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    Quão honestamente a sua vida é avaliada.
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Globo, Folha e Veja bem entrosados



O Jornal Nacional desta quinta-feira apresentou dez minutos de reportagens repercutindo as denúncias da revista Veja e do jornal Folha de S. Paulo contra o governo federal e a candidata do PT à presidência, Dilma Rousseff. Dez minutos sem contar os três dedicados aos dias de Dilma, José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV), que, por razões óbvias, tiveram foco nas denúncias.


As duas reportagens que compõem esses dez minutos são bem diferentes. Uma é realmente uma reportagem de repercussão, trazendo explicações, fatos novos e uma visão televisiva e clara da história. A outra, porém, passa pouco de uma leitura literal da reportagem apresentada pela revista Veja.

Kamel: o "mais pior" dos jornalistas do Brasil



Tamanhas demonstrações de afinação com o pensamento dos barões da mídia renderam a Kamel o cargo de diretor de jornalismo da Rede Globo de Televisão

NovaE
Mauro Carrara


Este merece! Quem acompanha a carreira do maestro global da notícia sabe de seus percalços com o verdadeiro jornalismo. Textos travados, vocabulário escasso e enorme dificuldade com a apuração dos fatos. Na revista Veja, na segunda metade da década de 80, virou motivo de piada depois de passar dois dias tentando um par de "aspas" de Dom Pedro Casaldáliga, o bispo progressista então ameaçado pela Congregação para a Doutrina da Fé, dirigida pelo cardeal Ratzinger.

Entrevistas com candidatos interessam mais ao "Jornal Nacional" do que à eleição


Mauricio Stycer

As entrevistas realizadas pelo “Jornal Nacional” com Dilma Rousseff, Marina Silva e José Serra provocaram três tipos principais de avaliação: se a performance midiática do candidato foi boa ou não, se falou bobagens ou não e, especialmente, se os dois apresentadores do noticiário agiram bem ou mal como entrevistadores

O primeiro tipo de avaliação não é mais novidade há muito tempo. Eleição é um exercício de convencimento, não de discussão de ideias – saber vender o peixe é muito mais importante do que o peixe em si. Se o candidato foi simpático ou não, se olhou para a câmera ou para os entrevistadores, se parecia calmo ou nervoso, se escolheu as cores certas para a roupa – tudo isso é mais importante do que suas ideias e propostas.

A atenção que se dá aos erros, exageros e mentiras dos candidatos seria útil se ajudasse o eleitor a formar uma opinião sobre o grau de preparo e o caráter de quem pede o voto. Mas, bem adestrados, eles cometem cada vez menos deslizes, o que explica o destaque desproporcional dado a certas bobagens (caso da confusão que Dilma fez ao colocar a Baixada Santista no Estado do Rio).

Mais peculiar, e interessante, é a preocupação geral com a performance de William Bonner e Fátima Bernardes. Para a Globo, dado o seu passivo, é fundamental demonstrar isenção. Isso começa pelo enfoque adotado para as entrevistas. “Vamos abordar aqui temas polêmicos das candidaturas e também confrontar os candidatos com as suas realizações em cargos públicos”, avisou Bonner no dia da entrevista com Dilma.

Qualquer jornalista sabe que a entrevista com um candidato a cargo público deve, obrigatoriamente, abordar temas polêmicos e realizações passadas. É como se Bonner e Fátima, ao advertirem o público e os candidatos antes de cada entrevista, estivessem dizendo: “Atenção, vamos ser jornalistas!” Por que o “JN” faz questão de enfatizar o óbvio?

Outro aspecto que chama a atenção no comportamento da dupla é a preocupação com as “regras” da entrevista, em especial o tempo de sua duração e a explicação de que a ordem das entrevistas obedeceu a um sorteio. Mais uma vez, é uma forma de enfatizar o óbvio: todos os candidatos têm direitos iguais.

