• Imagen 1 STEVE JOBS, AS COISAS QUE NINGUÉM DIZ
    Quão honestamente a sua vida é avaliada.

Apelo ao guru


Coordenadora de internet da campanha de José Serra à Presidência, Soninha Francine decidiu apelar, pelo twitter, a Ravi Singh, o guru indiano da que teve uma passagem relâmpago pela campanha tucana:

- Nos mande suas boas vibraçoes! - pediu a ex-vereadora.

Singh, que trabalhou durante um mês ao lado de Soninha, garantiu que mandará sua good vibe e colocou a ex-colega pra cima:

- Lembre-se de que você fez tudo o que pode!   PoderOnLine

Os derrotados da eleição


A guerra acabou. Dilma Rousseff é presidente do Brasil. Para chegar até aqui, teve que enfrentar uma das batalhas mais violentas da história da República. E venceu.

Derrotou não só seu adversário, José Serra, mas também um exército implacável, cruel e muito poderoso: os principais grupos de comunicação do país. Estes são os grandes derrotados nesse dia de glória para a democracia.

Os milhões de votos recebidos pela candidata petista são a prova gigantesca de que os brasileiros nunca mais se deixarão ser manipulados. Nem permitirão ser tratados como gente ignorante. O povo, definitivamente, não é bobo.

Durante meses, houve um bombardeio incessante de manchetes, chamadas, apelos, boatos e factoides. Um massacre impiedoso, orquestrado. Em fiapos de verdade, urdiram uma rede de mentiras e preconceitos.

Não bastou ser atacada durante o horário eleitoral gratuito. Isso faz parte do jogo. Infame foi ser fustigada diariamente pela propaganda política voluntária dos barões da mídia.

Dilma Rousseff e milhões de brasileiros enfrentaram o maior jornal do país, a Folha de S.Paulo. E a maior emissora de TV, a Globo. A revista de maior tiragem, a Veja. Nessa tropa de choque incansável também perfilam os jornais O Estado de S.Paulo e O Globo. Turma da pesada.

Nos próximos dias, sempre às 10h e às 16h, vamos usar este espaço para detalhar a forma como esses derrotados agiram do alto de seus palanques. Como pisotearam a liberdade de imprensa.

Cada um com seus soldados. Ou capangas. Tanto poder para quê? Tanta arrogância, fulminada pela força das urnas. Os que escrevem e entrevistam e ditam editoriais ficaram mudos. Quem manda, senhores do universo, é quem lê, quem ouve, quem vê. Os vitoriosos. Deste Brasil.

O Provocador

Dilma é eleita a primeira mulher presidente do Brasil



Dilma Rousseff (PT) é a primeira mulher presidente do Brasil, segundo o Datafolha.

Com 80,66% dos votos apurados, a candidata petista alcançou até o momento 54,22% dos votos válidos e tem 44,2 milhões de votos. O tucano José Serra tem 37,4 milhões, com 45,78%

A abstenção gira em torno de 20,9%.

O eleitorado brasileiro é de 135 milhões de pessoas.

CANDIDATURA

Ex-ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, Dilma foi alçada já em 2008 à condição de candidata pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que começou então a dar as primeiras indicações de que gostaria de ver uma mulher ocupando o posto mais importante da República.

Em 31 de março deste ano, Dilma deixou a Casa Civil para entrar na pré-campanha.

Cresceu nas pesquisas e chegou a ter mais de 50% dos votos válidos em todas elas, mas começou a oscilar negativamente dias antes do primeiro turno, após a revelação dos escândalos de corrupção na Casa Civil e da entrada do tema do aborto na campanha.

Logo no primeiro debate do segundo turno, reagiu aos ataques que vinha sofrendo e contra-atacou Serra. A partir daquele momento, a diferença entre os dois candidatos nas pesquisas parou de cair.

Dilma se torna neste domingo o 40º presidente da República brasileira.

NOME FORTE

Dilma tornou-se um nome forte para disputar o cargo ao assumir o posto de ministra-chefe da Casa Civil, em junho de 2005, após a queda de José Dirceu no escândalo do mensalão.

No comando da Casa Civil, Dilma travou uma intensa disputa com o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, por causa da política econômica do governo. Enquanto ele defendia aperto fiscal, ela pregava aceleração nos gastos e queda nos juros.

Dilma acabou assistindo à queda de Palocci, em março de 2006, devido à quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa.

Com a reeleição de Lula e sem grandes rivais à altura no PT, Dilma tornou-se, depois do presidente, o grande nome do governo.

Apesar do poder acumulado e do protagonismo que passou a exercer ao lado de Lula, até outubro de 2007 Dilma negava que seria candidata.

MINAS E ENERGIA

Sua atuação à frente do Ministério de Minas e Energia rendera-lhe a simpatia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que enxergou na subordinada, de perfil discreto e trabalhador, a substituta ideal para o posto de Dirceu.

Ela foi indicada para o ministério logo após Lula se tornar presidente, em 2002. No comando da pasta, anunciou novas regras para o setor elétrico além de lançar o programa Luz para Todos --uma das bandeiras de sua candidatura.

O novo marco regulatório para o setor elétrico --lançado em 2004-- foi considerado a primeira iniciativa do governo Lula, na área de infra-estrutura, de romper com os padrões do governo FHC, marcado pelo "apagão" de 2001.

A principal característica do novo marco foi o aumento do poder do Estado em detrimento da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

ORIGEM

O pai de Dilma, Pedro Rousseff, veio para a América Latina na década de 30 do século passado. Viúvo, deixara um filho, Luben, na Bulgária. Passou por Salvador, Buenos Aires e acabou se instalando em São Paulo. Fez negócios na construção civil e com empreitadas para grandes empresas, como a Mannesmann.

