Carlos Vereza (no Jô Soares) e o discurso do democrata Jair Bolsonaro.

De como partido político e jornalismo são coisas bem diferentes



do blog jornalismob.wordpress.com

Aconteceu no dia 18 de março, mas veio à tona essa semana. Foi em uma reunião da Fecomércio, o que, por si só, já é sintomático. Judith Brito, essa aí de cima, diretora-superintendente da empresa Folha da Manhã S.A., que edita a Folha de S.Paulo, e presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), teve um lapso (se fosse Dilma, era uma gafe imperdoável, estampada nas capas de jornais, como quando ela erra um nome de cidade, por exemplo, algo bem menos grave).

A escorregada de Judith chega quase a ser bonita. Tem um ar de sinceridade comovente. Ela admite que os jornais agem como partidos, como oposição. Vale citar: “Na situação atual, em que os partidos de oposição estão muito fracos, cabe a nós dos jornais exercer o papel dos partidos. Por isso estamos fazendo [isso]”. Falando em questões éticas, a parte boa da história é admitir. A parte ruim é todo o resto, ou seja, fazer isso.

Afinal, um partido político deve obedecer legislação específica para ele. Tem regras a cumprir. Um jornal tem regras diferentes, obedece a leis diferentes, é registrado de outra forma. Para exercer papel de partido político, é preciso registrar-se como tal e seguir as regras do jogo. Da forma como é feito, a imprensa é não só um partido, mas um partido em posição privilegiada, com acesso a todos os brasileiros de forma direta, através dos meios de comunicação. Não se trata de um partido ter os meios de comunicação nas mãos, mas de ser os próprios. Paradoxal.

As citações de suas falas, retiradas de texto de Jorge Furtado e da própria Folha de S.Paulo, chegam a comover: “esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista (sic) deste país”. Engraçado é que contam para os leitores que fazem jornalismo. Corrijam-me se eu estiver enganada, mas no meu dicionário jornalismo é outra coisa.

Outra questão pertinente levantada por Jorge Furtado é o motivo de a imprensa fazer oposição a Lula e não fazer a Serra. O grave de tudo é que ela admite que os jornais querem alcançar o poder. É feio fazer isso sem concorrer nas eleições. É antidemocrático. E é incoerente criticar políticos por propaganda eleitoral antecipada, por exemplo, e, ao mesmo tempo, fazer propaganda constante para atingir o poder sem sequer tentar oficialmente a via eleitoral. Como funciona esse jogo? Não conheço essas regras, não estão escritas em lugar nenhum. Aliás, observando assim, chegar ao poder sem concorrer nas eleições, leva jeito de golpe.

Isso tudo é o mais grave, de consequências nefastas para a população. Mas é também muito feio fazer tudo isso sem admitir. Por isso que o lapso de Judith Brito ganha um descontinho, mas os jornais continuam em déficit. Porque até agora ainda não admitiram oficialmente que agem com interesses eleitorais. O único veículo da grande imprensa a afirmar apoio a candidatos em eleições é a Carta Capital, mas o faz sem esquecer os interesses jornalísticos que a guiam. O resto, de um modo geral, esquece esses interesses para fazer campanha sem nem comunicar. Tudo invertido.

Agora resta a leitura dos editoriais. Se começarem pelo menos a admitir o apoio a determinados candidatos, estamos evoluindo. Mas, sinceramente, duvido.

* Glória Marinho volta à Globo como repórter na próxima sexta-feira, dia 9, direto da Ásia, no Globo Repórter.

Veja pode mais! Grande adesão e entusiasmo esfuziante.


Carinha apoiada na Mão, agora é tendência!
clique na foto para ampliar
A manipulação da grande revista semanal obtem êxito.

do blog hariprado.wordpress.com

Aumentou ainda mais o entusiasmo da população com a candidatura do cândido candidato dos homens bons, isso está fazendo com que as pessoas cada vez mais passem a apoiar com grande ânimo e alegria nosso líder varonil encantados com a sua simpatia e meiguice na foto da revista. Alvíssaras!!! Não tem pra ninguém, Zé Serra.

Ali Kamel está na coleira, pronto para o ataque final

O PT segue calado, quase amortecido. À sombra de Lula.
Trata-se de um erro.
Lula uma vez disse: "que ninguém, nunca mais, ouse duvidar da capacidade de luta da classe trabalhadora".
Mas é preciso lembrar: "que ninguém, jamais, ouse subestimar a capacidade de manipulação da elite brasileira e de sua imprensa oligárquica".



do blog do Rodrigo Vianna - O Escrevinhador

Por que lembro disso?

