• Imagen 1 STEVE JOBS, AS COISAS QUE NINGUÉM DIZ
    Quão honestamente a sua vida é avaliada.
Mostrando postagens com marcador Governo Lula. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Governo Lula. Mostrar todas as postagens

Saldo favorável



Apesar das ressalvas, o presidente Lula deixa o governo como estadista democrático que honrou boa parte dos compromissos assumidos numa trajetória épica.


EDITORIAL - Folha de S.Paulo, 19.12.2010


Prestes a encerrar seus oito anos de mandato, o presidente Lula apresentou quarta-feira um extenso balanço da gestão. Como era de esperar, o relato contém abundantes autoelogios, algumas fantasias e nenhuma autocrítica.

No entanto, ao observador isento o exame dos resultados durante os dois governos consecutivos indica um saldo muito favorável.
Político intuitivo, Lula descartou a tentação do manejo demagógico da economia. Manteve a política econômica responsável iniciada por seu antecessor e colheu os frutos dessa sábia decisão.

No período, a economia cresceu 37,3% (média anual de 4%). As exportações do país mais do que triplicaram. A inflação caiu de 12,5% para 5,6% ao ano. A taxa básica de juros reais também cedeu, de 15% para 6%. O desemprego foi reduzido pela metade.

A dívida externa foi paga.

Seu governo foi beneficiado, é verdade, por um contexto internacional favorável. Apesar da crise financeira de 2009, o formidável dinamismo da China puxou o crescimento das principais economias emergentes, que nestes oito anos se expandiram até mais do que o Brasil.

Ainda assim notável, o progresso obtido não é imune a críticas. Lula não soube aproveitar a imensa popularidade acumulada para promover reformas que tornassem a economia mais competitiva e o Estado mais eficiente.

Impondo à sociedade uma carga tributária superior a um terço do Produto Interno Bruto, o Estado presta serviços em educação, saúde e infraestrutura que, apesar de avanços, continuam a ostentar má qualidade. Houve uma incrustação maciça de militantes na máquina federal, bastando ressaltar nesse sentido que os cargos de confiança aumentaram 50%.

Quanto aos costumes políticos, o desempenho foi deplorável. Para garantir hegemonia no Congresso, o governo utilizou expedientes escusos sob evidente beneplácito presidencial. O mais notório dos escândalos, o mensalão -revelado pela Folha em junho de 2005-, foi a ponta visível de um iceberg de ilegalidades impunes.

A política externa foi orientada pelo elogiável intento de ampliar a autonomia do país e sua influência no mundo. Sua consecução, porém, pecou por desnecessária proximidade com autocracias como Cuba e Irã e pela complacência para com outros violadores de direitos humanos.

Tais ressalvas não empanam o maior êxito do governo Lula, expresso numa relevante melhora nas condições de vida dos mais pobres. Isso deveu-se ao próprio crescimento econômico, mas também à expansão dos programas de transferência de renda, do crédito popular e do aumento real no salário mínimo. Em resultado, o estrato mais carente da população, aquele que recebe até R$ 140 mensais per capita, diminuiu de 33,3% do total em 2001 para 15,5% em 2008.

Apesar das ressalvas, o presidente Lula deixa o governo como estadista democrático que honrou boa parte dos compromissos assumidos numa trajetória épica.

Brazil's Rising Star



60 Minutes CBS:" Lula um torneiro mecânico com a 4a. série completa e um doutorado em carisma" Vídeo com legenda aqui.


Colunista do "New York Times" aconselha Obama seguir o exemplo de Lula


Globo vai a Dilma

Dilma falou antes, ao vivo, com Ana Paula Padrão e Adriana Araújo, do "Jornal da Record".
Depois falou à Globo em Brasília, no que William Bonner tentou descrever como "a bancada do 'Jornal Nacional'". Ouviu perguntas muito diversas das que a acompanharam no último ano na Globo, coisas como, entre mesuras e sorrisos, "Chorou?".
Por fim, falou ainda à TV Brasil e à RedeTV!.