Já estava havia cerca de dez anos no Brasil quando, numa viagem a Uberaba, conheceu a professora primária Dilma Jane Silva, nascida em Friburgo (RJ), mas radicada em solo mineiro. Casaram-se e tiveram três filhos. Igor nasceu em janeiro de 1947, Dilma, em dezembro do mesmo ano, e Zana, em 1951. A família escolheu Belo Horizonte para morar.

Levavam uma vida confortável. Passavam férias no Espírito Santo ou no Rio. Às vezes, viajavam de avião. Não era uma clássica família tradicional mineira. Os filhos não precisavam ter uma religião. Escolhiam uma fé se assim desejassem. O pai frequentava cassinos, gostava de fumar e beber socialmente.

Quando morreu, em 1962, Pedro deixou a família numa situação tranquila. Cerca de 15 bons imóveis garantem renda para a viúva Dilma Jane até hoje. Um dos apartamentos fica no centro de Belo Horizonte.

Dilma deve ser escolhida hoje 1ª mulher presidente

 
PETISTA CHEGA À VÉSPERA DA ELEIÇÃO À FRENTE EM QUATRO DAS CINCO REGIÕES, COM EXCEÇÃO DO SUL, E REVERTE A VANTAGEM DO 

RIVAL ENTRE EVANGÉLICOS
TUCANO OSCILA UM PONTO PARA CIMA DENTRO DA MARGEM DE ERRO, APARECE À FRENTE ENTRE ELEITORES DE NÍVEL SUPERIOR, MAS NÃO AVANÇA NO NORDESTE

Folha S.Paulo

A candidata do PT Dilma Vana Rousseff, 62, deve ser eleita hoje a primeira mulher presidente do Brasil, aponta pesquisa Datafolha realizada sexta-feira e ontem em 257 cidades de todo o país, com 6.554 eleitores. Dilma tem 55% dos votos válidos, contra 45% registrados por José Serra, 68, que concorre ao cargo pela segunda vez pelo PSDB.
Caso se confirme a previsão, Dilma, ungida candidata por escolha pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva -que chega à reta final com aprovação recorde de 83%-, será a 40ª presidente da história do país.

Assunto tabu no comitê petista, a "bolsa de ministeriáveis" tem alguns cotados para assumir postos-chave no novo governo, como o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci Filho, que pode comandar a transição.

Em uma campanha marcada pela troca de acusações, por escândalos -como o tráfico de influência na Casa Civil e a quebra de sigilo fiscal de dirigentes tucanos- e pela discussão de temas religiosos, como aborto, Dilma e Serra se despediram em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.

Apesar da provável vitória de Dilma, com o resultado dos oito Estados que ainda não escolheram governadores e do Distrito Federal, a oposição deve sair da eleição administrando metade do eleitorado do Brasil.

Agora até o Papa dá palpite na eleição

O Brasil é um Estado laico e mantem relações diplomáticas com o Estado do Vaticano. Com que direito Sua Santidade vem meter o bedelho em questões internas de um país às vésperas das eleições presidenciais? Já não basta o papel impróprio e deprimente exercido por alguns dos seus bispos que, com esta falsa questão do aborto, transformaram seus altares em palanques contra uma candidatura e a favor de outra, distribuindo panfletos políticos em lugar de homilias?

Balaio do Kotscho

Só faltava ele! Pois ao abrir a capa (alguns preferem chamar de home page) do portal Estadão.com, a 72 horas das eleições presidenciais, tomo um susto ao ler a manchete: “Papa condena aborto e pede a bispos que orientem politicamente fíéis”.

Diz a nota que “em reunião em Roma na manhã desta quinta-feira, 28, o papa Bento XVI conclamou um grupo de bispos brasileiros a orientar politicamente fiéis católicos. Sem citar especificamente as eleições de domingo, o Papa reforçou a posição da Igreja a respeito do aborto e recomendou a defesa de símbolos religiosos em ambientes públicos”.

Além de condenar o aborto, como se alguém pudesse ser a favor do aborto, embora muitos defendam a sua descriminilização, o papa também cobrou o ensino religoso nas escolas públicas e defendeu a luta pela manutenção dos símbolos religosos, citando o monumento do Cristo Redentor no Rio, como se eles estivessem ameaçados.

O Brasil é um Estado laico e mantem relações diplomáticas com o Estado do Vaticano. Com que direito Sua Santidade vem meter o bedelho em questões internas de um país às vésperas das eleições presidenciais? Já não basta o papel impróprio e deprimente exercido por alguns dos seus bispos que, com esta falsa questão do aborto, transformaram seus altares em palanques contra uma candidatura e a favor de outra, distribuindo panfletos políticos em lugar de homilias?

Toda Mídia - "Oil power?"

Destaque na Folha.com e em despachos da Reuters e da Bloomberg, "Petrobras encontra grande depósito de petróleo no Nordeste", no campo de Barra. A Bloomberg produziu uma segunda reportagem sobre a "nova fronteira de exploração", ouvindo fundos de Nova York, com a avaliação de que "para onde eles vão as descobertas mostram mais potencial" e agora "a questão é o capital para desenvolver".





 

Ontem também, em post no "Wall Street Journal", com Agência Estado, "Petrobras deve produzir 50.000 barris por dia em Tupi" em 2011. Em 2012, 100.000, despachou a Reuters, destacando o envio de uma nova plataforma para exploração.
E no agregador Real Clear Politics, com GlobalPost, "O Brasil é a próxima potência petrolífera?". O texto de Erik German diz que o "passaporte para futuro" prometido por Lula, quando da descoberta do pré-sal, "chega em parte na quinta-feira, quando a Petrobras começa a produção comercial de Tupi".

