• Imagen 1 STEVE JOBS, AS COISAS QUE NINGUÉM DIZ
    Quão honestamente a sua vida é avaliada.
Mostrando postagens com marcador fracasso. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fracasso. Mostrar todas as postagens

FHC: o trololó de um intelectual vazio

Três ou quatro anos atrás, no Summit de Etanol, fui debatedor de uma mesa que tinha, entre outros, o megaempresário George Soros e Fernando Henrique Cardoso. Um dos temas era a questão do aumento das commodities.

Soros foi objetivo, alertando para o risco da “doença holandesa” – fenômeno em que as exportações de produtos primários crescem tanto, atraem tanto dólares que provocam uma apreciação da moeda local matando a manufatura.

FHC limitou-se a dizer que a alta desmentia a teses cepalina e, especialmente, Celso Furtado – que sempre alertava para a perda nas relações de troca entre países emergentes e desenvolvidos. Era uma bobagem, porque fugia da questão central, que era a promoção do desenvolvimento. Detalhe: naquele mesmo dia saíra um artigo do Ilan Goldjan no Estadão sobre o mesmo tema. FHC se inspirara no artigo para não falar nada.
o limitava-se a repetir o mesmo mantra que em 1980 ouvi de Rosenstein-Rodan, economista ortodoxo que se opunha às teorias industrializantes da Cepal. Ele dizia isso em relação ao aumento dos preços do petróleo. Trinta anos depois, o boom do petróleo não gerou nenhuma nação desenvolvida.

Com o artigo, Ilan tentava rebater os argumentos sobre a necessidade de superar o mercadismo e definir uma vocação clara de desenvolvimento para o país.

Meses atrás conversava com um colega jornalista que fora iludido pela suposta erudição de FHC, assim como eu fui pela do Serra. Descobrimos o truque de ambos. Cada vez que ele (analista político) ou eu (econômico) levantávamos alguma tese diferente, o senador FHC ou o deputado Serra ligava, endossava as ideias e se apresentava como se a ideia já fizesse parte de seu repertório intelectual.

A impressão era das melhores. Além de espicaçar a vaidade de nós, jornalistas, passavam a sensação de que eles eram os “caras”, antenados com as novas ideias e novas tendências. Ledo engano! Eram apenas leitores de jornais repetindo ideias interessantes sem sequer assimilá-las, com a mesma profundidade de um comentário de rádio.

Esse vazio intelectual ficou claro em FHC presidente e, em especial, na entrevista que me concedeu e que está no final do livro “Os Cabeças de Planilha”. Incapacidade absoluta de enxergar o novo, identificar os fatores portadores de futuro, as grandes linhas que determinam a diferença entre desenvolvimento e estagnação. No Summit, quando me levantei para comentar as apresentações, aliás, ele tentou ironizar me desafiando a fazer a síntese dos “fatores portadores de futuro” – sinal de que havia lido o livro e a crítica pegara no fígado.

Com Serra, essa falta de ideias ficou claro na prefeitura e no governo do Estado, quando não tinha mais o álibi de supostamente ser uma voz dissidente no PSDB fernandista para não se pronunciar. Quando se tornou o protagonista maior do PSDB percebeu-se que não se manifestava por não ter ideias. A campanha eleitoral mostrou de forma dramática sua total incapacidade de assimilar conceitos básicos de modernização desenvolvidos ao longo dos anos 90 e 2000.

É evidente que falta estratégia ao país, que os sucessivos planos de política industrial não chegaram a definir uma mudança de rumo, que o câmbio é um desastre.

Mas FHC sabe disso apenas de orelhada. Deve ter lido algum artigo de Bresser-Pereira antes da entrevista.

Para FHC, Brasil está ’sem estratégia’
Segundo o ex-presidente, País não pode voltar a ser apenas um exportador de commodities, como vem ocorrendo

Jamil Chade – O Estado de S.Paulo

O Brasil não tem estratégia – seja industrial, comercial ou para o câmbio. O alerta foi feito ontem, em Genebra, pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Para ele, o País não pode voltar a ser apenas um exportador de commodities e deve pensar o que fazer com os recursos da alta atual dos preços dos produtos primários.

“O que tem no Brasil é uma situação delicada. O Brasil está sem estratégia e isso é muito preocupante”, afirmou o ex-presidente. “O mundo mudou muito e não temos um plano para enfrentar esse mundo. Vai ser necessário ter uma nova estratégia. Temos de inventar uma estratégia e as políticas consequentes para essas estratégias. Mas não estou vendo nada disso e nem que isso esteja sendo definido.”

Em 2010, diante da alta dos preços de produtos primários, a renda com a exportação agrícola bateu recorde e pela primeira vez em décadas o Brasil vendeu mais commodity do que produtos industrializados. “Nesse momento, isso dá recursos. Mas o que vamos fazer com esses recursos? Qual é a estratégia de desenvolvimento do setor industrial? O que faremos quando os preços internacionais de commodities caírem? Não tenho visto respostas para nada disso”, afirmou.

Para Fernando Henrique, o Brasil precisa escolher setores para apostar. “Não dá para apostar em tudo. Quais são os setores que o Brasil, olhando para frente, terá vantagens comparativas? Está faltando tudo isso.”

Na avaliação do ex-presidente, a relação com a China é chave e tem de ser repensada. Ao Estado, Fernando Henrique apontou como alguns no governo “pensavam que Pequim seria a salvação do Brasil”. “Diziam que a China nos ia salvar. Hoje, vemos que ela produz o efeito positivo e negativo sobre a economia do Brasil. Fez explodir a exportação de commodities. Mas dificulta em parte as manufaturas”, alertou. “Não temos uma estratégia para lidar com a China.”