Semana passada, participei de um debate no Sindicato dos Bancários de São Paulo, sobre internet e eleições.

Minha avaliação, que expus aos sindicalistas, é a seguinte:

1) devemos comemorar o papel dos blogs e redes sociais, como contraponto à velha imprensa;

2) mas não podemos superestimar o papel da chamada blogosfera.

Ainda falamos para um público limitado. Incomodamos, é verdade. Tanto que a Globo teve que suspender o comercial serrista dos 45 anos da emissora - http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/a-globo-e-o-clip-pro-serra-foi-sem-querer-querendo.

Mas não dá pra comparar nosso poder de fogo com a artilharia pesada de Globo, Veja e - em menor escala - de Folha, Estadão, Zero Hora, Correio Braziliense, RBS...

Fazemos guerrilha. Eles tem o exército convencional.

O poder da velha imprensa diminuiu bastante, é verdade. Mas é preciso lembrar que em 2006, por exemplo, a eleição só foi ao segundo turno graças ao bombardeio contra Lula nas duas últimas semanas de campanha. Marcos Coimbra analisou isso de forma precisa - http://mariafro.com.br/wordpress/?p=188.

Quem fez a diferença em 2006? A Globo, sobretudo.

A Globo tem chance de ganhar a eleição para Serra em 2010? Sozinha, não.

2010 não é 1989, quando a Globo "fez" de Collor o presidente.

Mas a Globo e seus alidos do café Millenium podem - sim - garantir 5% ou 6% dos votos, percentual suficiente para decidir um pleito que deve ser tão disputado.

Há um outro detalhe a ressaltar. A Globo precisa agir de forma um pouco mais dissimulada do que seus aliados Milenares. Veja, Folha e Estadão falam para guetos conservadores. A Globo fala para todo Brasil.

Tudo que a TV carioca não quer é ter Lula por aí a dizer: "a Globo é inimiga do povo". Tudo que a Globo não quer é ganhar o rótulo de antipopular.

Pois é o que Lula deveria fazer...

Sei que no começo do ano o presidente recebeu os Marinho para um conversa. Em tese, uma tentativa de aplainar terreno em ano eleitoral. Os Marinho fingem que ficaram "bonzinhos". Mas Ali Kamel segue na coleira, pronto para ser lançado contra a candidata de Lula.



Depois do recuo da Globo no episódio do clip serrista, imaginem que a a emissora dos Marinho pode se fingir de "neutra" nos próximos 4 ou 5 meses. Afinal vem aí Copa do Mundo, depois o horário político ganha peso...

Mas, na reta final, o povão volta a acompanhar o noticiário, pra decidir. Se a Globo farejar que pode dar o empurrão final para garantir a vitória a Serra, Ali Kamel vai sair da coleira para agir.

Em 2006, foi exatamente assim.

Subestimar o papel do "Jornal Nacional" numa reta final de eleição é desconhecer o que ainda é o Brasil. O Brasil não é a blogosfera!

O PT, estranhamente, segue calado. À sombra de Lula.

Foi preciso um rapaz (Marcelo Branco) - que nem tem mandato político - vir a público botar a Globo contra a parede no episódio do clip serista.

No caso DataSerra, foi preciso um deputado do PDT subir à tribuna para cobrar providências - http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/caso-dataserra-chega-a-camara-e-brizola-nao-o-pt.

O partido do presidente e de Dilma não se manifesta.

Salto alto? Talvez...

Globo suspende clip pró-Serra. Viva a blogosfera!



do Portal Terra

Globo decide suspender comercial acusado de ser pró-Serra
Claudio Leal

Para não “ser acusada de tendenciosa” e favorável a José Serra (PSDB), a Central Globo de Comunicação decidiu suspender a veiculação da campanha institucional dos seus 45 anos. Segundo a emissora, a propaganda havia sido elaborada em novembro de 2009.



O coordenador da campanha da pré-candidata Dilma Rousseff (PT) na internet, Marcelo Branco, criticou a “mensagem subliminar” da propaganda, acusando-a de inspirar-se no lema de Serra, “O Brasil pode mais”. No texto lido por atores e jornalistas, há a repetição da palavra “mais”: “Todos queremos mais. Educação, saúde e, claro, amor e paz. Brasil? Muito mais. É a sua escolha que nos satisfaz. É por você que a gente faz sempre mais”. A idade da Globo, 45 anos, coincide com o número da legenda do PSDB, 45.

