• Imagen 1 STEVE JOBS, AS COISAS QUE NINGUÉM DIZ
    Quão honestamente a sua vida é avaliada.

Viciados na bondade de estranhos


Maria Bethânia e Gal Costa são duas das maiores intérpretes brasileiras. Nando Reis, ex-integrante do grupo de rock Titãs, teve suas composições-solo gravadas por cantoras como Marisa Monte e Cássia Eller.

O grupo Tchakabum não tem esse tipo de prestígio (Kleber Bambam, vencedor do primeiro Big Brother, era louco por suas canções), mas vende disco e lota shows.

Nas últimas semanas, entretanto, esses artistas estiveram em evidência não por suas eventuais qualidades, e sim pela indignação que provocaram quando veio a público que estão entre os vários contemplados pelo Ministério da Cultura com autorização para captar verbas acima de 1 milhão de reais por meio de benefícios fiscais previstos na lei Rouanet.

Do ponto de vista legal, nada impede que artistas consagrados busquem esses recursos, nem que o MinC aprove seus projetos: todos os processos citados correram dentro do escopo da lei.

A questão é outra – se é ético que os artistas peçam o que na prática não passa de subsídio estatal para sua carreira, e legitimo que o MinC acolha proposta como a que beneficia Maria Bethânia, para um blog em que
cada dia será postado um novo vídeo com ela declamando poesia.

Até prova em contrário, a única coisa que o público de Bethânia espera dela é que cante. E esse público, aliás, é apenas uma fração de um conjunto bem maior, o dos contribuintes que financiarão compulsória e involuntariamente – muitos dos quais não têm interesse em ouvi-la cantar, muito menos declamar.

Isso é, como bem definiu o músico Zé Rodrix, “usar o dinheiro de muitos para financiar a aventura pessoal de poucos”.

A lei Rouanet foi criada em dezembro de 1991 para estimular as empresas do país a investir na área cultural e retirar parte desse ônus do Estado. Como contra partida, ela permite abater até 4% do imposto devido. Ou seja, o dinheiro não sai dos cofres do Ministério da Cultura – mas é, sim, dinheiro público, que poderia ser aplicado tanto em projetos culturais merecedores como em saúde, educação ou qualquer outro setor.

Os nomes mais conhecidos costumam sair ganhando com a lei Rouanet porque, além do desconto no fisco, a vantagem para as empresas está em associar sua marca a um artista que lhes dê projeção.

Muito mais dificuldade encontram os projetos de música erudita e de artistas iniciantes ou experimentais. De instrumento para movimentar a cultura, então, a lei Rouanet muitas vezes é brandida como ferramenta para o assistencialismo de privilegiados.

Poderia ser pior: certas correntes usam essa distorção na aplicação da lei como argumento para pregar sua reformulação – segundo a qual o MinC seria empossado como distribuidor de verbas, o que transformaria a pasta naquele vergonhoso balcão de negócios que era, por exemplo, a extinta Embrafilme.
VEJA teve acesso aos requerimentos dos quatro artistas citados, bem como aos de Erasmo Carlos, Zizi Possi e da filha de Elis Regina. São de causar espanto os valores pedidos por alguns deles.

Maria Bethânia, por exemplo, achou que merecia 600.000 reais para ser diretora artística de seu próprio projeto, e pretendia remunerar o moderador do blog com rendimentos finais de 120.00 reais.

Gal Costa, que vai realizar 25 ensaios e oito shows para um tributo ao compositor Tom Jobim (já revisitado por ela em um passado não tão distante), classificou popular ingressos no valor de 50 a 100 reais.
Já o Tchakabum, em sua cruzada para divulgar o gênero neopagode, vai gastar 162.000 reais em cada um de seus dez shows gratuitos nas praias do Rio.

Se não barraram essa festa toda, os avaliadores do MinC ao menos corrigiram alguns valores. Os 600 000 reais de Maria Bethânia viraram 302 500 e os 120 000 do moderador do blog, 72 000. Os ingressos de Gal Costa baixaram para a faixa de 30 a 60 reais – que continua nada tendo de popular.