DILMA LÁ
No meio do dia, nos sites e portais, as manchetes traziam as ligações de presidentes, sobretudo Obama, que "convida Dilma aos EUA", no G1, e "pede países ainda mais próximos", no R7. No UOL, "Obama parabeniza vitória histórica".
portais e também no exterior, Dilma viaja à África e depois ao G20, na semana que vem.



 
NAS CAPAS
Dilma em jornais de França, Portugal, Reino Unido, Argentina, Chile, Colômbia, Venezuela, Espanha etc.

CONTINUIDADE E TESTES
Sob o título acima, na home do Council on Foreign Relations, com foto de Dilma, Julia Sweig apresentou o "primeiro olhar" do establishment americano de política externa. Em suma, "a eleição de Dilma assegura estabilidade nas políticas internas que impulsionaram o Brasil, mas China e EUA surgem como desafios de política externa".
Avalia a eleição como "endosso dos programas com assinatura de Lula" e sublinha a maioria no Congresso. Prevê maior domínio comercial e diplomático na região, maior presença na África e "grande papel" no G20, clima etc. Na relação com os EUA, vê "chance para novo começo", embora a vitória republicano nos EUA deva dificultar.

NÃO SUBESTIME DILMA
Na home da "Foreign Policy", sob o título "EUA não devem subestimar Dilma ou o Brasil", David Rothkopf, ex-governo Clinton, abre análise citando Tom Jobim, "o Brasil não é para iniciantes". E alerta que, "ao contrário do que dizem seus críticos, a mulher já conhecida apenas como Dilma não é nenhuma iniciante". Lista guerrilha, tortura e ascensão executiva, até "primeira-ministra de Lula".
E fala do "nível frustrante" das reuniões de que participa em Washington, contrastando com encontros recentes com o chanceler Celso Amorim e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. E com o embaixador Thomas Shannon.
Diz que "muitos nos EUA ainda precisam aprender a ver o Brasil como uma China ou França". E cobra uma "política não de iniciantes", que não veja o Brasil, por exemplo, como circunscrito à América Latina.

Mais pressão Marco Vicenzino, do Global Estrategy Project, organização de "pesquisa geopolítica" de Washington, publicou no "FT" o artigo "Brasil ascendente precisa explicar o que quer". Descreve o país como "enigma diplomático". E cobra, por exemplo, maior "segurança" corporativa, questionando o apelo à "carta nacionalista" no petróleo.

Ousadia Já Roger Cohen, colunista de política externa no "New York Times", escreve cobrando "ousadia" de Obama. E aconselhando seguir o exemplo de Lula, "agora prestes a deixar o cargo depois de uma presidência extraordinária". Lembra a proximidade do perfil de ambos -e como, até aqui, "Obama falha no teste de autenticidade" do personagem.

E TOME DÓLAR
No alto das buscas no Google News, com "Wall Street Journal", em reportagem ecoada até na CNN: "Ações no Brasil em alta, vitória de Rousseff reforça apetite por risco". E o semanário "Barron's", ligado ao "WSJ", publicou longo artigo alertando para os "Riscos geopolíticos da eleição nos EUA", com reflexos nas "grandes potências regionais". Jeff Kelintop, estrategista-chefe do LPL Financial, escreve que, com a redução das tropas no Iraque e no Afeganistão e a vitória republicana, o poderio militar dos EUA retorna e, com ele, "maior volatilidade nos mercados globais". A "maior seletividade" dos investidores deve afetar mais as áreas de "tensão", como o "nordeste asiático", em contraste às de "baixo potencial de risco, como a América do Sul".

Sergio Fausto responde a texto de André Singer sobre o lulismo

A outra face do lulo-petismo

A recorrente associação de Lula com Getúlio Vargas significa antes o seu batismo nas águas do populismo nacional-estatista, marcado por práticas que negam a história do presidente e do PT, como a cooptação de partidos, de grandes grupos empresariais e das classes baixas, num processo de enfraquecimento da democracia.

