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Covardes!

Diego Escosteguy responsável pela reportagem de capa da  Veja

Está certo que ninguém mais liga para a Veja. Ficam nas soleiras das portas dos apartamentos, amontoadas nas portarias dos prédios e encalhadas nos pontos de venda. Em nove anos teve sua tiragem reduzida em 30%. Mas, mesmo assim, serve de escada para aquele que já foi o mais importante telejornal do país, mas que hoje não passa de um tablóide de gosto duvidoso, ampliar o alcance de uma mentira. É uma afronta à sociedade brasileira, seja contra quem for.


 Por Marco Aurélio Mello, do blog DoLaDodeLá

Como pode a revista semanal de maior circulação do país acusar a ministra-chefe da Casa Civil de beneficiar um empresário a partir de um "esquema", cujo filho dela seria intermediário, e ficar por isso mesmo? O que falta acontecer para as autoridades tomarem uma providência? A sociedade, representada por suas instituições vai ficar calada, assistindo? Não me conformo!

Folha de S.Paulo quer produzir mais mentiras


A Folha protocolou  no STM (Superior Tribunal Militar) um mandado de segurança em que pede acesso ao processo que levou a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, à prisão durante a ditadura militar (1964-1985).

O processo está num cofre na presidência da corte por decisão do presidente do STM, Carlos Alberto Marques Soares, que diz querer evitar o uso político do material.

Soares também alegou que o processo encontra-se em "estado de fragilidade, de difícil manuseio".

O mandado de segurança foi protocolado pela Folha depois que o próprio Soares negou acesso ao processo requerido na semana passada, pelo jornal, em petição.

Segundo Taís Gasparian, advogada do jornal, o mandado de segurança tem o objetivo de combater arbitrariedades cometidas por agentes públicos.

Agora, todo o plenário da corte militar vai se posicionar sobre o assunto. O relator será o ministro Marcos Torres.

O processo de Dilma, arquivado há 40 anos e não sigiloso, foi retirado do arquivo e levado ao cofre em março. Parte do material que consta no processo disponível em arquivos públicos.

Fraude na Revista Veja: dono da empresa não existe, é uma farsa


do Blog Os Amigos do Presidente Lula 

A revista Veja cometeu um estelionato jornalístico, ao fazer uma reportagem MENTIROSA contra a Ministra da Casa Civil, Erenice Guerra.

A revista usa como fonte um tal de Fábio Baracat, apresentado como se fosse dono da empresa Via Net Express Transporte Ltda.

Não existe esse dono na empresa.

Chamou atenção o próprio contrato publicado na revista mostrar outro signatário pela empresa: Antonio Waldir Mendonça.

Bem... talvez, o tal Baracat poderia ser um sócio...

Mas, consultando os registros públicos da junta comercial de São Paulo (*), não existe e nunca existiu nenhum sócio com nome de Fábio e nem com sobrenome de Baracat.

A reportagem da revista Veja é uma farsa, uma fraude.

É coisa de gente criminosa falsificando um escândalo para querer eleger José Serra (PSDB) com mentiras e difamação dos adversários.

(*) Atenção demo-tucanos e turma de José Serra que lêem o blog: não há nenhuma quebra de sigilo nisso.

MATÉRIA COMPLETA DE VEJA

A reportagem de capa de VEJA da semana passada relatou o escândalo da quebra do sigilo de adversários políticos promovida por militantes do PT e deu uma visão panorâmica da imensidão e profundidade do aparelhamento do estado brasileiro por interesses partidários. A presente reportagem foca nos detalhes de um caso de aparelhamento muito especial.

Diego Escosteguy

De como partido político e jornalismo são coisas bem diferentes



do blog jornalismob.wordpress.com

Aconteceu no dia 18 de março, mas veio à tona essa semana. Foi em uma reunião da Fecomércio, o que, por si só, já é sintomático. Judith Brito, essa aí de cima, diretora-superintendente da empresa Folha da Manhã S.A., que edita a Folha de S.Paulo, e presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), teve um lapso (se fosse Dilma, era uma gafe imperdoável, estampada nas capas de jornais, como quando ela erra um nome de cidade, por exemplo, algo bem menos grave).