Em países como os Estados Unidos, é comum que artistas retribuam um pouco do carinho recebido nos primeiros anos de carreira. O ator Brad Pitt e o saxofonista Branford Marsalis ajudam na construção de casas para os desabrigados de Nova Orleans.

O ator Jack Black, famoso por suas comédias escatológicas, contribui financeiramente com a Filarmônica de Los Angeles. Tony Bennett, talvez o último grande cantor de jazz, criou programas musicais em sete escolas de Nova York e fundou a Escola de Artes Frank Sinatra na mesma cidade.

Patti LuPone, artista que reina nos palcos da Broadway mas está longe de ser milionário, é uma das principais colaboradoras da Juilliard School, emérita formadora de músicos e atores do primeiro time.

O artista brasileiro, por sua vez, sempre dependeu da bondade de estranhos. Foi mimado nos tempos gordos da indústria fonográfica, ganhou fama e dinheiro com shows e ocasionais vendas de discos. E hoje, quando as transformações no mercado não o favorecem, acha que o Estado lhe deve o favor de bancar seus sonhos.

Mesmo que a cortesia seja feita com chapéu alheio – o de seu público. Em meio a essa guerra de vaidades e vontades, o Tckakabum até faz menos feio: seus shows pelo menos serão gratuitos. O prejuízo do contribuinte, no caso, se concentrará mais no aparelho auditivo que no bolso.

Muito barulho por nada


Chega a ser impressionante a falta de perspectiva de alguns jornais quando discutem as movimentações do prefeito Gilberto Kassab. Quem os lê fica com a sensação de que elas são relevantes. Só que não têm a menor importância.

Desde o início do ano, Kassab estava anunciando que sairia do DEM, que pretendia deixar o partido pelo qual conseguira os mandatos de deputado federal, vice-prefeito e prefeito de São Paulo. Não por acaso, depois que havia ficado patente que a maioria de seus correligionários abandonava o serrismo e mostrava preferência por Aécio.

Sua primeira intenção foi migrar para o PMDB, coisa que fazia sentido, pois, no estado, o partido estava de portas abertas, à disposição de quem chegasse para ocupá-lo. Com a morte de Quércia e a posse de Michel Temer na vice-presidência da República, ficara acéfalo e parecia uma presa fácil.

Por dois motivos, essa opção teve que ser abandonada. De um lado, requeria o endosso da direção nacional peemedebista, o que se revelou complicado. De outro, implicava alto risco de perda do cargo, pela interpretação da Justiça Eleitoral a respeito da titularidade dos mandatos. Para ela, quem sai de um partido sem uma boa razão não leva o mandato que recebeu por seu intermédio. Kassab podia se mudar para onde lhe aprouvesse, mas teria que abrir mão da prefeitura.

Havia, no entanto, uma maneira de circundar esses obstáculos. Bastava criar um novo partido e a mágica estava feita. Como os tribunais entendem que sair de um partido para fundar outro livra o eleito da perda do mandato, o caminho era esse. Que tinha, além disso, a vantagem de não exigir a aprovação de ninguém.

Por mais vantajosa que fosse, essa alternativa ainda apresentava problemas. Partido novo é partido sem cadeiras conquistadas no pleito anterior, donde sem acesso à propaganda eleitoral gratuita e aos recursos do fundo partidário. Sem ambos, incapaz de disputar competitivamente as eleições.

Como, para cada dificuldade, costuma haver um remédio, inventaram uma solução. O partido novo seria de mentira, feito somente para driblar a legislação. Antes de 2014, o novo/falso partido se fundiria a algum existente. Seria apenas uma baldeação de Kassab e dos companheiros de aventura que amealhasse, enquanto não arribassem a um partido de verdade.

Durante alguns dias, vimos Kassab à procura de um nome para sua legenda. Que foi PDB e passou a ser PSD (o que deve ter feito com que muita gente ilustre, da estirpe de Juscelino e Tancredo, se revirasse na tumba). É uma escolha tão importante quanto a da cor da gravata que ele vai usar amanhã.

Contam-se nos dedos os políticos que têm relevância pessoal e liderança para fazer o que o prefeito resolveu fazer. E ele não é um deles.