Boatos Anteontem, em "tweet" de jornalista, "Corram para comprar ações da Boatobras. Vão explodir com o novo Datafolha". Em notícia do Infomoney no Yahoo Notícias, "segundo Julio Hegedus, economista chefe da Interbolsa, o movimento" de alta nas ações da Petrobras "sente influência da pesquisa Datafolha, que deve indicar que a distância entre Dilma e Serra recuou de 12 para algo entre cinco e seis pontos". Como se sabe, ela continuou em 12. Também anteontem, "corre especulação de que, caso Dilma confirme vitória, Henrique Meirelles pode assumir a estatal", daí a alta. Redescoberta Fim do dia, o "WSJ" creditou a alta à "redescoberta" da Petrobras, passada a capitalização.
Farpas Na manchete de "O Globo", "Governo cria superavit falso". Logo abaixo, "Analistas criticam uso da capitalização da Petrobras em artifício contábil". No "Estado de S. Paulo", "Armínio Fraga e José Sérgio Gabrielli trocam farpas sobre capitalização da Petrobras". O dono do fundo Gávea, cotado para ministro de José Serra, questionou o modelo usado. "Não dá para tapar o Sol com a peneira, ficou um mal-estar generalizado" nos investidores, atacou Fraga. "Se a Gávea, que está sendo vendida ao JPMorgan, não comprou [ações da Petrobras], o problema é dela", reagiu Gabrielli.
Ao máximo "Serra pretende explorar ao máximo o tema Petrobras no debate", postou o Radar.

//"DOLOR"

Os argentinos "Clarín" e "La Nación" noticiaram a morte de Néstor Kirchner sem sinal do conflito que havia com o ex-presidente. Nos respectivos destaques, com as páginas iniciais tomadas por fotos de apelo dramático, "Um país em comoção" e "Consternação". No "Página/12", próximo de Kirchner, só "Dor".
Os sites ressaltaram a reação pública de Lula no Brasil, "Clarín" e "Página/12" com foto na home, e as mensagens de Barack Obama e Hugo Chávez.

//"WAR ON DRUGS", O FIM?

Na cobertura do plebiscito sobre a liberação da maconha na Califórnia, "New York Times" e "Los Angeles Times" destacam a revolta dos presidentes Felipe Calderón, do México, e Juan Manuel Santos, da Colômbia, "na linha de frente da guerra às drogas".
Calderón vê "terrível inconsistência": "Eles exerceram pressão e cobraram por décadas de México e outros o combate ao tráfico, e não há esforço para reduzir consumo nos EUA". De Santos: "Como é que vou dizer a um fazendeiro que se plantar maconha vou pô-lo na cadeia, quando no Estado mais rico dos EUA é legal produzir, traficar e consumir o produto?".
A organização Inter-American Dialogue, de Washington, avisa que a liberação "teria implicações muito importantes nas relações hemisféricas".

wsj.com

No "WSJ", a foto que ilustra o artigo "Por que eu apoio a maconha legal"

//SOROS PATROCINA

O investidor e financiador democrata George Soros defendeu no "Wall Street Journal" a aprovação da liberação no plebiscito. Cita FHC e os ex-presidentes Ernesto Zedillo (México) e César Gaviria (Colômbia). Segundo o "LAT", ele também investiu US$ 1 milhão na campanha para aprovar a liberação na Califórnia, na votação de terça-feira, junto com as eleições

A última cruzada tucana

No auge do desespero, o autor do texto deixa transparecer seu caráter doentio ao se referir a Dilma como “perereca assassina e terrorista”. É essa gente que se coloca como alternativa a um governo popular que tirou o Brasil do buraco.



Leandro Fortes, CARTACAPITAL

O conteúdo abaixo caiu na minha caixa de spam, hoje de manhã, enviado por um certo Rodrigo Roni, certamente um dos muitos brucutus de internet a serviço da campanha de José Serra. Normalmente, apago da minha caixa de mensagem de e-mails correntes de quaisquer naturezas, pela óbvia razão de serem escritas e disseminadas por fanáticos religiosos, militantes políticos extremistas e idiotas em geral. Esta, contudo, embora não fuja à regra, é bastante emblemática sobre o desespero de certa porção da classe média em relação à perspectiva da vitória de Dilma Rousseff e da continuidade dos programas sociais do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se de um panfleto anti-petista por excelência, recheado de preconceitos e ofensas amarguradas, um último apelo à insensatez em nome da preservação dos piores e mais mesquinhos valores dessa parcela da sociedade brasileira que caminha, felizmente, para a extinção.

Para garantir votos ao tucano José Serra, a corrente estabelece uma fórmula baseada, explicitamente, nas relações da Casa Grande com a Senzala. Ensina ao patrão e à dona-de-casa de classe média como convencer empregadas domésticas, porteiros, motoristas, ascensoristas e empregados em geral do perigo que representará a eleição de Dilma. Reparem que as recomendações são para os empregados de dentistas, advogados, clientes, nunca para os dentistas, advogados e clientes, desde já colocados como pessoas de primeira categoria, portanto, imunes ao discurso patético de persuasão apregoado pelo panfleto. Há, ainda, o risível apelo a ser feito “ao atendente da sauna, da academia, da escola de natação, da escola de inglês das crianças”.

É quinta-feira..

Os donos da democracia -México(I)

Onde você estava em 1964?


As famílias Frias, Mesquita, Marinho, entre outras, participaram ativamente, no momento mais determinante da história brasileira, do lado da ditadura e não na defesa da democracia. Acobertaram a repressão, seja publicando as versões mentirosas da ditadura sobre a prisão, a tortura, o assassinato dos opositores, como também – no caso da FSP -, emprestando carros da empresa para acobertar ações criminais os órgãos repressivos da ditadura.


Emir Sader

Há momentos na história de cada país que são definidores de quem é quem, da natureza de cada partido, de cada força social, de cada indivíduo. Há governos em relação aos quais se pode divergir pela esquerda ou pela direita, conforme o ponto de vista de cada um. Acontecia isso com governos como os do Getúlio, do JK, do Jango, criticado tanto pela direita – com enfoques liberais ou diretamente fascistas – e pela esquerda – por setores marxistas.