Por fim, Bonner e Fátima procuram mostrar isenção sendo duros com os candidatos. Mais uma vez, estamos falando de um comportamento que se espera de qualquer entrevistador, mas cuja receita, no caso das entrevistas do “Jornal Nacional”, desandou. Talvez por falta de cacoete, talvez por nervosismo ou, ainda, por pressão externa, o editor-chefe do “JN” endureceu e perdeu a ternura nas três entrevistas, um pouco mais com Dilma e Marina, dando aos encontros, em algumas passagens, a aparência de interrogatório.

Todo este esforço de mostrar isenção termina por ser o que mais chama a atenção nas entrevistas. O que mais vamos lembrar? Dilma defendeu as alianças do PT com Collor e Jader. Marina disse que permaneceu no PT durante o mensalão para ajudar. Serra elogiou Lula e defendeu a aliança do PSDB com Roberto Jefferson. Alguma surpresa? Alguma novidade?

Resta, portanto, ao espectador com interesse político apenas discutir se o “Jornal Nacional”, neste seu esforço hercúleo de parecer isento, alcançou seu objetivo. Não está em discussão se foi, ou não, imparcial – mas se conseguiu convencer quem o assiste disso.

Revista da Globo desdenha o poder da Internet nas Eleições



Revoltada com a perda do monopólio da informação e tendo sido obrigada a retirar do ar jungle pró-Serra, Organizações Globo produz matéria, em sua Revista semanal, minimizando a força da internet e dos blogs.

Qual será o papel da internet na eleição?


É verdade que sites, blogs e redes sociais terão maior influência neste ano. Mas não, ainda não teremos um fenômeno como Obama no Brasil


Bruno Ferrari e Danilo Venticinque da Revista Época



Neste ano, os candidatos festejaram a conquista de uma nova vitrine para fazer propaganda política: a internet. Todos apostam na rede como um poderoso meio para interagir com os eleitores, medir em tempo real a reação da opinião pública, debater com os adversários e, no limite, estabelecer a agenda da eleição. Dois fatores ampliaram a relevância da campanha on-line. O primeiro – e mais óbvio – é o crescimento do número de internautas no país. De acordo com o Ibope, o Brasil saltou de 32 milhões de pessoas com acesso à internet nas eleições de 2006 para mais de 66 milhões hoje.

O segundo fator é a nova legislação eleitoral sobre o assunto. Ela dá aos partidos uma liberdade inédita na rede. Ao contrário dos anos anteriores, quando a internet estava sujeita às mesmas restrições aplicadas à TV e ao rádio, neste ano é possível organizar debates livremente, mesmo sem a participação de todos os candidatos, usar redes sociais mesmo antes do período oficial de campanha e fazer da internet um campo de provas para todo tipo de ideia exótica na batalha eleitoral.

Os coordenadores dos principais partidos têm uma inspiração comum. Com um misto de deslumbramento e inveja, todos citam o sucesso da campanha presidencial de Barack Obama, nos Estados Unidos, em 2008. Num país onde a renda, o alcance da internet e a cultura de participação política são maiores, Obama soube usar ferramentas como o Twitter – até então pouco conhecido – para se comunicar com seus eleitores, opinar sobre questões cruciais do país, animar a militância e arrecadar fundos. Ao todo, foram mais de US$ 500 milhões doados por cidadãos e empresas via internet, metade de toda a verba recebida pela campanha de Obama. A esperança dos marqueteiros políticos digitais é obter no Brasil um sucesso comparável.



Para tentar transformar essa esperança em realidade, os três principais candidatos à sucessão de Lula armaram estratégias digitais distintas. Até agora, o PT foi o partido que mais investiu na campanha on-line. Seu principal objetivo é estimular os militantes a criar e disseminar conteúdo favorável à candidata. Para isso, será usado um software para cadastrar e classificar militantes com uma espécie de ranking. O internauta ganhará pontos de acordo com a qualidade e a frequência de suas colaborações. Os voluntários mais prolíficos serão convidados a reuniões exclusivas e receberão conteúdos especiais, como ocorreu na campanha de Obama. Os petistas contam com a consultoria de três profissionais que estiveram envolvidos nela.