Atualmente, talvez só existam dois, um em cada campo de nossa política. Lula, caso saísse do PT, ou Aécio, caso se retirasse do PSDB, fariam diferença, cada um à sua maneira e em sua escala. Deixariam lacunas imensas nos seus partidos de origem, levando consigo gente expressiva, em número e qualidade. Mudariam o jogo político e eleitoral. Obrigariam, por exemplo, a que novos cálculos para 2014 tivessem que ser feitos.

E Kassab? A única coisa certa é que sua saída é ruim para o DEM, que vai mal das pernas e sofre mais um revés. Mas sua entrada em um novo partido e sua posterior ida para outro não querem dizer (quase) nada.

Como mostram todas as pesquisas, ele tem, hoje, uma imagem apenas sofrível na cidade que administra. Não exerce liderança política, moral ou intelectual nas oposições. Pior, não tem votos. Seu projeto de governar São Paulo esbarra em Alckmin, mais querido que qualquer antecessor e forte candidato a permanecer no Palácio dos Bandeirantes na próxima eleição.

Mas é provável que nada disso tenha importância e que Kassab esteja apenas dando suporte aos planos de Serra, de tê-lo em algum lugar em que possa (talvez) ser útil no futuro. Com o aecismo em alta no DEM, pouco a fazer na sua sucessão e sem espaço na eleição de governador, ele não tem mesmo o que perder.

Arregimentar uma tropa de políticos de menor expressão e ver no que vai dar é melhor que ficar vendo o tempo passar.

Marcos Coimbra é sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi

Conheça as primeiras frases enviadas por Twitter, e-mail e torpedo



Muitas frases iniciais são bastante modestas

O Twitter foi lançado há cinco anos, completados nesta segunda-feira, com a mensagem simples de "just setting up my twitter" (algo como "estou preparando meu twitter").

Da mesma forma, muitos avanços tecnológicos que ajudaram a moldar o mundo foram iniciados não de forma solene, mas com palavras simples.

"Tudo bem, estamos em frente aos elefantes", foram as primeiras palavras transmitidas pelo YouTube por Jawed Karim, co-fundador do site em seu vídeo inaugural de 2005.

Seis anos e bilhões de páginas visitadas depois, o YouTube se tornou parte da paisagem midiática, usados tanto por líderes globais e como por donos de animais que fazem coisas divertidas.

Se Karim soubesse o tamanho que seu negócio assumiria, talvez tivesse dado a seu vídeo um senso de ocasião melhor. Talvez não. Afinal de contas, todo fenômeno novo tem que começar de alguma forma.

E agora, para marcar os cinco anos do Twitter, as primeiras palavras de Jack Dorsey, enviadas em 21 de março de 2006, estão sendo relembradas.

Considerando que esse primeiro post levou a bilhões de outros, foi um começo bastante humilde.

Celular

Martin Cooper em 73 (esquerda) e atualmente

Tecnologias mais velhas começaram de forma parecida. Martin Cooper recebeu o crédito de ter feito a primeira ligação de um telefone celular, de uma calçada de Nova York em 3 de abril 1973.

Falando dos EUA, Cooper atualmente com 82 anos de idade lembra como fez a chamada histórica usando um protótipo Dyna-Tac quando era, aos então 45 anos de idade, o chefe de uma equipe da Motorola.

"Chamei Joel Engel, meu rival na AT&T, à época a maior companhia do mundo. Nós éramos uma pequena empresa em Chicago. Eles nos consideravam uma pulga em um elefante", disse Cooper.

"Eu disse 'Joel, aqui é o Marty. Estou ligando de um telefone celular, um verdadeiro e portátil celular'. Houve silêncio do outro lado da linha. Suspeito que ele estava rangendo os dentes", afirma.

Cooper, atual presidente da ArrayComm, disse que a conversa foi curta. Teria ele pensado muito no que dizer?

"Foi espontâneo. Falava com um repórter, tentando pensar em algo inteligente para dizer, como faço agora, quando tive a conversa", diz ele.

"A questão na época não era criar uma revolução, como acabou acontecendo, mas sim competir com a AT&T."

