• Imagen 1 STEVE JOBS, AS COISAS QUE NINGUÉM DIZ
    Quão honestamente a sua vida é avaliada.
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Mudança de comando na Globo


Os estragos causados pelo episódio da bolinha de papel atirada contra o candidato José FHC Serra são de grande monta na REDE GLOBO. A reação indignada de alguns jornalistas, em São Paulo principalmente, a preocupação com o bombardeio e desafios de outras redes em torno do noticiário do JORNAL NACIONAL sobre o episódio, tudo isso e muitos fatos outros, estão levando a direção geral do grupo a avaliar se promovem Ali Kamel para cima e afastam o todo poderoso do departamento de jornalismo, ou se simplesmente entram num acordo e Kamel vai cantar noutra freguesia.



A bolinha de papel não se desmanchou na água e acabou sendo a gota que faz transbordar.

A decisão será tomada após as eleições. Carlos Augusto Montenegro, diretor presidente do IBOPE, aumentou as preocupações do comando do grupo ao levar a informação que a bolinha de papel terá custado alguns pontos preciosos a José FHC Serra nas intenções de votos e Dilma teria hoje algo em torno de 16% de vantagem sobre o tucano.

O temor da GLOBO não está no fato do JORNAL NACIONAL ter apresentado um parecer forjado em torno do incidente envolvendo José FHC Serra. A mentira é intrínseca ao grupo. Mas no risco de crescimento das redes concorrentes. A RECORDE a mais próxima nos números de audiência e no que isso pode representar a curto, médio ou longo prazo para o “esquema”

O império de Roberto Marinho, pela primeira vez, parece estar sentindo o golpe, se vendo nas cordas e apostando fichas numa improvável eleição de José FHC Serra, mesmo assim, a um preço alto demais.

Manchetes que viram propaganda eleitoral

 Já não dá mais para saber onde acaba o telejornal e onde começa o horário político eleitoral, o que é fato e o que é ilação, o que é notícia e o que é propaganda. A estratégia não chega a ser original. Mas, desde o segundo turno entre Collor e Lula, em 1989, eu não via uma cobertura tão descarada, um engajamento tão ostensivo da imprensa a favor de um candidato e contra o outro.

Por Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho

Um exemplo que resume a bronca da maioria é a mensagem enviada às 14h06 desta quinta-feira pelo leitor Eduardo Bonfim, pedindo que eu me manifeste sobre o assunto:


Prezado Ricardo Kotscho


Sou fã do seu blog. Gostaria que você escrevesse um artigo sobre a propaganda que a Rede Globo vem fazendo no Jornal Nacional ("JN no Ar") todos os dias, onde claramente só mostra a parte ruim do Brasil para que o povo vote no 45. Realmente, o casal do JN é 45. Isso é liberdade de imprensa?”

Sim, meu caro Eduardo, esta é a liberdade de imprensa que os oligopólios de mídia defendem. Ninguém pode contestá-los. Trata-se de um direito absoluto, sem limites. O citado "JN no Ar", por exemplo, levanta todo dia a bola dos problemas das cidades brasileiras, onde falta de tudo e nada funciona. No mínimo, tem lugar onde falta homem e tem lugar onde falta mulher… Logo em seguida, entra o programa do candidato José Serra para apresentar as soluções.

Ele merece um #CALABOCABONNER e pára de rosnar



William Bonner, no Jornal Nacional da Globo, interrogou Dilma Rousseff. Foi armado até os dentes. A orientação do Chefe Ali Kamel era clara:
- Não permita que ela fale das realizações do Governo Lula, dos números excelentes da economia, queda na taxa de desemprego, etc.

Missão dada, missão fracassada. Porque se de um lado, Bonner rosnava "candidata" a todo tempo, a fim de que Dilma não pudesse explicar absolutamente nada e concluísse algum raciocínio; por outro -- nunca antes na história deste País -- ficou tão claro aos eleitores, menos informados, que ela é a escolhida de Lula para sucedê-lo.

Ponto alto da entrevista foi aos 10min30s: esposa manda um #CALABOCABONNER. Nem Fátima Bernardes aguentava mais as falas cortadas sistematicamente pelo maridão, que queria ter a última palavra para detonar a interrogada e cumprir a missão dada pelo chefe.

Bonner não calou, mas colou, na testa de Dilma, a imagem do presidente Lula. Fim dos 12min ela sobreviveu novamente a mais uma sessão de interrogotório de sua vida, pronta para governar o Brasil.

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