Mas há governos que, pela clareza de sua ação, não permitem essas nuances, que definem os rumos da história futura de um país. Foi assim com o nazismo na Alemanha, com o fascismo na Itália, com o franquismo na Espanha, com o salazarismo em Portugal, com a ocupação e o governo de Vichy na França, entre outros exemplos.

No caso do Brasil e de outros países latinoamericanos, esse momento foi o golpe militar e a instauração da ditadura militar em 1964. Diante da mobilização golpista dos anos prévios a 1964, da instauração da ditadura e da colocação em prática das suas políticas, não havia ambigüidade possível, nem a favor, nem contra. Tanto assim que praticamente todas as entidades empresariais, todos os partidos da direita, praticamente todos os órgãos da mídia – com exceção da Última Hora – pregavam o golpe, participando e promovendo o clima de desestabilização que levou à intervenção brutal das FAA, que rompeu com a democracia – em nome da defesa da democracia, como sempre -, apoiaram a instauração do regime de terror no Brasil.

TODA MÍDIA - Um novo ator global


foreignaffairs.com

A edição de novembro/ dezembro da revista do Council on Foreign Relations publica quatro ensaios sobre as "Potências essenciais", como descreve China, Rússia, Turquia e Brasil

A nova "Foreign Affairs" se volta para "O mundo à frente", com a secretária de Estado, Hillary Clinton, escrevendo que ele hoje "é uma prova de desafios para a liderança americana", em frentes que "demandam soluções coletivas, ao mesmo tempo em que o poder no mundo se torna mais difuso".
Sob o título "Um novo ator global", Julia Sweig escreve que "o Brasil mudou seu papel para uma marca global", em ascensão que "coincide com o declínio dos EUA na América Latina". Mas "as tentativas de exercer influência sobre ampla gama de questões internacionais podem diluir a legitimidade de seus esforços". E "o desafio é não deixar uma imagem exagerada de si mesmo tirar seu foco". Para tanto, "o próximo governo tem a chance de não se deixar levar pela busca ilusória de ser uma potência global e saborear seu lugar bem estabelecido à mesa".

O império continua
Joseph Nye, de Harvard, escreve na "FA" que os EUA devem recusar "metáforas enganadoras" de declínio. Diz que nações não são seres humanos e cita a longevidade de Roma. Questiona as "previsões da moda" que veem "China, Índia ou Brasil ultrapassando os EUA".

O pós-guerra também
Stewart Patrick, do CFR, escreve que o "grande desafio" para os EUA será "integrar as potências emergentes nas instituições globais", citando Brasil, China e Índia, cujo "crescimento dramático está testando as fundações institucionais da ordem liberal pós-Segunda Guerra".

BILHÕES E MAIS BILHÕES
No alto das buscas no Google News, "Investimento chinês voa no Brasil". Ouvindo Charles Tang, que dirige a Câmara de Comércio Brasil-China, a AFP diz que os recursos devem saltar de "menos de US$ 400 milhões" em 2009 para US$ 30 bilhões em 2010.
Já o "Financial Times" noticiou que o banco americano "JPMorgan está perto de um acordo com fundo de US$ 6 bilhões do Brasil". Por aqui, as cifras citadas para a compra do controle do Gávea são menores. O "FT" sublinha que o JPMorgan segue a trilha de outros entraram no país, listando UBS, Blackstone, Carlyle, Warburg Pincus, Advent e Southern Cross.

thesun.co.uk

"Por que todos nós amaríamos uma brasileira... economia brasileira, quer dizer"

UMA BRASILEIRA
Abrindo reportagem do tabloide "The Sun", de Rupert Murdoch, "O Brasil é famoso por praias impressionantes, Carnaval e seus grandes jogadores de futebol. Mas agora o mundo está ficando maluco por algo mais -sua economia".
Ouve investidores da City londrina, elogia Lula, mas sublinha que "muito da transformação do Brasil se deve à ascensão da China". E agora "tem o petróleo". Fecha citando os "20 milhões tirados da pobreza", mas opinando que "o sucessor de Lula deve reduzir a influência do Estado".
Dias atrás, Murdoch havia elogiado Lula, que descreveu como um discípulo de Margaret Thatcher.

SERRA, "A MELHOR OPÇÃO"
A exemplo da "Economist", que é do mesmo grupo Pearson, o londrino "FT" publica hoje editorial em apoio à eleição de José Serra, sob o título "A angustiante eleição do Brasil". Lamenta que a campanha tenha ficado "desagradável" no segundo turno, com violência dos dois lados. Diz que o tucano e a petista são "notavelmente similares", mas anota a diferença de que Serra é um "falcão fiscal" e a adversária "favorece um Estado maior".
Citando as pesquisas, diz que a vitória de Dilma "é provável", podendo levar Lula a "uma presidência paralela, como a de Putin na Rússia". Daí o apoio a Serra, "a melhor opção, nem que seja só para interromper essa relação com o poder

Socuerro! O Aécio me ligou

  JOSÉ SIMÃO



E o polvo Paul morreu pra não ter que escolher entre a Dilma e o Serra. Preferiu a morte! Rarará!