A escorregada de Judith chega quase a ser bonita. Tem um ar de sinceridade comovente. Ela admite que os jornais agem como partidos, como oposição. Vale citar: “Na situação atual, em que os partidos de oposição estão muito fracos, cabe a nós dos jornais exercer o papel dos partidos. Por isso estamos fazendo [isso]”. Falando em questões éticas, a parte boa da história é admitir. A parte ruim é todo o resto, ou seja, fazer isso.

Afinal, um partido político deve obedecer legislação específica para ele. Tem regras a cumprir. Um jornal tem regras diferentes, obedece a leis diferentes, é registrado de outra forma. Para exercer papel de partido político, é preciso registrar-se como tal e seguir as regras do jogo. Da forma como é feito, a imprensa é não só um partido, mas um partido em posição privilegiada, com acesso a todos os brasileiros de forma direta, através dos meios de comunicação. Não se trata de um partido ter os meios de comunicação nas mãos, mas de ser os próprios. Paradoxal.

As citações de suas falas, retiradas de texto de Jorge Furtado e da própria Folha de S.Paulo, chegam a comover: “esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista (sic) deste país”. Engraçado é que contam para os leitores que fazem jornalismo. Corrijam-me se eu estiver enganada, mas no meu dicionário jornalismo é outra coisa.

Outra questão pertinente levantada por Jorge Furtado é o motivo de a imprensa fazer oposição a Lula e não fazer a Serra. O grave de tudo é que ela admite que os jornais querem alcançar o poder. É feio fazer isso sem concorrer nas eleições. É antidemocrático. E é incoerente criticar políticos por propaganda eleitoral antecipada, por exemplo, e, ao mesmo tempo, fazer propaganda constante para atingir o poder sem sequer tentar oficialmente a via eleitoral. Como funciona esse jogo? Não conheço essas regras, não estão escritas em lugar nenhum. Aliás, observando assim, chegar ao poder sem concorrer nas eleições, leva jeito de golpe.

Isso tudo é o mais grave, de consequências nefastas para a população. Mas é também muito feio fazer tudo isso sem admitir. Por isso que o lapso de Judith Brito ganha um descontinho, mas os jornais continuam em déficit. Porque até agora ainda não admitiram oficialmente que agem com interesses eleitorais. O único veículo da grande imprensa a afirmar apoio a candidatos em eleições é a Carta Capital, mas o faz sem esquecer os interesses jornalísticos que a guiam. O resto, de um modo geral, esquece esses interesses para fazer campanha sem nem comunicar. Tudo invertido.

Agora resta a leitura dos editoriais. Se começarem pelo menos a admitir o apoio a determinados candidatos, estamos evoluindo. Mas, sinceramente, duvido.

* Glória Marinho volta à Globo como repórter na próxima sexta-feira, dia 9, direto da Ásia, no Globo Repórter.

Emir Sader: Por que a Folha mente


por Emir Sader, no seu blog

As elites de um país, por definição, consideram que representam os interesses gerais do mesmo. A imprensa, com muito mais razão, porque está selecionando o que considera essencial para fazer passar aos leitores, porque opina diariamente em editoriais – e em matérias editorializadas, que não separam informação de opinião, cada vez mais constantes – sobre temas do país e do mundo.

A FSP, como exemplo típico da elite paulistana, é um jornal que passou a MENTIR abertamente, em particular desde o começo do governo Lula. Tendo se casado com o governo FHC – expressão mais acabada da elite paulistana -, a empresa viveu mal o seu fracasso e a vitória de Lula. Jogou-se inteiramente na operação “mensalão”, desatada por uma entrevista de uma jornalista tucana do jornal, que eles consideravam a causa mortis do governo Lula, da mesma forma que Carlos Lacerda,na Tribuna da Imprensa, se considerava o responsável pela queda do Getúlio.