No PSDB, o próprio candidato, José Serra, é um usuário frequente da internet e das redes sociais. Atualizado pelo próprio Serra, seu perfil no Twitter conta com mais de 209 mil seguidores (o maior número entre os políticos brasileiros) e é usado quase exclusivamente para assuntos leves, como futebol, música ou cinema. A iniciativa é vista no partido como uma eficiente maneira de humanizar a imagem de um candidato tido como sério e fechado demais.

Outro objetivo da campanha tucana na rede, de acordo com um de seus estrategistas, é tentar influenciar a imprensa. Para isso, além do Twitter de Serra, o PSDB conta com três sites para reunir militantes e divulgar críticas aos adversários. Um deles, o mobilizapsdb.org.br, incentiva os internautas a espalhar um quadro com uma comparação entre os candidatos. O quadro define Dilma como uma menina rica, frequentadora de “escolas burguesas”, que “ingressou em grupos armados responsáveis por assaltos, sequestros e assassinatos”. O perfil de Serra o define como um rapaz estudioso, filho de imigrantes, que ingressou na política pelas eleições.

Na campanha de Marina Silva (PV), a internet se tornou uma prioridade quase natural, pois Marina tem pouco tempo no horário eleitoral gratuito em comparação com seus adversários. Sua estratégia é usar o programa na TV para divulgar seus sites e criar interação por meio de remissões a textos publicados em seu blog. Outra meta é usar a internet para arrecadar doações de cidadãos. O PV é o primeiro partido brasileiro a implantar esse sistema, semelhante ao usado na campanha de Obama. Representantes da sigla dizem que, até o fim de março, o partido recebera R$ 203 mil em doações feitas por 91 pessoas.

A euforia em relação à campanha de Obama fez com que o PT contratasse Ben Self, ex-diretor de tecnologia do Partido Democrata e hoje dono de uma agência especializada em marketing político na internet. No ano passado, Self participou de eventos de política e marketing digital no Brasil. Era tratado como herói, sempre lembrado pelos números gordos da campanha on-line democrata: mais de 13 milhões de e-mails de eleitores cadastrados, uma rede de 3 milhões de doadores e a arrecadação recorde. Mas há tanta disparidade entre Brasil e Estados Unidos que fica difícil acreditar na “obamização” de nossos candidatos. A começar pelo alcance da internet. Nos Estados Unidos, ela atinge 76% da população. No Brasil, 34%. Há motivo para ceticismo até entre os marqueteiros digitais. “A internet não ganhou a eleição para o Obama. Quem ganhou foi o Obama”, diz Sérgio Caruso, coordenador de comunicação digital do PSDB. “A internet só ajudou a espalhar e a explicar suas propostas.”



O total de internautas brasileiros dobrou desde 2006. A legislação ficou mais liberal

Os petistas, que contrataram Self, demonstram uma fé maior nos poderes digitais. “A dinâmica da internet é diferente do rádio e da TV. É impossível fazer uma campanha centralizada na internet”, afirma Marcelo Branco, coordenador da campanha on-line de Dilma. Na semana passada, porém, o próprio Branco protagonizou um episódio que revela alguns limites nessa dinâmica da rede. De forma equivocada, ele protestou em seu Twitter contra a campanha elaborada para comemorar os 45 anos da Rede Globo (pertencente ao mesmo grupo de mídia que publica ÉPOCA). Branco afirmou que ela lembrava o mote de campanha de Serra, O Brasil pode mais. A Globo preparava a campanha desde novembro de 2009, quando ainda não havia candidatos – muito menos slogans. Mesmo assim, a emissora optou por suspender a campanha para evitar insinuações.