Ele diz que, acima de tudo, esperava que a ligação funcionasse. E depois daquela rápida troca de palavras, uma indústria global de telecomunicações floresceu junto com uma vasta gama de tecnologias que ajudam a determinar como vivemos.

Telefone

Uns cem anos antes de Cooper fazer história, Alexander Bell testava sua nova invenção, o telefone, ligando para seu assistente no quarto ao lado. "Sr. Watson, venha cá. Quero ver o senhor" foram suas primeiras palavras.

Em 1969, Neil Armstrong proferiu algumas das mais famosas e discutidas frases da história quando caminhou pela primeira vez na superfície lunar:"Este é um pequeno passo para um homem, mas um grande salto para a humanidade".

O escritor de discursos Max Atkinson diz que estas palavras estabeleceram um padrão, envelhecendo tão bem. Uma das regras de uma grande frase é ela trazer algum contraste, coisa que Armstrong fez brilhantemente.

Atkinson diz que provavelmente a Nasa teve alguma influência no que o primeiro homem na Lua iria dizer. Lançar uma empresa online é diferente e só sabemos se as ideias vão ser bem-sucedidas com o tempo.

Torpedo

O primeiro torpedo para celular foi mandado pelo engenheiro Neil Papworth, então com 22 anos, da empresa Sema, agora Airwide Solutions, em dezembro de 1992 e dizia apenas "feliz Natal".

O atual chefe de tecnologia da Airwide, Terry McCabe, diz que a frase foi corriqueira porque muitos testes anteriores haviam falhado.

"Se fosse responsável por reescrever ela atualmente, faria uma paródia da frase Armstrong: 'uma mensagem breve para um homem, um salto gigante com para a humanidade'".

Ele diz que hoje cinco bilhões de pessoas podem enviar mensagens de texto, mas na época os telefones não tinham essa capacidade. Os torpedos só se popularizaram quando foi possível mandar mensagens entre operadoras e com o surgimento dos fones pré-pagos.

McCabe diz que seria um erro pensar tanto em termos históricos e as palavras mundanas que inauguram tecnologias devem ser admiradas por serem justamente tão modestas.

O primeiro e-mail é um bom exemplo. Credita-se o engenheiro informático Ray Tomlinson por tê-lo enviado em 1971 de um computador a outro em Cambridge, Massachusetts. Se conteúdo não era importante.

"É provável que a primeira mensagem fosse algo como QWERTYUIOP ou algo do gênero", afirma McCabe.

Paul Armstrong, chefe de mídias sociais da empresa britânica Mindshare, diz que o fato de que frases iniciais de projetos deste tipo sejam despretensiosas mostram o quanto o mundo mudou.

"O mundo hoje muda muito mais rapidamente do que fazia em 1969 e no momento em que essas frases são ditas, não se sabe se elas vão ser um sucesso ou fracasso. Para cada uma que permanece, existem milhares que não atingem sucesso comercial", diz ele.

Os autores não estariam pensando em frases elegantes, mas "muito mais focados em fazer a coisa funcionar. Por isso você não vê frases muito profundas". BBC Brasil

Zangief Kid: Garoto vítima de bullying resolve reagir. E o outro lado


O nome dele é Casey Heynes, um australiano de 16 anos, alto, gordo e quieto. Esse garoto se tornou a sensação na internet depois de divulgado no Youtube um vídeo com ele reagindo a algumas agressões.

Casey foi apelidado de Zangief Kid quando ao receber socos no rosto reagiu furiosamente, levantando e jogando o seu agressor contra o chão. O magrelinho teria quebrado uma perna.

Segundo o pai do Casey, ele sofria agressões há anos e por ser uma pessoa tranqüila, não revidava.

Este garotinho valentão nunca mais vai querer agredir alguém. Pelo menos vai pensar duas vezes antes de tentar qualquer coisa contra qualquer pessoa, principalmente uma que seja maior que ele.

Em apenas semana Casey Heynes deixou de ser motivo de piada entre os colegas de escola para transformar-se em um ícone. Tudo porque reagiu de forma inesperada às provocações e agressões de um outro garoto. O vídeo caiu na rede e o garoto ficou famoso. Entretanto, pouco se sabia a respeito da história de Casey, até que uma emissora de TV decidiu entrevistá-lo.