Só que a história se repetiria como farsa. Conta-se que, numa reunião do comitê de redação da empresa, Otavio Frias Filho – herdeiro da empresa dirigida pelo pai -, assim que Lula ganhou de novo em 2006, dava voltas, histérico, em torno da mesa, gritando “Onde é que nós erramos, onde é que nós erramos”, quando o candidato apoiado pela empresa, Alckmin, foi derrotado.

O jornal entrou, ao longo da década atual, numa profunda crise de identidade, forjada na década anterior, quando FHC apareceu como o representante mor da direita brasileira, foi se isolando e terminou penosamente como o político mais rejeitado do país, substituído pelo sucesso de Lula. Um presidente nordestino, proveniente dos imigrantes, discriminados em São Paulo, apesar de construir grande parte da riqueza do estado de que se apropria a burguesia. Derrotou àquele que, junto com FHC, é o político mais ligado à empresa – Serra -, que sempre que está sem mandato reassume sua coluna no jornal, fala regularmente com a direção da empresa, aponta jornalistas para cargos de direção – como a bem cheirosa jornalista brasiliense, entre outros – e exige que mandem embora outros, que ele considera que não atuam com todo o empenho a seu favor.

O desespero se apoderou da direção do jornal quando constatou não apenas que Lula sobrevivia à crise manipulada pelo jornal, como saía mais forte e se consolidava como o mais importante estadista brasileiro das últimas décadas, relegando a FHC a um lugar de mandatário fracassado. O jornal perdeu o rumo e passou a atuar de forma cada vez mais partidária, perdendo credibilidade e tiragem ano a ano, até chegar à assunção, por parte de uma executiva da empresa, de que são um partido, confissão que não requer comprovações posteriores. Os empregados do jornal, incluídos todos os jornalistas, ficam assim catalogados como militantes de um partido (tucano, óbvio) político, perdendo a eventual inocência que podiam ainda ter. Cada edição do jornal, cada coluna, cada notícia, cada pesquisa cada editorial, ganharam um sentido novo: orientação política para a (debilitada, conforme confissão da executiva) oposição.

Assim, o jornal menos ainda poderia dizer a verdade. Já nunca confessou a verdade sobre a conclamação aberta à ditadura e o apoio ao golpe militar em 1964 – o regime mais antidemocrático que o país já teve -, do que nunca fez uma autocrítica. Menos ainda da empresa ter emprestado seus carros para operações dos órgãos repressivos do regime de terror que a ditadura tinha imposto, para atuar contra opositores. Foi assim acumulando um passado nebuloso, a que acrescentou um presente vergonhoso.

Episódios como o da “ditabranda”, da ficha falsa da Dilma, da acusação de que o governo teria “matado” (sic) os passageiros do avião da TAM, o vergonhoso artigo de mais um ex-esquerdista que o jornal se utiliza contra a esquerda, com baixezas típicas de um renegado, contra o Lula, a manipulação de pesquisas, o silêncio sobre pesquisas que contrariam as suas (os leitores não conhecem até hoje, a pesquisa da Vox Populi, que contraria a da FSP que, como disse um colunista da própria empresa, era o oxigênio que o candidato do jornal precisava, caso contrário o lançamento da sua candidatura seria “um funeral” (sic). Tudo mostra o rabo preso do jornal com as elites decadentes do país, com o epicentro em São Paulo, que lutam desesperadamente para tentar reaver a apropriação do governo e do Estado brasileiros.

Esse desespero e as mentiras do jornal são tanto maiores, quanto mais se aprofunda a diminuição de tiragem e a crise econômica do jornal, que precisa de um presidente que tenha laços carnais com a empresa e teria dificuldades para obter apoios de um governo cuja candidata é a atacada frontalmente todos os dias pelo jornal.

Por isso a FOLHA MENTE, MENTE, MENTE, DESESPERADAMENTE. Mentirá no fim de semana com nova pesquisa, em que tratará de rebater, com cifras manipuladas – por exemplo, como sempre faz, dando um peso desproporcional a São Paulo em relação aos outros estados -, a irresistível ascensão de Dilma, que tratará de esconder até onde possa e demonstrar que o pífio lançamento de Serra o teria catapultado às alturas. Ou bastaria manter a seu candidato na frente, para fortalecer as posições do partido que dirigem.

