• Imagen 1 STEVE JOBS, AS COISAS QUE NINGUÉM DIZ
    Quão honestamente a sua vida é avaliada.
Mostrando postagens com marcador PT. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PT. Mostrar todas as postagens

O mundo em rede é instantâneo; o PT, jurássico


Porque vivemos no mundo da informação instantânea. Porque vivemos no mundo em que aqueles que tem acesso às tecnologias da informação se transformaram em produtores e disseminadores de conteúdo, para o bem e para o mal.
Uma mentira disseminada na internet tem o potencial de se replicar N vezes antes que você seja capaz de articular uma resposta.



Escrevi, muito antes da eleição brasileira, um artigo em que descrevia a campanha eleitoral dos Estados Unidos em 2008 — eu morava em Washington, então.

Lá, a máquina de moer carne republicana fatiou Barack Obama com o objetivo de atender a preconceitos latentes nos eleitores estadunidenses:

1. Barack Obama, o muçulmano (cujo vice era satanista);

2. Barack Obama, que não nasceu nos Estados Unidos (“o búlgaro”);

3. Barack Obama, associado a um pastor “radical” (lutou contra o regime militar);

4. Barack Obama, o terrorista (recebeu em casa, uma vez, Bill Ayers, que havia integrado um grupo que jogou bombas no Pentágono e no Congresso);

5. Barack Hussein Obama, cujo sobrenome denotava submissão a bin Laden.

6. Barack Obama, que estudou em uma madrassa (a escola religiosa islâmica).

O eleitor tem direito de criar suas próprias piadas

É evidente que o caos no metrô paulista foi sabotagem da turma do PT. Como bem observou a ex-vereadora Soninha, isso faz parte de um plano para garantir o segundo turno em São Paulo. E eleger a Dilma, claro.


do blog O Provocador 

Um usuário do Twitter reforçou a tese: há anos, o partido manda milhares de militantes lotarem o metrô da zona leste todos os dias para desestabilizar o transporte público paulista.

A Folha de S.Paulo vem cobrindo muito bem esse tipo de assunto. O Globo também dá sua contribuição diária. Até dia 3 de outubro, haja criatividade. Azar deles, são pagos pra isso.

O jornalismo investigativo contra a candidata do Lula vem recebendo ampla aceitação popular. Até se formou uma brigada de voluntários para garimpar manchetes conspiratórias.

Graças a esses repórteres brincalhões, ficamos sabendo que Dilma causou a Guerra do Iraque e a convulsão de Ronaldo na Copa de 1998. E, sim, foi ela quem matou Salomão Ayala e Odete Roitman.

Felizmente, ainda temos gente engraçada neste país. Porque, para enfrentar a troca de acusações em período eleitoral, é preciso ser profissional do bom humor.

Depois reclamam do Tiririca. Preconceito das elites. Ele vai receber uma votação expressiva por simbolizar a profissionalização do Legislativo. "Chega de amadorismo" será o recado das urnas.

O povo quer se sentir representado em Brasília. Na hora do escracho, não podemos depender exclusivamente da imprensa nativa. Já basta a vida difícil que a gente leva. Temos o direito de criar nossas próprias piadas.

A síndrome do púlpito


O candidato Serra, que cultiva excelentes relações com os donos das empresas jornalísticas e com vários dos seus profissionais, quem sabe devesse transmitir a eles uma recomendação: Zelo em excesso atrapalha.

De como a mídia nativa complica a vida do seu candidato José Serra no afã de facilitá-la

Lembrei-me de uma anedota. Jovem padre recém-ordenado recebe do pároco a tarefa imponente do sermão de domingo. Trata-se de sua estreia no púlpito e a missa é a do meio-dia. Recomenda o pároco: a ocasião pede por um pronunciamento direto e forte, nada de meias-palavras e panos quentes. O jovem, empolgado, cumpre sua tarefa na certeza do dever cumprido. Depois da missa, procura o chefe para saber se passou na prova. “Bem – diz o pároco – direto e forte você foi, mas não precisava ofender a mãe do Demônio.”

SERRA NA VEJA: Vou quebrar contratos e instalar meritocracia


A revista Veja desta semana publica entrevista com José Serra acompanhada de um artigo de apoio a sua candidatura e de um risível artigo de um astrólogo "prevendo" a vitória de Serra . A entrevista é reveladora de algumas posições políticas de Serra, poucas em verdade, mas significativas de como o candidato do PSDB revela um autoritarismo e revanchismo significativo.

por Luis Favre, em seu blog com acréscimos do Vermelho

Confirmando que sua biografia é um constante pular de cargo em cargo, animado exclusivamente pela sua obsessão de “mandar” e ser presidente; José Serra proclama secamente que irá quebrar contratos, utilizar as emendas parlamentares para obter maioria no Congresso.

Serra diz também que pretende "introduzir o fator mérito" nas remunerações do funcionalismo público. A meritocracia, doutrina aplicada na gestão do governo paulista, sobretudo na área de educação, é amplamente criticada por especialistas por gerar enormes distorções e arrochar os salários da maioria dos servidores.

Serra também invoca seu passado junto a FHC para tentar agradar os banqueiros. Significativamente envia para eles o recado, via Veja: “como ajudei a erguer a mesa, jamais a viraria. As pessoas do sistema financeiro que realmente me conhecem sabem disso.”

Se daquele farto banquete de FHC e o sistema financeiro, Serra reivindica ter sido o ajudante de cozinha; do resto do legado tucano pretende distância.

Sobre o futuro, que tanto reivindica como sujeito eleitoral, a entrevista é cheia de banalidades e generalidades. Como quando evoca “No que se refere ao crescimento, nós precisamos de infraestrutura. As carências nessa área são dramáticas e representam um gargalo para o nosso desenvolvimento”.

O candidato que pretende falar exclusivamente do futuro -e apelidado por isso, pelos petistas, como “exterminador do futuro”- não se furta, na Veja, em atacar o governo Lula, inclusive em questões nas quais seu próprio balanço como governador de São Paulo são particularmente ruins: a segurança por exemplo, ou a educação.

Como a entrevista não questiona em nada a fala do candidato, é mais fácil. Serra pode falar de reduzir o gasto público, mas se furta de dizer onde vai cortar, fora quando evoca a quebra de contratos. Nenhuma palavra sobre a bancada do PSDB defender demagogicamente aumentos que aprofundam o déficit das aposentadorias, por exemplo.

Igualmente quando evoca o desequilíbrio externo e a balança comercial, qual seria o remédio do candidato? “Claro, nós temos reservas e temos tido entrada de capital, mas nove entre dez economistas se preocupariam com esse crescimento rápido do déficit externo.”
Manifestar em coro preocupação não demonstra visão ou capacidade para apresentar propostas, ao menos que o silêncio esconda o “intervencionismo” que muitos lhe atribuem. Estranhamente a Veja evita perguntar se Serra concorda com o presidente nacional do PSDB, que na mesma revista, disse claramente que iriam mexer no câmbio, nos juros e nos pilares macroeconomicos.

Por último, o candidato utiliza a entrevista para enviar uma isca para Aécio, proclamando ser contra a reeleição. Resta saber se o peixe mineiro acreditará na promessa, ou reagirá como enguia escorregadiça.

2leep.com
powered by Blogger | WordPress by Newwpthemes | Converted by BloggerTheme