Real. Fernando Henrique também alertou que o governo está “visivelmente perdido” sobre o que deve fazer com o câmbio. “Não adianta achar que poderemos intervir. Por quanto tempo? Isso não é sustentável e não temos reservas para isso”, disse. “Criticaram muito meu governo por dizer que o real estava sobrevalorizado. E agora?”

Aos jornalistas brasileiros, explicou que a valorização do real não é só do real. “É no mundo todo e é a desvalorização do dólar.” Para Fernando Henrique, a disciplina fiscal é algo que não tem como se fugir no governo. “A situação obriga a fazer isso. Mas terá de fazer mais que isso.”

Irônico, Fernando Henrique Cardoso diz que vê uma diferença entre os governos Lula e Dilma: “Não preciso ver o Lula todos os dias na televisão.” O ex-presidente admite que o estilo de Dilma, por enquanto, tem sido mais “discreto e tecnocrático”. “Mas isso não é o importante. O importante é saber o que ela vai fazer”, disse.

DO BLOG DO NASSIF

Derrota sem empenho mancha história do vôlei do Brasil

Felipe Massa foi criticado – de meu ponto de vista com razão – por submeter-se a exigência da Ferrari, que o obrigou a dar passagem para Fernando Alonso, no GP da Alemanha, e assim abriu mão da vitória. Lamentável, mas ainda havia a desculpa de que agia em nome da equipe – e por vitória. No vôlei, o Brasil jogou para perder. E isso é a negação do esporte. Perder é contingência, só não pode ser opção.


O vôlei do Brasil é visto como esporte fino, de referência, pela excelência dos resultados de suas seleções. Os jogadores são apontados como exemplos de dedicação. O técnico Bernardinho é incensado pela obsessão por ordem, método e resultados, a ponto de disseminar suas ideias em palestras motivacionais e livros.

Pois história e biografias vencedoras foram atiradas na sarjeta na tarde de ontem, no Mundial da Itália. O Brasil bicampeão olímpico e mundial perdeu de forma vergonhosa para a Bulgária (3 a 0), em Ancona, para que pudesse ficar em chave menos complicada na próxima fase. Pelo regulamento, cabe agora a Bernardinho e seus jogadores enfrentarem República Checa e Alemanha, em Roma, o que significa caminho menos espinhoso na briga pela terceira medalha de ouro no torneio.

Os brasileiros fizeram críticas à distribuição das chaves e cruzamentos da competição, sob a alegação de que foram elaborados para favorecer a anfitriã Itália. Só que encontraram uma inusitada forma de protestar, ao interpretarem o regulamento à sua maneira. Dessa forma, também, imitaram outras concorrentes que agiram de forma antiesportiva, antiética. Vergonhosa.

Felipe Massa foi criticado – de meu ponto de vista com razão – por submeter-se a exigência da Ferrari, que o obrigou a dar passagem para Fernando Alonso, no GP da Alemanha, e assim abriu mão da vitória. Lamentável, mas ainda havia a desculpa de que agia em nome da equipe – e por vitória. No vôlei, o Brasil jogou para perder. E isso é a negação do esporte. Perder é contingência, só não pode ser opção.

O nó que Lula deu nos marqueteiros tucanos

Lula agora alveja diretamente Serra dizendo que ele mente e apela, servindo como um antídoto para o tom apelativo do tucano e para a campanha descontrolada da velha mídia. Quanto mais o tom deles subir, mais o presidente vai se envolver pessoalmente jogando todo o peso da sua aprovação para formar opinião.

Além do reconhecimento por ser o maior presidente da história desse país, o presidente Lula prova mais uma vez que também é o maior estrategista político da atualidade. Ele acaba de dar um nó de marinheiro nas estratégias traçadas pelos marqueteiros pagos a peso de ouro pelos tucanos.

Serra e seus marqueteiros sabem que se apontarem suas armas na direção de Lula cometem suicídio político. Eles montaram então uma estratégia de difícil

Requiescat in pace

A "terceira via" teve uma vida muito curta. Talvez por causa da superficialidade e artificialidade das suas ideias, talvez porque seus líderes mais importantes acabaram sendo derrotados nas urnas ou passaram para a história como grandes fracassos ou blefes político-ideológicos.

Hoje em dia, na Europa ou nos Estados Unidos, ninguém mais fala ou lembra do projeto da "terceira via"

Foi no dia 5 de fevereiro de 1998, que o ex-primeiro-ministro inglês, Tony Blair, anunciou, em Washington, junto com o presidente Bill Clinton, a decisão de convocar uma reunião internacional para discutir e atualizar a social-democracia, criando um movimento que foi chamado de "terceira via" ou "governança progressiva".

#FAIL. "O Globo" promove vídeo tosco no Youtube a favor de Serra

Definitivamente a internet não é área deles.

O desespero que abateu a grande mídia, nessa disputa presidencial, pode ser avaliado com manchete de capa do jornal "O Globo" deste domingo, ao promover o vídeo do Youtube Serraboy, internamente diz o jornal:






O problema que o vídeo possui até o momento míseras 2.000 exibições, depois de quase um mês postado. Agora imagina isso antes do jornal promovê-lo. O interessante é que o PIG acredita piamente na manipulação via internet. Pobres coitados! Vejam as estatística do vídeo. #FAIL


Chama atenção o texto ser mais tosco ainda na tentativa de disfarçar a propaganda "Quem entra no YouTube e abre uma pesquisa em busca do ’Serraboy’ se surpreende". E alguém faria isso, antes da manchete do Globo?

2leep.com
powered by Blogger | WordPress by Newwpthemes | Converted by BloggerTheme