Abaixo a entrevista do garoto que agrediu Zangief Kid, Ritchard Gale,



VÍDEO ALTERNATIVO EM CASO DO YOUTUBE TER DELETADO O SEGUNDO VÍDEO:


Entrevista com Casey Heynes o Zangief Kid! Versão Completa e Legendada! por evelryu no Videolog.tv.

Por que Lula é "o cara" e FHC é personagem da revista "Caras"

O Itamaraty convidou todos os ex-presidentes brasileiros para o almoço que será oferecido ao presidente dos EUA, Barack Obama, no sábado, em Brasília.

O presidente Lula, segundo sua assessoria, declinou do convite, entendendo que o encontro é mais apropriado aos chefes de Estado.

Lula é ciente da responsabilidade de seu papel e de sua dimensão política. Haveria um gesto carregado de simbolismo político se ele fizesse uma distinção especial ao presidente dos EUA e não fizesse o mesmo às dezenas de presidentes africanos, latino-americanos e asiáticos que visitam o Brasil.

É como aquela história que ele conta, quando era presidente e no primeiro encontro de presidentes, todos se se levantaram da cadeira quando Bush chegou, e ele não, afinal ninguém havia se levantado quando ele (Lula) havia chegado, então por que fazer um distinção especial ao presidente dos EUA? E não houve nenhum atrito nas boas relações por isso.

Voltando ao almoço do Itamaraty, se Lula fosse, compareceria como líder político, e estaria ali prestigiando não a pessoa de Obama, com quem sempre se relacionou bem pessoalmente, e sim as políticas que Obama carrega na bagagem, onde há contenciosos bilaterais e multilaterais com o Brasil em disputa.

E que sentido político haveria num encontro destes? Falar o quê, se Dilma dirá tudo o que o Brasil e ele teriam a dizer?

Só faria sentido fazer tal distinção especial, se Obama viesse ao Brasil anunciar alguma mudança de posição no protecionismo comercial, na flexibilização da posição dos EUA na rodada de Doha ou na conferência do clima; enfim, algum acordo importante para o Brasil ou para os países mais pobres, negociado ao longo do governo Lula, que estivesse sendo destravado. Fora isso, estaria apenas prestigiando indiretamente e sem querer, as posições estadunidenses nas mesas de negociação internacionais.

Já FHC fez a mala e desembarcou em Brasília ainda na sexta-feira, a tempo de ser o primeiro da fila na "boca livre".

FHC não tem esse problema, porque ele também é ciente de sua dimensão política. No caso, da pouca dimensão que tem, pelo legado sofrível que deixou do seu governo e pelo próprio correr do tempo. FHC não vai prestigiar, vai atrás de prestígio para si. Com isso, animará metade da platéia de leitores demo-tucanos do PIG com suas fotos para revista "Caras", e irritará a outra metade ao ir, mais uma vez, bajular a presidenta Dilma Rousseff.

BLOG OS AMIGOS DO PRESIDENTE LULA

Arruda diz que ajudou líderes do DEM a captar dinheiro, VEJA esondeu a informação


Em entrevista publicada ontem no site da revista “Veja”, o ex-governador José Roberto Arruda, suspeito de comandar esquema de corrupção no Distrito Federal, afirma que atendeu de “pequenos favores aos financiamentos de campanha” de integrantes da cúpula do DEM. Os democratas reagiram dizendo que irão processá-lo.
Para não ser expulso do partido, Arruda abandonou o DEM em 2010. Ele perdeu o cargo em março de 2010 depois de passar dois meses preso, acusado de coagir testemunhas da investigação.
De acordo com os advogados do ex-governador, Cristiano Maronna e Nélio Machado, a entrevista foi dada em setembro de 2010. Eles alegam que as declarações estão “fora de contexto”.
“Toda a ajuda que ele deu ao partido foi rigorosamente dentro da lei”, afirmou Cristiano Maronna.
Arruda não diz, na entrevista, se o dinheiro tinha origem ilícita ou não. E afirma que não sabe se os repasses foram declarados à Justiça Eleitoral.
À revista, o ex-governador declarou que ajudava a “nomear afilhados políticos, conseguir avião para viagens, pagar programas de TV, receber empresários”.
O presidente do DEM, José Agripino, disse que Arruda tenta se vingar dos ex-companheiros. O senador Demóstenes Torres (GO) afirmou que vai processar o ex-governador