Jornal a serviço do PSDB tenta desqualificar a blogosfera

A Folha de S.Paulo, jornal panfleto do PSDB, saiu com uma matéria, desqualificando os blogueiros.

"Yes we can"...Sim, nós podemos" Nós blogueiros, as formiguinhas de magafone, estamos incomodando a poderosa Folha. Hoje a Folha fez um ataque gratuito aos blogs na tentativa de desqualificar a blogosfera que está contra o candidato deles, José Serra. Se o pouco que nós fizemos até agora, já colocou a Folha em alerta é porque estamos no caminho certo... Há uma necessidade emergencial dos setores sociais organizados investirem numa comunicação alternativa, que faça frente à massificação da grande mídia capitalista. E hoje, mais do nunca, isso é possível através da internet

do blog Amigos do Presidente Lula




Veja o que diz a Folha José Serra presidente



A lei determina que a campanha eleitoral na internet comece somente após 5 de julho. Mas para uma legião de militantes a caça aos votos já começou no mundo virtual, e com "linha editorial" bem definida: a tentativa de desqualificar o adversário.


Diferentemente dos sites oficiais, que procuram ressaltar apenas propostas, entrevistas e realizações do pré-candidato preferido, a "infantaria virtual" investe contra o algoz com manipulações de imagem, ofensas, acusações sem provas e exploração de escorregões, tudo hospedado em sites e blogs ou distribuído via e-mail e comunidades virtuais.


Não raro o ataque vem em embalagem humorística. Um e-mail que circula há alguns dias traz uma sugestão de camisas anti-Dilma com dizeres como "agora o mensalão vem "dilmaleta'" e "corruptos "dilma figa'".


Serra também é "estrela" no YouTube patrocinado por dilmistas. O hit é a gravação em que ele participa, em setembro de 2009, de um evento ao lado do então governador José Roberto Arruda (sem partido), que teria o nome envolvido em escândalo de corrupção do DF dois meses depois.



À ocasião, Serra diz não resistir a fazer uma piada: "Se eu definisse algo no plano nacional e ele [Arruda] viesse junto, o lema seria: vote em um careca e ganhe dois". A libertação de Arruda na semana passada, após dois meses de prisão, levou sites dilmistas a explorar a situação. Em um deles, a legenda dizia: "Arruda foi libertado. Já pode participar da campanha do Serra".


Outros vídeos bastante explorados são aqueles em que o tucano assegurava, na campanha à Prefeitura de São Paulo de 2004, que iria cumprir os quatro anos de mandato (ele saiu em 2006 para disputar o governo) e a entrevista em que, antes de dizer que a transmissão da gripe A pode ser feita de pessoa a pessoa, afirma que ela "é transmitida dos porquinhos pras pessoas só quando eles espirram ou quando a pessoa chega lá perto do nariz do porco".


Arsenal
As páginas da "infantaria petista" também trazem à exaustão, em variadas versões legendadas e modificadas, a foto em que Serra, em 2007, finge mirar fotógrafos com um fuzil belga, durante solenidade de homenagem ao 3º Batalhão do Grupo de Ações Táticas Especiais.





Pesquisa aleatória na internet mostra que os dilmistas têm um maior número de sites organizados anti-Serra do que o contrário -Blog da Dilma, Anti-Tucano, os Inimigos de José Serra e Os Amigos do Presidente Lula são alguns deles.Aqui para quem não assina

VEJA elege Serra e dá a capa

Neste fim de semana, a primeira vez que vi capa de Veja foi na internet em algum site que não me lembro mais, isso no sábado. Bom, pensei deve ser manipulação de internauta. Para minha surpresa, quando cheguei na banca - eu ainda compro jornal -, Deparo-me com a mesmíssima capa do dia anterior da net.

Veja elegeu Serra e não combinou com ninguém.

Serra eleito pós Lula, é isso?



E o título interno da matéria é COM A CASA EM ORDEM, SERRA VAI À LUTA.
Casa em ordem?

As meninas do Serra (que papelão heien...)



AÉCIO - O Vice dos sonhos DEMO-TUCANO

do blog.danielflorencio.com



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