“Qualquer profissional de comunicação sabe que uma campanha como esta demanda tempo para ser elaborada”, diz uma nota divulgada pela Rede Globo. “Mas a Rede Globo não pretende dar pretexto para ser acusada de ser tendenciosa.” Como as regras eleitorais deram à campanha na internet esse ambiente de liberdade absoluta, é natural que Branco tenha se sentido confortável e escorregado numa prática infelizmente comum entre os blogueiros e militantes que povoam as redes sociais: publicar informações de modo pouco responsável, sem checagem. Nos próximos meses, é de esperar que a campanha se acirre, e a internet pode propiciar aos candidatos a chance de difamar quem eles quiserem sem nenhum tipo de compromisso – sobretudo, sem ter de se preocupar com as regras vigentes no rádio ou na TV, sob a forte vigilância do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Os próprios partidos acabam sendo vítimas desse ambiente. Seus sites oferecem diversas brechas a criminosos, que usam o anonimato da rede para invadi-los e derrubá-los. Uma onda recente de ataques atingiu sites oficiais de três dos principais partidos brasileiros. O primeiro a sofrer uma invasão foi o do PT, no dia 12 de abril. Na semana passada, os sites do PSDB e do PMDB também foram atacados. “Muita gente sabe explorar essas brechas porque as falhas mais comuns estão abertamente divulgadas em blogs, fóruns e sites especializados”, diz um hacker brasileiro.

Outro fator que limita o uso elei-toral da internet no Brasil é a obrigatoriedade do voto. A rede, por sua natureza, depende da iniciativa dos usuários. As informações sobre política na internet são acessadas apenas por aqueles que se interessam pelo assunto. “Para a maioria dos eleitores, que se sente obrigada a votar, esse interesse espontâneo por política não existe”, afirma a cientista política Alessandra Aldé, pesquisadora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Nos Estados Unidos, essa parcela desinteressada da população não influencia o resultado, pois tende a se abster nas eleições. No Brasil, graças ao voto obrigatório, é menor o peso dos eleitores mais engajados no resultado das eleições.
Não é à toa, portanto, que a maior aposta de todos os partidos para a campanha continue sendo mesmo o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV. Em vez dos 34% de penetração da internet, a TV está presente em 97% dos domicílios brasileiros – atinge, portanto, quase todos os eleitores. “Ainda vai levar um bom tempo para a internet começar a ter um alcance parecido com esse”, diz Antônio Graeff, fundador de uma agência digital e autor do livro Eleições 2.0, sobre o uso da rede para campanha. A pesquisadora Alessandra, da Uerj, tem opinião parecida: “Em termos de impacto direto, a força da internet ainda é muito menor que a do horário

Ali Kamel está na coleira, pronto para o ataque final

O PT segue calado, quase amortecido. À sombra de Lula.
Trata-se de um erro.
Lula uma vez disse: "que ninguém, nunca mais, ouse duvidar da capacidade de luta da classe trabalhadora".
Mas é preciso lembrar: "que ninguém, jamais, ouse subestimar a capacidade de manipulação da elite brasileira e de sua imprensa oligárquica".



do blog do Rodrigo Vianna - O Escrevinhador

Por que lembro disso?

Semana passada, participei de um debate no Sindicato dos Bancários de São Paulo, sobre internet e eleições.

Minha avaliação, que expus aos sindicalistas, é a seguinte:

1) devemos comemorar o papel dos blogs e redes sociais, como contraponto à velha imprensa;

2) mas não podemos superestimar o papel da chamada blogosfera.

Ainda falamos para um público limitado. Incomodamos, é verdade. Tanto que a Globo teve que suspender o comercial serrista dos 45 anos da emissora - http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/a-globo-e-o-clip-pro-serra-foi-sem-querer-querendo.

Mas não dá pra comparar nosso poder de fogo com a artilharia pesada de Globo, Veja e - em menor escala - de Folha, Estadão, Zero Hora, Correio Braziliense, RBS...

Fazemos guerrilha. Eles tem o exército convencional.

O poder da velha imprensa diminuiu bastante, é verdade. Mas é preciso lembrar que em 2006, por exemplo, a eleição só foi ao segundo turno graças ao bombardeio contra Lula nas duas últimas semanas de campanha. Marcos Coimbra analisou isso de forma precisa - http://mariafro.com.br/wordpress/?p=188.

Quem fez a diferença em 2006? A Globo, sobretudo.

A Globo tem chance de ganhar a eleição para Serra em 2010? Sozinha, não.

