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WikiLeaks sofre ataque

O WikiLeaks, que divulgou documentos secretos do serviço diplomáticos dos EUA, disse em uma mensagem no Twitter que estava sofrendo um “ataque de negação de serviço”, um método comum usado por hackers para deixar os sites lentos e derrubá-los.

O site WikiLeaks disse que sofreu um ataque online na manhã desta terça-feira, 30, deixando o site fora do ar por horas para usuários dos Estados Unidos e da Europa.

Aparentemente, o site resolveu o problema ao trocar seu servidor da Suécia para os Estados Unidos, o que trouxe o site de volta. Nesta terça, o tráfego do WikiLeaks passava por um servidor alugado da Amazon, baseado nos Estados Unidos.

O WikiLeaks, que divulgou documentos secretos do serviço diplomáticos dos EUA, disse em uma mensagem no Twitter que estava sofrendo um “ataque de negação de serviço”, um método comum usado por hackers para deixar os sites lentos e derrubá-los.

O WikiLeaks não identificou os culpados pelo ataque.

É a segunda vez que o WikiLeaks sofre um ataque depois de publicar os documentos no domingo, mas os ataques desta terça parecem ser mais poderosos.

Em um típico ataque de negação de serviço, computadores remotos comandados por programas espiões bombardeiam um site com tantos pacotes de dados que o servidor fica sobrecarregado e indisponível para os internautas. Localizar os culpados é difícil.

Segundo o WikiLeaks, o tráfego chegava a 10 gigabits por segundo. De acordo com um estudo da empresa de segurança online Arbor Networks, a média de um ataque do tipo no ano passado era de 349 megabits por segundo, 28 vezes menos que o relatado pelo WikiLeaks.

O ataque do domingo não impediu a publicação de reportagens sobre os documentos do Departamento de Estado norte-americano em diversos jornais. O WikiLeaks divulgou o material antecipado à veículos de comunicação.

/ Peter Svensson (ASSOCIATED PRESS)

Verônica Serra expôs 60 milhões de brasileiros

SINAIS TROCADOS

Extinta empresa de Verônica Serra expôs os dados bancários de 60 milhões de brasileiros obtidos em acordo questionável com o governo FHC

por Leandro Fortes, na CartaCapital,


Em 30 de janeiro de 2001, o peemedebista Michel Temer, então presidente da Câmara dos Deputados, enviou um ofício ao Banco Central, comandado à época pelo economista Armínio Fraga. Queria explicações sobre um caso escabroso. Naquele mesmo mês, por cerca de 20 dias, os dados de quase 60 milhões de correntistas brasileiros haviam ficado expostos à visitação pública na internet, no que é, provavelmente uma das maiores quebras de sigilo bancário da história do País. O site responsável pelo crime, filial brasileira de uma empresa argentina, se chamava Decidir.com e, curiosamente, tinha registro em Miami, nos Estados Unidos, em nome de seis sócios. Dois deles eram empresárias brasileiras: Verônica Allende Serra e Verônica Dantas Rodenburg.



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