BUEMBA! BUEMBA! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Twitter do dia: "Morreu o polvo Paul". O perito Molina vai dizer que foi suicídio. Rarará! Polvo Paul morreu pra não ter que escolher entre Dilma e Serra. Preferiu a morte! Rarará!
E o DEBATEBOCA na Record? Quem ganhou o debate? Quem foi dormir mais cedo. E a Dilma de amarelo? Tava parecendo um pudim de maracujá! De gaveta! E o Serra tava como sempre: pastor evangélico. E o cabeção da Dilma boneco de Olinda? Um amigo me disse que, em "Tropa de Elite", deviam subir os morros usando a cabeça da Dilma como escudo, blindagem nível três. Aguenta até Magnum 45. E um outro amigo me disse que o Serra no debate tava mais gelado que fiofó de foca. Rarará!
E debate na Record é bom porque você pode reclamar pro Bispo! Debateram um no outro: Pitt Búlgara X Vampiro Rotweiller! Se eu fosse o Celso Freitas, eu gritava: "Quem for mais ético COSPE AQUI". Rarará! Pingue-pongue de acusações: Erenice, Paulo Preto. A Erenice é aquele dragão da Casa Civil de mãe joana. Indiciada por formação de família!
E Paulo Preto foi diretor da Dersa responsável pelas obras do ROUBOANEL! Cada um com o seu ladrão. E a vida continua! E o Serra falou que o apelido Paulo Preto é racismo. Então agora é Paulo Afrodescendente?! Rarará! Preto não é racismo porque o Gil botou o nome da filha dele de Preta Gil! Pronto! Debate encerrado. Por isso que eu sempre digo: prefiro me trancar no banheiro e DEBATER UMA! Rarará!
Buemba 2! "PSDB dispara 5 milhões de ligações com o Aécio pedindo voto pro Serra." Socuerro. Já imaginou você vendo um filme incrível ou transando e aí toca o telefone: "Aqui é o Aécio". Então eu quero uma dúzia de pão de queijo e um pacote turístico pra Ouro Preto. Pra ver as obras do Aleijadérrimo. Rarará!
E o samba do Aécio: "O Aécio me ligou/ ele mora em Beagá/ num atendemo porque não tinha ninguém/ o Aécio ficou com uma baita duma réiva/ da outra vez não liga mais". Rarará! E o Aécio na carreata do Serra? Ele foi sequestrado ou estava de mau humor mesmo?
E hoje Corinthians X Flamengo. O Lula não tá preocupado com ataque na Dilmão. Tá preocupado com o ataque do Timão. E o Ronalducho tá sempre impedido. A barriga chega antes. Rarará! Nóis sofre, mas nóis goza!
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!

Respiração, Angústia e Renascimento

Do livro: Respiração, Angústia e Renascimento.

Nenhuma constituição
E nenhuma revolução
Jamais pensaram em garantir, para os homens,
O Direito de RespirarNenhum direito mais necessário,
pois vivemos o tempo todo nos sufocando uns aos outros.

Você me sufoca:
- Sempre que não posso dizer para você o que faço,
o que sinto e
o que penso.
- Sempre que preciso controlar minha voz e meus gestos,
para que você não perceba minhas intenções.
- Sempre que me ponho a justificar o que faço
frente a meu Juiz interior – que é você.
- Sempre que reprimo meus desejos
porque todos vigiam a todos, para que ninguém faça
o que todos gostariam de fazer
o que seria bom que todos fizessem.

amar, cantar e dançar…

Minha vingança é fazer o mesmo com você.
Por isso digo que vivemos todos nos sufocando,
e que jamais se pensou em garantir para todos, o direito
de respirar.
Nós nos negamos o mais fundamental dos direitos –
o de viver.
Por isso vivemos sufocados – angustiados – infelizes.
É preciso renascer – e é possível renascer.

Quarta-feira em clima de eleição presidencial

Para banqueiro, reforma trabalhista é desnecessária

Enquanto parte significativa do mercado, economistas e colunistas defendem uma reforma trabalhista que desonere o empregador e crie mais alternativas para o crescimento econômico, Roberto Setúbal, um dos homens mais ricos do país e dono de uma das maiores empresas do mundo está dizendo que isso não é necessário.

Blog do Sakamoto

“Imagina uma reforma trabalhista? O Brasil iria parar para discussões intermináveis que, ao final, poderiam nem alterar tanto as coisas.”

A frase não saiu de nenhum sindicalista maluco irresponsável, juiz do Trabalho esquerdista irresponsável, político comunista irresponsável, mas de Roberto Setúbal, presidente do Itaú Unibanco, maior banco privado do país. A avaliação, registrada pelo jornal Valor Econômico de hoje (para assinantes), ainda afirma que as reformas trabalhista, tributária e política não são essenciais para o país crescer pelos próximos anos e, com pequenas alterações, é possível manter um ritmo anual de 7% de aumento do PIB. As declarações foram dadas em seminário da Fletcher School, na sede da Fecomércio, na capital paulista. Outros participantes não concordaram, é claro, com as declarações de Setúbal, mas vou me ater a ela por conta de ele ser quem é.

De guerra em guerra, escalada da intolerância


De fato, os sete minutos produzidos pelo Jornal Nacional na semana passada para provar que o candidato José Serra foi duramente alvejado por manifestantes do PT, no Rio de Janeiro, ao contrário do que mostraram as imagens do SBT, deverão constar no futuro de qualquer antologia de jornalismo de ficção.



Da guerra santa à guerra suja, a campanha presidencial de 2010, que entra hoje em sua última semana, graças a Deus!, registrou uma inédita escalada de intolerância. Jogaram nos ventiladores da velha mídia e da jovem internet todos os preconceitos, ódios, medos, calúnias, mentiras, baixarias, tudo o que o ser humano pode produzir de pior.

Ainda bem que agora falta pouco. A cada dia, lendo o noticiário do jornal no café da manhã, meu estômago foi ficando mais embrulhado e teve dia em que nem me deu ânimo de escrever nada. Tentei mudar de assunto, falar sobre futebol e até do Mickey, mas não adianta. Parece que as pessoas não estão mais nem lendo o que os outros escrevem.