Mas quem acredita na isenção de uma pesquisa da Databranda, depois de tudo o que jornal fez, faz e fará, disse, diz e dirá, como partido assumido de oposição? Ninguem mais crê na empresa da família Frias, só mesmo os jornalistas-militantes que vivem dos seus salários e os membros da oposição, com a água pelo pescoço, tentando passar a idéia de que ainda poderiam ganhar a eleição.

Alertemos a todos, sobre essa próxima e as próximas mentiras da Folha, partido da oposição, partido das elites paulistas, partido da reação conservadora que quer voltar ao poder no Brasil, para mantê-lo como um país injusto, desigual, que exclui à maioria da sua população e foi governado para um terço e não para os 190 milhoes de habitante.

Por isso a FOLHA MENTE, MENTE, MENTE, DESESPERADAMENTE.

PARA O DATASERRA, DILMA TEM 28% E SERRA TEM 38% - ACREDITE QUEM QUISER



do blog Amigos do Presidente Lula

O instituto Datafolha, do grupo demo-tucano "Folha", divulgou pesquisa realizada nos dias 15 e 16. O instituto quase repete os números de 3 semanas atrás:

José Serra (PSDB) = 38% (tinha 36% há 3 semanas no mesmo Datafolha)
Dilma Rousseff (PT) = 28% (tinha 27%)
Marina Silva (PV) = 10% (tinha 8%)
Ciro Gomes (PSB) = 9% (tinha 11%)
Branco, nulo ou em nenhum candidato = 7%
Indecisos = 8%
Em uma simulação de segundo turno, Serra teria 50% e Dilma 40%. No fim de março, os percentuais eram de 48% a 39%.

Os números em si nem seriam ruim para Dilma, pois a eleição ainda não entrou na agenda da maioria do povo, e Serra continua usufruindo do efeito "recall", por ser muito mais conhecido.

Para dar um exemplo, no estado de São Paulo, Dilma só pode subir e Serra só pode cair. De tão conhecido que o demo-tucano é, quem não vota nele, é porque não votará mesmo, e quem diz votar nele porque não conhece o suficiente os outros candidatos ainda pode mudar o voto.

Além disso, a pesquisa foi feita nos dias 15 e 16, na semana em que Serra ganhou ampla "propaganda eleitoral gratuita" nos telejornais da Globo, e nos jornais paulistas. Se fosse bom de povo teria subido de fato nas pesquisas.

O melhor termômetro da expectativa de vitória da política nacional são os apoios de partidos menos ideológicos da base governista a Dilma. Costumam apoiar quem tem perspectiva de vitória. O fato de estarem fechados com Dilma, mostra que ela é a expectativa de poder, e poucos estão apostando suas fichas em Serra.

Mas a questão do Datafolha é que carece de credibilidade por pertencer ao grupo "Folha". Um jornal que inventa até frases que Dilma não disse, fica difícil acreditar que números não possam também ser "inventados".
Para piorar, o Datafolha vem destoando de todos os outros institutos, até mesmo do último Ibope, cuja diferença apontada foi 4%.

Há 7 meses das eleições, os institutos podem "malhar" os números à vontade, porque não correm o risco de serem desmentidos pelo resultado oficial das urnas. À medida que o tempo passa e se aproximar a data da eleição, precisarão ir se ajustando mais a realidade.

Contradição na espontânea: Dilma continua na frente

A exemplo da pesquisa de 3 semanas atrás, Dilma continua aparecendo na frente na pesquisa espontânea, mostrando uma tendência contraditória com a pesquisa induzida:

Dilma = 13% (tinha 12%)
Serra = 12% (tinha 8%)

Aguardamos a divulgação da pesquisa espontânea com o nome de Lula, e o detalhamento por região, sexo, escolaridade e faixa de renda e rejeição para podermos analisar melhor as contradições.

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