2010 não é 1989, quando a Globo "fez" de Collor o presidente.

Mas a Globo e seus alidos do café Millenium podem - sim - garantir 5% ou 6% dos votos, percentual suficiente para decidir um pleito que deve ser tão disputado.

Há um outro detalhe a ressaltar. A Globo precisa agir de forma um pouco mais dissimulada do que seus aliados Milenares. Veja, Folha e Estadão falam para guetos conservadores. A Globo fala para todo Brasil.

Tudo que a TV carioca não quer é ter Lula por aí a dizer: "a Globo é inimiga do povo". Tudo que a Globo não quer é ganhar o rótulo de antipopular.

Pois é o que Lula deveria fazer...

Sei que no começo do ano o presidente recebeu os Marinho para um conversa. Em tese, uma tentativa de aplainar terreno em ano eleitoral. Os Marinho fingem que ficaram "bonzinhos". Mas Ali Kamel segue na coleira, pronto para ser lançado contra a candidata de Lula.



Depois do recuo da Globo no episódio do clip serrista, imaginem que a a emissora dos Marinho pode se fingir de "neutra" nos próximos 4 ou 5 meses. Afinal vem aí Copa do Mundo, depois o horário político ganha peso...

Mas, na reta final, o povão volta a acompanhar o noticiário, pra decidir. Se a Globo farejar que pode dar o empurrão final para garantir a vitória a Serra, Ali Kamel vai sair da coleira para agir.

Em 2006, foi exatamente assim.

Subestimar o papel do "Jornal Nacional" numa reta final de eleição é desconhecer o que ainda é o Brasil. O Brasil não é a blogosfera!

O PT, estranhamente, segue calado. À sombra de Lula.

Foi preciso um rapaz (Marcelo Branco) - que nem tem mandato político - vir a público botar a Globo contra a parede no episódio do clip serista.

No caso DataSerra, foi preciso um deputado do PDT subir à tribuna para cobrar providências - http://www.rodrigovianna.com.br/outras-palavras/caso-dataserra-chega-a-camara-e-brizola-nao-o-pt.

O partido do presidente e de Dilma não se manifesta.

Salto alto? Talvez...

Globo suspende clip pró-Serra. Viva a blogosfera!



do Portal Terra

Globo decide suspender comercial acusado de ser pró-Serra
Claudio Leal

Para não “ser acusada de tendenciosa” e favorável a José Serra (PSDB), a Central Globo de Comunicação decidiu suspender a veiculação da campanha institucional dos seus 45 anos. Segundo a emissora, a propaganda havia sido elaborada em novembro de 2009.



O coordenador da campanha da pré-candidata Dilma Rousseff (PT) na internet, Marcelo Branco, criticou a “mensagem subliminar” da propaganda, acusando-a de inspirar-se no lema de Serra, “O Brasil pode mais”. No texto lido por atores e jornalistas, há a repetição da palavra “mais”: “Todos queremos mais. Educação, saúde e, claro, amor e paz. Brasil? Muito mais. É a sua escolha que nos satisfaz. É por você que a gente faz sempre mais”. A idade da Globo, 45 anos, coincide com o número da legenda do PSDB, 45.

Há tempos fazendo sacanagens


Filme estrelado por Ali Kamel, conta a história de uma tia ninfomaníaca e suas sobrinhas estão de luto por causa da morte de um cachorro. Diretor de famosa rede de TV e seu amigo pilantra fingem que são primos e vão consolá-las.

do blog Cloaca News




Entre os pontos altos da película, a magistral interpretação do galã no take "isso, gostosa!" e o momento em que ele, no afã de arrastar a moça pro matinho, discorre sobre a moralidade - "Sabe o que é imoral? Imoral é a fome, são nossos irmãos do nordeste morrendo de fome. Imoral são tantos cada vez mais pobres e uns poucos cada vez mais ricos. Fazer amor não é imoral. É o pouco a que temos direito". Produção de 1984, de Roberto Mauro, o mesmo diretor de "Eu compro essa Virgem" (1979) e "As Cangaceiras Eróticas" (1974).

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