De nada adiantaram meus reiterados apelos para que os leitores se ativessem em seus comentários ao assunto tratado no post, evitassem agressões e ofensas, não usassem o espaço para fazer propaganda eleitoral nem escrevessem suas mensagens só com letras maiúsculas, em caixa alta, como se quisessem gritar suas verdades.

Veja vs. IstoÉ

Genéricos e outros mistérios

Considero eminentemente pífia a atuação de Serra no Ministério da Saúde; seus genéricos pouco têm a ver com aqueles que planejamos


ROGÉRIO CEZAR DE CERQUEIRA LEITE, Folha de S.Paulo



Como consequência da Guerra das Malvinas, quando a Argentina, por ter abdicado da produção própria de fármacos, ficou desabastecida de medicamentos, o governo militar brasileiro aprovou um programa, por mim proposto, de desenvolvimento dos princípios ativos (fármacos) dos 350 remédios constituintes da farmácia básica nacional.


Estimava-se que, em dez anos, seria possível desenvolver, por engenharia reversa, pelo menos 90% desses produtos. De fato, em pouco mais de três anos, cerca de 80 processos já haviam sido desenvolvidos e 20 produtos já estavam sendo produzidos e comercializados por empresas brasileiras.

O sucesso inicial desse projeto permitiu que fosse iniciada por mim, nesta Folha, uma campanha de esclarecimento sobre medicamentos genéricos, o que não teria sentido sem a produção própria de fármacos.

Mudança de comando na Globo


Os estragos causados pelo episódio da bolinha de papel atirada contra o candidato José FHC Serra são de grande monta na REDE GLOBO. A reação indignada de alguns jornalistas, em São Paulo principalmente, a preocupação com o bombardeio e desafios de outras redes em torno do noticiário do JORNAL NACIONAL sobre o episódio, tudo isso e muitos fatos outros, estão levando a direção geral do grupo a avaliar se promovem Ali Kamel para cima e afastam o todo poderoso do departamento de jornalismo, ou se simplesmente entram num acordo e Kamel vai cantar noutra freguesia.



A bolinha de papel não se desmanchou na água e acabou sendo a gota que faz transbordar.

A decisão será tomada após as eleições. Carlos Augusto Montenegro, diretor presidente do IBOPE, aumentou as preocupações do comando do grupo ao levar a informação que a bolinha de papel terá custado alguns pontos preciosos a José FHC Serra nas intenções de votos e Dilma teria hoje algo em torno de 16% de vantagem sobre o tucano.

O temor da GLOBO não está no fato do JORNAL NACIONAL ter apresentado um parecer forjado em torno do incidente envolvendo José FHC Serra. A mentira é intrínseca ao grupo. Mas no risco de crescimento das redes concorrentes. A RECORDE a mais próxima nos números de audiência e no que isso pode representar a curto, médio ou longo prazo para o “esquema”

O império de Roberto Marinho, pela primeira vez, parece estar sentindo o golpe, se vendo nas cordas e apostando fichas numa improvável eleição de José FHC Serra, mesmo assim, a um preço alto demais.

Já se irritou com as tomadas novas?

Se o amigo internauta comprou algum aparelho eletrônico ou eletrodoméstico este ano deve ter ficado tão furioso quanto eu. A maldita tomada com o novo padrão brasileiro começou a atormentar nosso dia a dia.

O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial ficou com inveja do Congresso e decidiu ferrar com nossas vidas pacíficas. Trocaram o que estava normal por algo insuportavelmente pior.

Se parassem qualquer um de nós na rua, teríamos a resposta mais lógica e econômica. Precisa universalizar nosso modelo de plugue? Claro, boa ideia. Qual a melhor solução? Escolher algum dos modelos que já existem, que tal? O americano, por exemplo. Ou o europeu. Tanto faz.

Mas não. Os caras, óbvio, conseguiram achar uma proposta que desagradasse a todos. Criaram um padrão novo, que só existe no Brasil! Não são uns cretinos?

Só pode ter rolado alguma falcatrua. Alguém vai ganhar muito dinheiro trocando todas as tomadas de todos os lares brasileiros. São 40 milhões de domicílios com eletricidade no Brasil!

Já há um projeto de lei para acabar com essa norma de jerico. E ações do Ministério Público contra essa jumentice. Quem sabe daqui dez anos cheguem a alguma conclusão. Burra, claro.

Vai ser muito irritante, não duvidem. Havia decidido que era preferível enriquecer os fabricantes de adaptadores. Mas eles colocaram no mercado uns trecos bem vagabundos. Quebram, entortam, um horror.

Portanto, estamos cercados. Dá vontade de enfiar o dedo numa tomada velha e tomar choque pra ver se passa a raiva. Mas não façam isso! Já tentei. Não funciona.

O Provocador

Terça-feira, 26.10.2010

Um passo para a lei


O projeto de lei do mensaleiro mineiro:  Censura na Internet.

“Essa é uma mudança grave para pior”, critica Paulo Rená, que foi um dos responsáveis pelo Marco Civil da Internet quando trabalhou no Ministério da Justiça e autor de um mestrado sobre o acesso à internet como direito no Brasil. “O projeto segue a linha da criminalização do uso da internet. A tecnologia é tratada como se fosse uma fonte de riscos para a sociedade”, diz ele. “Basta um pedido para que os prestadores de serviço fiquem com a atribuição de vigiar seus clientes.”

Ela fez muito barulho nos últimos dois anos, mas passou quase despercebida em 2010. A Lei sobre Crimes de Informática (PL 84/99), também conhecida como Lei Azeredo ou “AI-5 Digital”, esteve tramitando na Câmara – e acaba de receber o segundo parecer favorável dos deputados. Ela já passou pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e acaba de ser aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Falta pouco para ir ao plenário – e, de lá, ser aprovada pelo presidente.

