VICIADOS E MUITO LUCRATIVOS
Agentes, traficantes, estrelas pornô e imprensa sensacionalista há anos faturam com as peripécias da mina de ouro Charlie Sheen
ZANGIEF KID
Casey Heynes deixou de ser motivo de piada entre os colegas de escola para transformar-se em um ícone.
A REVOLUÇÃO GEEK
Os autocratas árabes que combatem a internet nadam contra a corrente: a liberdade de conexão é poderosa demais para eles
(..) se uma candidatura oposicionista estava praticamente condenada, desde o início, a perder esta eleição, isso não é desculpa para a malandragem tentada no horário político de Serra.
Em matéria de campanha eleitoral, minha curiosidade agora se resume ao seguinte: quem é, como surgiu, quando foi inventado e por que foi escolhido o marqueteiro de José Serra.
A iniciativa de colocar Serra na garupa de Lula valeria o prêmio de maior desastre em marketing eleitoral dos últimos 20 anos. Aliás, talvez valesse puxar pela memória e fazer uma lista.
O presidente Lula rebateu pela primeira vez a acusaçāo do candidato à presidência Josė Serra que ligou o PT as Farc – as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. “Eu fico triste quando eu vejo um homem, sabe, com a história do Serra, dizer que o PT é ligado as Farc. O mínimo que eu esperava do Serra é que ele respeitasse o PT. O Serra sabe que temos afinidade histórica, a gente pode ter divergências políticas e ideológicas agora, mas ele jamais poderia dizer uma insanidade dessas”, afirmou o presidente.
A declaração foi dada durante a entrevista exclusiva que fiz com o presidente para o Jornal da Record. Lula comentava o clima de baixarias na campanha presidencial com troca de insultos e acusaçōes, antes mesmo do início da propaganda eleitoral obrigatória na TV. “Quem fizer a campanha da baixaria vai perder a eleição descaradamente, quem fizer jogo rasteiro vai perder a eleição” disse Lula.
O primeiro a levantar a acusação contra o Partido dos Trabalhadores foi o candidato a vice-presidente de Serra, o deputado Indío da Costa (DEM-RJ). Ele chegou afirmar que, além de ligação com o grupo, o PT tambėm era ligado ao narcotráfico e a guerrilha na Colômbia. Mas não apresentou provas.
O deputado Indio da Costa foi criticado atė por integrantes do PSDB, por ter se excedido com as palavras. Mas, pouco depois, Serra endossou parte das acusações do vice dizendo que todos sabiam da ligação dos petistas com as Farc. Serra, no entanto, ressaltou que isso não significaria que o PT tivesse envolvimento com o tráfico de drogas.
Durante a entrevista, questionei o presidente se ele gostaria de falar pessoalmente com o candidato Josė Serra sobre as acusações. “Estou falando com vocês. Espero que ele ouça”, respondeu Lula. “Espero que ele tenha abertura suficiente para ver outro canal de televisão”, concluiu.
Na entrevista, Lula também comentou o editorial da revista Veja, publicado no último fim de semana, o texto da revista faz duras críticas ao presidente por ter sido multado seis vezes por propaganda eleitoral irregular para a candidata do PT Dilma Rousseff. A revista tambėm mostra Lula com uma coroa sobre a cabeça, um rei acima das leis.
Quis saber do presidente como ele responderia às críticas, Lula afirmou: “eu não leio essa revista. Por mim tanto faz. Eles podem escrever o que eles quiserem. Podem falar o que quiserem de mim. E eu posso dizer o que penso da imprensa. Só não falo tudo porque ainda sou presidente”.
“Vai falar um dia?”, perguntei em seguida. “Um dia, quem sabe…”, repondeu vagamente o presidente Lula.
O PT segue calado, quase amortecido. À sombra de Lula. Trata-se de um erro. Lula uma vez disse: "que ninguém, nunca mais, ouse duvidar da capacidade de luta da classe trabalhadora". Mas é preciso lembrar: "que ninguém, jamais, ouse subestimar a capacidade de manipulação da elite brasileira e de sua imprensa oligárquica".
do blog do Rodrigo Vianna - O Escrevinhador
Por que lembro disso?
Semana passada, participei de um debate no Sindicato dos Bancários de São Paulo, sobre internet e eleições.
