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    Quão honestamente a sua vida é avaliada.
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Folha e Globo querem lulismo sem Lula!.


A estratégia da velha mídia parece cada vez mais evidente: dianta da força de Lula (que tem o carisma e a história recente) e de Dilma (que tem o poder e o apoio de Lula), procura-se fraturar o lulismo. A idéia é abrir uma cunha entre os dois.

A operação está clara desde os primeiros dias do governo Dilma:

- elogios à postura de “estadista” de Dilma (“discreta”) em contraposição ao “populismo” de Lula;

- elogios à forma como Dilma conduziu a política econômica (aumento de juros, freio nos salários, corte de gastos), de forma “responsável”, em contraposição à “gastança” de Lula;

- elogios à “nova política externa” de Patriota, em contraposição à dupla Amorim/Lula.

Editoriais elogiosos foram a face visível dessa operação. A face invisísel são conversas ocorridas nos bastidores – conversas que têm como objetivo aproximar Dilma da velha mídia (por isso, ela foi à festa da “Folha”, por isso ela almoçou com a direção da Globo depois de participar do Ana Maria Braga).

Dilma mandou o recado: quero normalizar as relações com vocês. A velha mídia aceitou a sinalização. Vê com bons olhos o movimento, porque em algum momento precisará da força do governo para se contrapor à grana das teles. Sem apoio político, Globo+Abril+Uol não fazem frente às teles. Por isso, o jogo está sendo jogado, com suavidade. Aceita-se Dilma, e tenta-se vender a idéia de que Dilma é um lulismo melhorado. É um lulismo sem Lula.

Ok. Mas a velha mídia não brinca em serviço: enquanto afaga Dilma, ataca Lula.

A matéria de “Época” foi apenas o ensaio do que virá por aí. Sem o poder, imaginam os barões da velha mídia, Lula não terá como reagir. Imaginam, também, que Dilma não saírá em defesa do líder, deixará que ele se defenda sozinho.

A estratégia é descontruir Lula agora. Tolerar Dilma. Mais à frente, se necessário, parte-se contra Dilma. Aécio estará à espreita, preparado para entrar no jogo.

A movimentação na oposição mostra que a vez será de Aécio em 2014. Os outros sofrem…

- Serra está sob pressão. Alckmin quer empurrá-lo para a Prefeitura em 2012. Se aceitar, Serra terá contra si a pecha de assumir mandato e largar pelo caminho (como fez em 2006, largando a Prefeitura para concorrer ao governo). Se não concorrer, não terá máquina para se contrapor ao alckmismo em São Paulo.

- Alckminn tem que lutar pela sucessão em 2014; enfrentará PT e ainda Kassab (que pode fazer jogo duplo – apoio do lulismo e do serrismo por baixo do pano).

Aécio é quem tem a casa mais arrumada. Anastasia é bom gestor, afinado com Aécio. Não há disputa em Minas.

Resta a Aécio convencer a classe dominante brasileira de que ele pode gerir o país. Há quem não goste do jeito “collorido” do mineiro – afeito às festas e às aventuras amorosas.

Se Aécio se mostrar confiável, terá o apoio da velha mídia. Do contrário, o plano parece ser capturar Dilma para um lulismo sem Lula.

Os colunistas de jornal acreditam tanto nisso que chegaram a brigar para manter Agnelli (desafeto de Lula) na Vale. Como seria impossível, contentaram-se em “nomear” Tito Martins para o cargo. A”Folha” deu como certo que ele era o nome para comandar a mineiradora no lugar do Agnelli.

Dilma agiu por outros caminhos. Nomeou Murilo Ferreira para o cargo. Parece que a família Marinho e os Frias não mandam como gostariam no governo de Dilma.

por Rodrigo Vianna, no Escrevinhador

Globo: o altar do sacrifício perdeu - (Derrotados da eleição – parte 1)


As Organizações Globo agiram como um partido de oposição durante as eleições que levaram Dilma Rousseff à presidência da República.