Link, ESTADÃO

“Há uma pressão muito forte da sociedade para que seja aprovada”, justifica o deputado Régis de Oliveira (PSC-SP), relator na última comissão que aprovou a lei. “Ontem (quarta-feira) mesmo eu assisti a uma reportagem sobre crimes pesados como pedofilia, invasão de bancos por hackers, que estão sem previsão legal”. O deputado explica que o projeto já estava pronto há alguns meses esperando uma negociação com o Ministério da Justiça e outros deputados. “Eu falei ‘não vou mais segurar isso’. Pode ter algum problema? Vamos ter que resolver. Já há a convenção de Budapeste por trás. É só fazermos o texto. Aprova o que tem que aprovar e depois a gente vai consertando.”

PSDB dispara 5 milhões de ligações de Aécio


Telemensagens com a voz do ex-governador desde ontem pedem voto no presidenciável José Serra em Minas

Objetivo da campanha é atingir um quinto do eleitorado mineiro, que o elegeu o senador mais bem votado do Estado


Natuza Nery, FOLHA

Como última ofensiva para conquistar eleitores em Minas Gerais, uma gravação com a voz do senador eleito Aécio Neves (PSDB) pede, desde ontem, votos para o candidato tucano José Serra.
O objetivo da campanha é explorar o capital político do ex-governador no Estado e atingir 5 milhões de pessoas nos próximos dias.
O número é expressivo. Trata-se de um quinto do eleitorado local, que elegeu Aécio para uma vaga do Senado com 39,47% dos votos.
As telemensagens fazem parte de um derradeiro esforço da campanha nacional tucana para atrair votos no segundo maior colégio eleitoral do país.

FOCO MINEIRO
Por seu tamanho, o Estado de Minas Gerais é apontado como o fiel da balança das eleições. Tradicionalmente, quem vence lá acaba deixando as urnas eleito presidente da República.
Não por acaso, Serra e sua adversária do PT, Dilma Rousseff, transformaram o Estado em uma das trincheiras mais cobiçadas desta campanha.
Enquanto o primeiro conta com o apoio de Aécio- escolhido senador após dois mandatos no Palácio da Liberdade-, a segunda exibe ao seu lado o presidente Lula, igualmente bem avaliado pela população mineira.
José Serra ainda não bateu o martelo, mas deve visitar Minas mais uma vez antes do segundo turno, no dia 31.
Dilma encerrará sua campanha em Belo Horizonte, no sábado, véspera da votação.
Apesar de ter nascido na capital, esse vínculo não lhe rendeu a vitória no primeiro turno. Foi Marina Silva, do PV, quem levou a maioria dos votos por lá. Serra acabou em terceiro lugar.
Hoje, as pesquisas internas do PSDB dão conta de que, em terras mineiras, o tucano está à frente por uma curta vantagem. As do PT, ao contrário, mostram liderança de sua candidata um pouco acima da margem de erro.

Deputado tucano dá munição para Dilma no debate

A entrevista do deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB-ES) publicada hoje na Folha de S. Paulo será usada no programa eleitoral do PT e no debate de hoje à noite, na Rede Record.

Nas palavras de Marco Aurélio Garcia, coordenador do programa de governo petista, as palavras de Vellozo Lucas são “uma magnífica contribuição”.

Na entrevista, o deputado destaca que a Petrobras não tem como explorar sozinha o pré-sal. E defende a “adoção de modelo criado no governo FHC e entrada de grupos estrangeiros em novos campos de petróleo”.

ENTREVISTA LUIZ PAULO VELLOZO LUCAS

Petrobras não tem como explorar sozinha o pré-sal
 Gabriel Lordello/Folhapress

Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB-ES)

DEPUTADO TUCANO DEFENDE ADOÇÃO DE MODELO CRIADO NO GOVERNO FHC E ENTRADA DE GRUPOS ESTRANGEIROS EM NOVOS CAMPOS DE PETRÓLEO  
RICARDO BALTHAZAR
DE SÃO PAULO

A Petrobras não tem como explorar sozinha as gigantescas reservas de petróleo do pré-sal e o governo deveria trabalhar para atrair grupos estrangeiros em vez de inibir sua entrada nos novos campos, diz o deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB-ES).
"Vamos precisar de centenas de bilhões de dólares para explorar o pré-sal e é uma sandice completa achar que a Petrobras e o Estado brasileiro terão dinheiro para tudo", disse na semana passada, em entrevista à Folha. A entrada da Petrobras na batalha do segundo turno deixou os tucanos numa posição desconfortável. A petista Dilma Rousseff acusa o rival José Serra de defender a privatização da maior empresa do país e entregar as riquezas nacionais a estrangeiros. Serra nega a intenção, mas é vago sempre que lhe pedem para expor seus planos para o setor. "O PT propôs ao país um debate mentiroso e ficou difícil discutir assim", diz Vellozo Lucas, aliado de Serra.

Vox Populi: Dilma tem 49%, Serra 38%, indecisos 7%. Considerando-se apenas os votos válidos, Dilma seria eleita com 57% contra 43% de Serra

Candidata do PT ao Palácio do Planalto recuou dois pontos, enquanto tucano oscilou um ponto para baixo; indecisos antes eram 4%


Pesquisa Vox Populi/iG publicada nesta segunda-feira mostra que, a menos de uma semana das eleições, a candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, mantém a dianteira sobre o tucano José Serra na corrida presidencial.

A ex-ministra da Casa Civil oscilou dois pontos para baixo em relação ao levantamento realizado pelo instituto entre os dias 15 e 17 de outubro e agora conta com 49% das intenções de voto. Com isso, ela tem uma vantagem de 11 pontos sobre Serra, que perdeu um ponto e aparece com 38%.

O número de eleitores que pretendem votar nulo ou em branco ainda é de 6% – mesmo índice contabilizado na última pesquisa. O Vox Populi apontou, no entanto, aumento do número de eleitores indecisos ou que não responderam ao questionário: de 4% para 7%.