Minha avaliação, que expus aos sindicalistas, é a seguinte:
1) devemos comemorar o papel dos blogs e redes sociais, como contraponto à velha imprensa;
2) mas não podemos superestimar o papel da chamada blogosfera.
Ainda falamos para um público limitado. Incomodamos, é verdade. Tanto que a Globo teve que suspender o comercial serrista dos 45 anos da emissora - http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/a-globo-e-o-clip-pro-serra-foi-sem-querer-querendo.
Mas não dá pra comparar nosso poder de fogo com a artilharia pesada de Globo, Veja e - em menor escala - de Folha, Estadão, Zero Hora, Correio Braziliense, RBS...
Fazemos guerrilha. Eles tem o exército convencional.
O poder da velha imprensa diminuiu bastante, é verdade. Mas é preciso lembrar que em 2006, por exemplo, a eleição só foi ao segundo turno graças ao bombardeio contra Lula nas duas últimas semanas de campanha. Marcos Coimbra analisou isso de forma precisa - http://mariafro.com.br/wordpress/?p=188.
Quem fez a diferença em 2006? A Globo, sobretudo.
A Globo tem chance de ganhar a eleição para Serra em 2010? Sozinha, não.
2010 não é 1989, quando a Globo "fez" de Collor o presidente.
Mas a Globo e seus alidos do café Millenium podem - sim - garantir 5% ou 6% dos votos, percentual suficiente para decidir um pleito que deve ser tão disputado.
Há um outro detalhe a ressaltar. A Globo precisa agir de forma um pouco mais dissimulada do que seus aliados Milenares. Veja, Folha e Estadão falam para guetos conservadores. A Globo fala para todo Brasil.
Tudo que a TV carioca não quer é ter Lula por aí a dizer: "a Globo é inimiga do povo". Tudo que a Globo não quer é ganhar o rótulo de antipopular.
Pois é o que Lula deveria fazer...
Sei que no começo do ano o presidente recebeu os Marinho para um conversa. Em tese, uma tentativa de aplainar terreno em ano eleitoral. Os Marinho fingem que ficaram "bonzinhos". Mas Ali Kamel segue na coleira, pronto para ser lançado contra a candidata de Lula.
Depois do recuo da Globo no episódio do clip serrista, imaginem que a a emissora dos Marinho pode se fingir de "neutra" nos próximos 4 ou 5 meses. Afinal vem aí Copa do Mundo, depois o horário político ganha peso...
Mas, na reta final, o povão volta a acompanhar o noticiário, pra decidir. Se a Globo farejar que pode dar o empurrão final para garantir a vitória a Serra, Ali Kamel vai sair da coleira para agir.
Em 2006, foi exatamente assim.
Subestimar o papel do "Jornal Nacional" numa reta final de eleição é desconhecer o que ainda é o Brasil. O Brasil não é a blogosfera!
O PT, estranhamente, segue calado. À sombra de Lula.
Foi preciso um rapaz (Marcelo Branco) - que nem tem mandato político - vir a público botar a Globo contra a parede no episódio do clip serista.
No caso DataSerra, foi preciso um deputado do PDT subir à tribuna para cobrar providências - http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/caso-dataserra-chega-a-camara-e-brizola-nao-o-pt.
O partido do presidente e de Dilma não se manifesta.
José Luís Fiori: Os fracassos de Donald Trump
-
Retórica belicista tenta disfarçar a profunda fragilidade
O post José Luís Fiori: Os fracassos de Donald Trump apareceu primeiro em
Viomundo.
A eleição que parte da imprensa já decidiu
-
Há algo curioso acontecendo na cobertura política da imprensa
especialmente de São Paulo. Um dia sim, outro também, surgem reportagens
quase que afir...
Chico vai à Justiça por um basta nas agressões
-
*Artista processará o jornalista João Pedrosa, que publicou em seu perfil
no Instagram, ao comentar uma foto da atriz Silvia Buarque, filha de Chico,
ao ...
Eternos chapa-branca
-
*Por Mino Carta *
O jornal *O Globo* toma as dores da revista *Veja* e de seu patrão na
edição de terça 8, e determina: “Roberto Civita não é Rupert Mur...