SERGIO FAUSTO na Folha

André Singer abre seu artigo "A história e seus ardis", publicado domingo passado neste caderno (leia em aqui), descrevendo um suposto encontro entre Brizola e Lula aos pés do túmulo de Getúlio Vargas, em São Borja (RS). Brizola teria pedido a Lula que cumprimentasse Vargas. Não se sabe qual foi a reação do atual presidente.
Pouco importa se a história é semirreal ou totalmente imaginária. Toda ideologia, pequena ou grande, precisa de um mito fundador. Para Singer, a cena mítica simboliza o reatamento de fios rompidos da história brasileira.
As consequências se fariam sentir anos depois, com Lula na Presidência. Vale citá-lo: "Ao constituir, desde o alto, o povo em ator político, o lulismo retoma a combinação de autoridade e proteção aos pobres que Getúlio encarnou".
Singer esquece de dizer que o reatamento com a herança de Vargas implicou ruptura com a própria história original de Lula e seu partido, que surgiram em oposição ao controle corporativo da sociedade pelo Estado.
Em São Borja, dá-se o batismo de Lula nas águas da velha tradição do populismo nacional-estatista. Não poderia haver melhor padrinho do que Brizola, quem mais encarnou a vertente caudilhesca dessa tradição.

Lula devolve a Petrobrás aos brasileiros

Nesta sexta-feira, o Presidente Lula vai a Bolsa de Valores de São Paulo; não para vender o patrimônio público, como fez o governo tucano nos anos 90, mas para coroar o êxito no maior lançamento de ações da história econômica mundial. A capitalização da Petrobrás eleva a participação do Estado brasileiro no controle acionário da empresa e reverte o desmonte arquitetado pela gestão FHC destinado a fatiar e pulverizar o comando da 6º mais importante empresa de eenergia do planeta e a mais estratégica do Brasil. O sucesso assegurado da capitalização viabiliza a soberania brasileira na exploração das jazidas do pré-sal, reconhecidas como a mais importante descoberta de petróleo dos últimos 30 anos. As forças e interesses reunidos em torno da coalizão demotucano mais de uma vez manifestaram sua preferencia por entregar a guarda desses recursos à 'eficiencia dos livres mercados', leia-se, às petroleiras internacionais. Na votação dos marcos regulatórios que asseguram o controle nacional sobre prováveis 50 bilhões de barris de petróleo armazenados no fundo do oceano, o sendaor Álvaro Dias (PSDB-PR), cogitado como vice de Serra, foi categórico: 'Resistiremos o máximo'. O Presidenciável não deixou por menos. Serra insistiu até o último minuto no adiamento dessa decisão e sinalizou que poderia revertê-la , se vitorioso nas urnas. Acima de tudo , porém, o que o ex-governador de SP mais temia era o simbolismo histórico explosivo, intrinsecamente desfavorável a sua candidatura, condensado na cerimonia protagonizada por Lula nesta sexta-feira que, a nove dias das eleições, contrapõe, objetivamente, dois projetos de país.
Carta Maior, 24-09)
 

As verdades da crise


Felizmente Lula ganhou, as políticas diante da crise foram radicalmente diferentes e o Brasil recuperou rapidamente o crescimento econômico com distribuição de renda. Se alguém ainda achava, antes da crise, que Lula e os tucanos eram similares, teve uma prova irrefutável na crise das diferenças antagônicas entre eles

O capitalismo, por sua própria natureza, é feito de ciclos de expansão e de retração, intercalados por crises. A crise recente está sendo um momento de prova para governos e políticas, porque ela exacerba as contradições e exige respostas duras diante dos desafios que coloca para os governos.

2leep.com
powered by Blogger | WordPress by Newwpthemes | Converted by BloggerTheme