Para não prejudicar Serra, e os demos candidatos ao Senado na eleição de 2010, a Veja só publica agora a entrevista. E só está publicando porque seria matéria em outra revista concorrente neste fim de semana. SIC seria a revista Época

Segundo o ex-governador, em entrevista à VEJA,  dinheiro da quadrilha que atuava em Brasília alimentou campanhas de ex-colegas como José Agripino Maia e Demóstenes Torres
 
José Roberto Arruda foi expulso do DEM, perdeu o mandato de governador e passou dois meses encarcerado na sede da Polícia Federal (PF), em Brasília, depois de realizada a Operação Caixa de Pandora, que descobriu uma esquema de arrecadação e distribuição de propina na capital do país. Filmado recebendo 50 mil reais de Durval Barbosa, o operador que gravou os vídeos de corrupção, Arruda admite que errou gravemente, mas pondera que nada fez de diferente da maioria dos políticos brasileiros: “Dancei a música que tocava no baile”.

Em entrevista a VEJA, o ex-governador parte para o contra-ataque contra ex-colegas de partido. Acusa-os de receber recursos da quadrilha que atuava no DF. E sugere que o dinheiro era ilegal. Entre os beneficiários estariam o atual presidente do DEM, José Agripino Maia (RN), e o líder da legenda no Senado, Demóstenes Torres (GO). A seguir, os principais trechos da entrevista: 

O senhor é corrupto?
Infelizmente, joguei o jogo da política brasileira. As empresas e os lobistas ajudam nas campanhas para terem retorno, por meio de facilidades na obtenção de contratos com o governo ou outros negócios vantajosos. Ninguém se elege pela força de suas ideias, mas pelo tamanho do bolso. É preciso de muito dinheiro para aparecer bem no programa de TV. E as campanhas se reduziram a isso.

O senhor ajudou políticos do seu ex-partido, o DEM?
Assim que veio a público o meu caso, as mesmas pessoas que me bajulavam e recebiam a minha ajuda foram à imprensa dar declarações me enxovalhando. Não quiseram nem me ouvir. Pessoas que se beneficiaram largamente do meu mandato. Grande parte dos que receberam ajuda minha comportaram-se como vestais paridas. Foram desleais comigo.

Como o senhor ajudou o partido?
Eu era o único governador do DEM. Recebia pedidos de todos os estados. Todos os pedidos eu procurei atender. E atendi dos pequenos favores aos financiamentos de campanha. Ajudei todos.

O que senhor quer dizer com “pequenos favores”?
Nomear afilhados políticos, conseguir avião para viagens, pagar programas de TV, receber empresários.

E o financiamento?
Deixo claro: todas as ajudas foram para o partido, com financiamento de campanha ou propaganda de TV. Tudo sempre feito com o aval do deputado Rodrigo Maia (então presidente do DEM).
De que modo o senhor conseguia o dinheiro?
Como governador, tinha um excelente relacionamento com os grandes empresários. Usei essa influência para ajudar meu partido, nunca em proveito próprio. Pedia ajuda a esses empresários: “Dizia: ‘Olha, você sabe que eu nunca pedi propina, mas preciso de tal favor para o partido’”. Eles sempre ajudaram. Fiz o que todas as lideranças políticas fazem. Era minha obrigação como único governador eleito do DEM.

Esse dinheiro era declarado?
Isso somente o presidente do partido pode responder. Se era oficialmente ou não, é um problema do DEM. Eu não entrava em minúcias. Não acompanhava os detalhes, não pegava em dinheiro. Encaminhava à liderança que havia feito o pedido.

