• Imagen 1 STEVE JOBS, AS COISAS QUE NINGUÉM DIZ
    Quão honestamente a sua vida é avaliada.
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Por que Lula é "o cara" e FHC é personagem da revista "Caras"

O Itamaraty convidou todos os ex-presidentes brasileiros para o almoço que será oferecido ao presidente dos EUA, Barack Obama, no sábado, em Brasília.

O presidente Lula, segundo sua assessoria, declinou do convite, entendendo que o encontro é mais apropriado aos chefes de Estado.

Lula é ciente da responsabilidade de seu papel e de sua dimensão política. Haveria um gesto carregado de simbolismo político se ele fizesse uma distinção especial ao presidente dos EUA e não fizesse o mesmo às dezenas de presidentes africanos, latino-americanos e asiáticos que visitam o Brasil.

É como aquela história que ele conta, quando era presidente e no primeiro encontro de presidentes, todos se se levantaram da cadeira quando Bush chegou, e ele não, afinal ninguém havia se levantado quando ele (Lula) havia chegado, então por que fazer um distinção especial ao presidente dos EUA? E não houve nenhum atrito nas boas relações por isso.

Voltando ao almoço do Itamaraty, se Lula fosse, compareceria como líder político, e estaria ali prestigiando não a pessoa de Obama, com quem sempre se relacionou bem pessoalmente, e sim as políticas que Obama carrega na bagagem, onde há contenciosos bilaterais e multilaterais com o Brasil em disputa.

E que sentido político haveria num encontro destes? Falar o quê, se Dilma dirá tudo o que o Brasil e ele teriam a dizer?

Só faria sentido fazer tal distinção especial, se Obama viesse ao Brasil anunciar alguma mudança de posição no protecionismo comercial, na flexibilização da posição dos EUA na rodada de Doha ou na conferência do clima; enfim, algum acordo importante para o Brasil ou para os países mais pobres, negociado ao longo do governo Lula, que estivesse sendo destravado. Fora isso, estaria apenas prestigiando indiretamente e sem querer, as posições estadunidenses nas mesas de negociação internacionais.

Já FHC fez a mala e desembarcou em Brasília ainda na sexta-feira, a tempo de ser o primeiro da fila na "boca livre".

FHC não tem esse problema, porque ele também é ciente de sua dimensão política. No caso, da pouca dimensão que tem, pelo legado sofrível que deixou do seu governo e pelo próprio correr do tempo. FHC não vai prestigiar, vai atrás de prestígio para si. Com isso, animará metade da platéia de leitores demo-tucanos do PIG com suas fotos para revista "Caras", e irritará a outra metade ao ir, mais uma vez, bajular a presidenta Dilma Rousseff.

BLOG OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Colunista do "New York Times" aconselha Obama seguir o exemplo de Lula


Globo vai a Dilma

Dilma falou antes, ao vivo, com Ana Paula Padrão e Adriana Araújo, do "Jornal da Record".
Depois falou à Globo em Brasília, no que William Bonner tentou descrever como "a bancada do 'Jornal Nacional'". Ouviu perguntas muito diversas das que a acompanharam no último ano na Globo, coisas como, entre mesuras e sorrisos, "Chorou?".
Por fim, falou ainda à TV Brasil e à RedeTV!.


DILMA LÁ
No meio do dia, nos sites e portais, as manchetes traziam as ligações de presidentes, sobretudo Obama, que "convida Dilma aos EUA", no G1, e "pede países ainda mais próximos", no R7. No UOL, "Obama parabeniza vitória histórica".
portais e também no exterior, Dilma viaja à África e depois ao G20, na semana que vem.



 
NAS CAPAS
Dilma em jornais de França, Portugal, Reino Unido, Argentina, Chile, Colômbia, Venezuela, Espanha etc.

CONTINUIDADE E TESTES
Sob o título acima, na home do Council on Foreign Relations, com foto de Dilma, Julia Sweig apresentou o "primeiro olhar" do establishment americano de política externa. Em suma, "a eleição de Dilma assegura estabilidade nas políticas internas que impulsionaram o Brasil, mas China e EUA surgem como desafios de política externa".
Avalia a eleição como "endosso dos programas com assinatura de Lula" e sublinha a maioria no Congresso. Prevê maior domínio comercial e diplomático na região, maior presença na África e "grande papel" no G20, clima etc. Na relação com os EUA, vê "chance para novo começo", embora a vitória republicano nos EUA deva dificultar.

NÃO SUBESTIME DILMA
Na home da "Foreign Policy", sob o título "EUA não devem subestimar Dilma ou o Brasil", David Rothkopf, ex-governo Clinton, abre análise citando Tom Jobim, "o Brasil não é para iniciantes". E alerta que, "ao contrário do que dizem seus críticos, a mulher já conhecida apenas como Dilma não é nenhuma iniciante". Lista guerrilha, tortura e ascensão executiva, até "primeira-ministra de Lula".
E fala do "nível frustrante" das reuniões de que participa em Washington, contrastando com encontros recentes com o chanceler Celso Amorim e o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. E com o embaixador Thomas Shannon.
Diz que "muitos nos EUA ainda precisam aprender a ver o Brasil como uma China ou França". E cobra uma "política não de iniciantes", que não veja o Brasil, por exemplo, como circunscrito à América Latina.

Mais pressão Marco Vicenzino, do Global Estrategy Project, organização de "pesquisa geopolítica" de Washington, publicou no "FT" o artigo "Brasil ascendente precisa explicar o que quer". Descreve o país como "enigma diplomático". E cobra, por exemplo, maior "segurança" corporativa, questionando o apelo à "carta nacionalista" no petróleo.

Ousadia Já Roger Cohen, colunista de política externa no "New York Times", escreve cobrando "ousadia" de Obama. E aconselhando seguir o exemplo de Lula, "agora prestes a deixar o cargo depois de uma presidência extraordinária". Lembra a proximidade do perfil de ambos -e como, até aqui, "Obama falha no teste de autenticidade" do personagem.

E TOME DÓLAR
No alto das buscas no Google News, com "Wall Street Journal", em reportagem ecoada até na CNN: "Ações no Brasil em alta, vitória de Rousseff reforça apetite por risco". E o semanário "Barron's", ligado ao "WSJ", publicou longo artigo alertando para os "Riscos geopolíticos da eleição nos EUA", com reflexos nas "grandes potências regionais". Jeff Kelintop, estrategista-chefe do LPL Financial, escreve que, com a redução das tropas no Iraque e no Afeganistão e a vitória republicana, o poderio militar dos EUA retorna e, com ele, "maior volatilidade nos mercados globais". A "maior seletividade" dos investidores deve afetar mais as áreas de "tensão", como o "nordeste asiático", em contraste às de "baixo potencial de risco, como a América do Sul".

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