Preferiam continuar aliados ao candidato das elites, como sempre estiveram durante a ditadura militar e os governos Collor, Itamar e FHC. Mas perdeu, playboy.

O jornal O Globo virou um panfleto diário. Sem nenhum pudor, estampou um ódio incontido ao governo Lula e à sua candidata. Mas foi na bancada do Jornal Nacional que se ergueu o altar do sacrifício petista.

O padrão Globo de qualidade é fácil de entender. Consiste em tratar escândalos conforme a coloração partidária e os interesses da firma.

O caso Erenice Guerra mereceu do JN 35 sangrentos minutos de reportagem só na primeira semana de repercussão. Já a denúncia envolvendo o aloprado tucano Paulo Preto teve uma única reportagem, quase nada.

Em sua entrevista de dez minutos ao vivo no JN, Dilma Rousseff ficou infinitos 4 minutos e 40 segundos respondendo sobre aborto. Mais 3 minutos e 25 segundos falando sobre a onipresente Erenice.

Ao final, teve tempo para responder a mais uma perguntinha. José Serra pode discorrer levemente sobre nove questões. Isso, sim, é tratamento diferenciado.

Com a vitória de Dilma, vai ser constrangedor o olhar de William Bonner e Fátima Bernardes. Cúmplices que são, nem vão tocar no assunto de como espremeram e destrataram a presidente eleita.

E tanta gentileza e profissionalismo com o candidato da família Marinho. Em vão.

São pagos pra isso, têm filhos para sustentar. Ok. Podem levar essa derrota pra casa. E convidar Arnaldo Jabor e Merval Pereira para jantar. Haja estômago. Mas amigos são fundamentais na hora da derrota.


O Provocador 

Compra-se TV que sintonize a Globo. Favor entregar na Editora Abril

Que a revista Veja é uma pobreza, sempre soube. Mas não a ponto de precisarmos fazer uma vaquinha para ajudá-la a comprar um televisor que sintonize a Globo.


Semana sim, semana também, a publicação quer ensinar os outros a fazer TV de qualidade, já que jornalismo impresso eles não conseguem. Na edição desta semana, a revista da marginal subiu no palanque para criticar o que considera “apelativo”, “humilhante” e “impiedoso” na programação da Record e do SBT. Nenhuma linha sobre a Globo.


Deve ser mania de oligopólios. Eles que se acham grandões e intocáveis devem se entender muito bem. Até combinam. Devem se ver por aí.


Falta de sintonia com a emissora que não é. O que falta é eles sintonizarem o canal da Velha Senhora para aprender o que é sensacionalismo de qualidade.


Até o Faustão já pediu desculpas por fazer seu serviço, quando expôs seus anões e seu circo de domingo. E Hipertensão? A nova "sensação" de Boninho e sua trupe já bastava para demonstrar o quanto a reportagem foi parcial.


Esse programa é o requinte da crueldade. Outro dia, vi uma pizza de larvas com olho de boi sendo engolida em meio a vômitos dos participantes ao lado. Sem cortes. Quanta elegância! O site do programa descreve uma prova da seguinte maneira, bem acadêmica: "Na Prova de Eliminação desta quinta-feira, os temidos olhos de boi vieram acompanhados de miolos. Os quatro participantes na berlinda tiveram que se ‘deliciar’ no tempo máximo de dois minutos. Quem demorou mais para estourar os olhos e em seguida comer o cérebro foi o perdedor".


Estourar os olhos e o cérebro do telespectador parece ter virado especialidade da atração.


A diferença é que eles escolhem garotões sarados e mocinhas bem nascidas para o papel de cretinos. Se o elenco tiver a cara da elite branca, então pode?


TV aberta é entretenimento. Quando dá, presta serviço e informa. É um mundo difícil, para estômagos e mentes fortes. O povo quer se divertir, e tem esse direito.


Nessa hora, aparece uma revista iluminada e diz o que é bom e o que é ruim. Acusam o Lula de agir como messias, mas não perdem a chance de abrir o Mar Vermelho. Para a Globo passar.

O PROVOCADOR

2leep.com
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