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Por que Veja sim e Carta Capital não?


"O pensamento único da mídia hegemônica é uma realidade, e qualquer coisa que fuja um pouquinho disso está automaticamente excluída, inclusive seu poder de agenda é restrito, mesmo quando falamos de uma publicação do porte da Carta Capital que, se ainda não possui o tamanho da Veja, é uma revista de grande força e influência política, sem dúvida. Mesmo assim, nada foi dito pelos outros veículos sobre o que a Carta apresentou."

Duas reportagens de duas publicações antagônicas sacudiram a cena pré-eleitoral nessa semana. Carta Capital e Veja trouxeram denúncias importantes que envolvem diretamente a campanha presidencial, mas apenas uma delas acabou pautando o restante da imprensa hegemônica. A reportagem de Leandro Fortes, da Carta, foi repercutida apenas por blogs, na mídia alternativa.

Verônica Serra expôs 60 milhões de brasileiros

SINAIS TROCADOS

Extinta empresa de Verônica Serra expôs os dados bancários de 60 milhões de brasileiros obtidos em acordo questionável com o governo FHC

por Leandro Fortes, na CartaCapital,


Em 30 de janeiro de 2001, o peemedebista Michel Temer, então presidente da Câmara dos Deputados, enviou um ofício ao Banco Central, comandado à época pelo economista Armínio Fraga. Queria explicações sobre um caso escabroso. Naquele mesmo mês, por cerca de 20 dias, os dados de quase 60 milhões de correntistas brasileiros haviam ficado expostos à visitação pública na internet, no que é, provavelmente uma das maiores quebras de sigilo bancário da história do País. O site responsável pelo crime, filial brasileira de uma empresa argentina, se chamava Decidir.com e, curiosamente, tinha registro em Miami, nos Estados Unidos, em nome de seis sócios. Dois deles eram empresárias brasileiras: Verônica Allende Serra e Verônica Dantas Rodenburg.



Filha de Serra quebrou o sigilo de milhões, diz Carta (II)

Até hoje, não se sabe como a empresa da filha de Serra teve acesso aos dados bancários dos brasileiros em um convênio nebuloso com o Banco do Brasil. Não houve investigação do Banco Central sobre este contrato, a Polícia Federal não foi envolvida e a mídia não percebeu nenhum atentado aos direitos do cidadão, como brada agora, endossando o discurso de Serra.

Revista mostra empresa da filha de Serra e da irmã de Daniel Dantas promovendo intensa quebra de sigilo bancário


A revista Carta Capital desta semana traz reportagem de Leandro Fortes que deixa o Zé Baixaria e seus papagaios na imprensa em uma sinuca de bico:

Por 15 dias no ano de 2001, no governo FHC e José Serra (PSDB), a empresa Decidir.com abriu o sigilo bancário de 60 milhões de brasileiros.

A Decidir.com foi resultado da sociedade, em Miami, da filha de Serra com a irmã de Daniel Dantas.

O primeiro ramo de atividade da empresa era "assessorar licitações públicas".

Depois, a empresa resolveu ser uma concorrente da Serasa.

Fez um acordo com o Banco do Brasil e através disso conseguiu abrir sigilos bancários.

O notável empreendimento de Miami conseguiu também a proeza de abrir e divulgar a lista negra do Banco Central.

O jornal Folha de São Paulo, na época, abriu o sigilo de 700 autoridades que passaram cheques sem fundo.

O então presidente da Câmara, Michel Temer, oficiou o Banco Central.

E, a partir daí, houve uma operação abafa demo-tucana.

O Banco Central, a Polícia Federal, o Ministério da Fazenda, Procurador Geral da República não fizeram nada.

Faltava pouco para a eleição presidencial de 2002, quando José Serra tomou a surra de 61% a 39%.

Esta edição da Carta Capital é mais um marco desnudando a hipocrisia e rede de mentiras demo-tucana.

2leep.com
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