Quais líderes do partido foram hipócritas no seu caso?
A maioria. Os senadores Demóstenes Torres e José Agripino Maia, por exemplo, não hesitaram em me esculhambar. Via aquilo na TV e achava engraçado: até outro dia batiam à minha porta pedindo ajuda! Em 2008, o senador Agripino veio à minha casa pedir 150 mil reais para a campanha da sua candidata à prefeitura de Natal, Micarla de Sousa (PV). Eu ajudei, e até a Micarla veio aqui me agradecer depois de eleita. O senador Demóstenes me procurou certa vez, pedindo que eu contratasse no governo uma empresa de cobrança de contas atrasadas. O deputado Ronaldo Caiado, outro que foi implacável comigo, levou-me um empresário do setor de transportes, que queria conseguir linhas em Brasília.

O senhor ajudou mais algum deputado?
O próprio Rodrigo Maia, claro. Consegui recursos para a candidata à prefeita dele e do Cesar Maia no Rio, em 2008. Também obtive doações para a candidatura de ACM Neto à prefeitura de Salvador.

Mais algum?
Foram muitos, não me lembro de cabeça. Os que eu não ajudei, o Kassab (prefeito de São Paulo, também do DEM) ajudou. É assim que funciona. Esse é o problema da lógica financeira das campanhas, que afeta todos os políticos, sejam honestos ou não.

Por exemplo?
Ajudei dois dos políticos mais decentes que conheço. No final de 2009, fui convidado para um jantar na casa do senador Marco Maciel. Estávamos eu, o ex-ministro da Fazenda Gustavo Krause e o Kassab. Krause explicou que, para fazer a pré-campanha de Marco Maciel, era preciso 150 mil reais por mês. Eu e Kassab, portanto, nos comprometemos a conseguir, cada um, 75 mil reais por mês. Alguém duvida da honestidade do Marco Maciel? Claro que não. Mas ele precisa se eleger. O senador Cristovam Buarque, do PDT, que eu conheço há décadas, um dos homens mais honestos do Brasil, saiu de sua campanha presidencial, em 2006, com dívidas enormes. Ele pediu e eu ajudei.

Então o senhor também ajudou políticos de outros partidos?
Claro. Por amizade e laços antigos, como no caso do PSDB, partido no qual fui líder do Congresso no governo FHC, e por conveniências regionais, como no caso do PT de Goiás, que me apoiava no entorno de Brasília. No caso do PSDB, a ajuda também foi nacional. Ajudei o PSDB sempre que o senador Sérgio Guerra, presidente do partido, me pediu. E também por meio de Eduardo Jorge, com quem tenho boas relações. Fazia de coração, com a melhor das intenções.


Blog da Bethânia é odara


A cultura brasileira deve muito aos baianos. E eles fazem questão de cobrar. Portanto, vamos parar de mesquinharia com a Maria Bethânia. Não adianta nada mesmo.

A cantora, cansada de ser aplaudida por sua voz maravilhosa, resolveu testar sua capacidade de despertar ódio e vaias. Porreta. Só para contrariar, tem meu apoio.

Que mal há em receber autorização do Ministério da Cultura para captar R$ 1,3 milhão destinado à criação de um blog pessoal? Isso é trocado, mixaria perto do que Caetano, Gil e Gal já embolsaram de incentivos fiscais.

E podia ser pior. E se o dinheiro fosse para um show do Timbalada? Ou Claudia Leitte? Ivete, então? E o Psirico, que medo! Ninguém pensa nisso!? É preciso ter muito cuidado com dinheiro público.

Implicância da oposição, preconceito contra nordestinos, coisa de sulista mal amado. Só pode. Um blog é algo inofensivo, imóvel, quietinho, jóia rara. É pro mundo ficar odara. Antes isso.

E outra: o MinC liberar a bufunfa não significa que vai aparecer alguma Odebrecht para patrocinar. Não é assim. É lento, demora, dá preguiça. E a Petrobras também vai querer brigar pelo direito de explorar em profundidade essa opção.

Nossa abelha-rainha da MPB merece respeito, carinho, consideração. É uma senhora. O que ela precisa é se benzer contra essa gente invejosa, que bota olho gordo no sucesso alheio. Eparrei!

Se precisar, eu ajudo a fazer uma vaquinha. Passo o chapéu, de boa. Não quero que os nossos gênios baianos fiquem chateados. Imagina que perigo, se Caê resolve entrar na briga?

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