Considerando-se apenas os votos válidos, Dilma seria eleita com 57% contra 43% de Serra. De acordo com esse critério, a distância entre os dois candidatos é de 14 pontos, igual à apontada pelo último levantamento. Ainda assim, 88% dos eleitores ainda afirma, porém, que já tem certeza da decisão tomada.

O Vox Populi ouviu 3.000 pessoas em 214 municípios, entre os dias 23 e 24 deste mês e, portanto, já refletem a repercussão de episódios que marcaram o debate presidencial na semana passada, como o tumulto em um compromisso de Serra no Rio de Janeiro. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob número 37059/10 em 20 de outubro.

A região onde a candidata do PT tem a maior vantagem em relação ao adversário tucano é o Nordeste: 64%, contra 27%. O Sul é a única região em que Serra tem vantagem sobre a petista: 47% a 39%. No Sudeste, onde está concentrada a maior fatia do eleitorado, ela venceria por 44% a 40%.

Entre os eleitores de Dilma, 53% são homens e 46%, mulheres. Já Serra tem mais apoio entre mulheres (40%) do que entre os homens (36%).

Num momento em que temas religiosos ganharam destaques na campanha, a pesquisa aponta também que Dilma venceria o rival entre eleitores católicos (51% a 39%), católicos não praticantes (53% a 35%) e evangélicos (44% a 41%). Entre os eleitores que não têm religião, a vantagem da petista é de 46% a 38%.

Violação da lógica


A mídia rebola para esconder o fato: a quebra do sigilo da turma de Serra é fruto de uma guerra tucana

Apesar do esforço em atribuir a culpa à campanha de Dilma Rousseff, o escândalo da quebra dos sigilos fiscais de políticos do PSDB e de parentes do candidato José Serra que dominou boa parte do debate no primeiro turno teve mesmo a origem relatada por CartaCapital em junho: uma disputa fratricida no tucanato.

Leandro Fortes, CARTACAPITAL

Obrigada a abrir os resultados do inquérito após uma reportagem da Folha de S.Paulo com conclusões distorcidas, a Polícia Federal revelou ter sido o jornalista Amaury Ribeiro Júnior, então a serviço do jornal O Estado de Minas, que encomendou a despachantes de São Paulo a quebra dos sigilos. O serviço ilegal foi pago. E há, como se verá adiante, divergências nos valores desembolsados (o pagamento­ ­teria ­variado, segundo as inúmeras versões, de 8 mil a 13 mil reais).

Ribeiro Júnior prestou três depoimentos à PF. No primeiro, afirmou que todos os documentos em seu poder haviam sido obtidos de forma legal, em processos públicos. Confrontado com as apurações policiais, que indicavam o contrário, foi obrigado nos demais a revelar a verdade. Segundo contou o próprio repórter, a encomenda aos despachantes fazia parte de uma investigação jornalística iniciada a pedido do então governador de Minas Gerais, Aécio Neves, que buscava uma forma de neutralizar a arapongagem contra ele conduzida pelo deputado federal e ex-delegado Marcelo Itagiba, do PSDB. Itagiba, diz Ribeiro Júnior, agiria a mando de Serra. À época, Aécio disputava com o colega paulista a indicação como candidato à Presidência pelo partido.

Ribeiro Júnior disse à PF ter sido escalado para o serviço diretamente pelo diretor de redação do jornal mineiro, Josemar Gimenez, próximo à irmã de Aécio, Andréa Neves. A apuração, que visava levantar escândalos a envolver Serra e seus aliados durante o processo de privatização do governo Fernando Henrique Cardoso, foi apelidada de Operação Caribe. O nome sugestivo teria a ver com supostas remessas ilegais a paraísos fiscais.

Pela candidatura de Merval Pereira

Daqui a pouco, comentarista político vai ter registro no Tribunal Superior Eleitoral. Assim eles poderão fazer campanha dentro da lei, com crachá de partido e direito a receber doação de empresários.

Vai ficar bem mais honesto abrir uma página de jornal e ler a propaganda, digo, o artigo desse pessoal mais apaixonado pela política do que pelo jornalismo.

Eu começaria lançando a candidatura do Merval Pereira a representante do PSDB, pelo jornal O Globo. O Arnaldo Jabor vai ficar chateado, eu sei, mas aí a gente oferece pra ele a vaga de vice.

Assim, o Merval ficará bem mais à vontade para defender o ponto de vista alheio. Poderia declarar seu voto no Serra, abraçar o FHC aos prantos, privatizar a Petrobras, dizer que a Dilma é feia.

Na coluna abaixo o candidato Merval se superou. Em tempos de prova para checar se deputado eleito é analfabeto, deveriam fazer testes para ver se jornalista sabe ler. Ou pesquisar.

Veja o que o sr. Pereira diz:


Detalhe: o debate ocorreu no dia 23 de outubro de 2006 e teve 16 pontos de audiência, de acordo com o Ibope. Foi o segundo debate mais visto em todo o período eleitoral daquele ano.

Deve ser muito angustiante para ele ter que diariamente tentar disfarçar sua predileção partidária. Não que ele consiga, para angústia de quem o lê. Mas é um esforço, merece respeito.

Se o PT ganhar essa eleição, aposto que o Merval se muda para a Venezuela junto com o Diogo Mainardi. Vão escrever os discursos do Hugo Chávez. Nunca falta trabalho quando a pessoa sabe sua verdadeira vocação.

O Provocador - R7

Comitê imaginário do PSDB

A semana de suspense

A própria Folha, em cuja Redação no Rio a gravação foi examinada inúmeras vezes, tratou-a com cautela. A Globo decidiu bancá-la como imagem de um objeto atingindo Serra. Se houve esse objeto além da bolinha de papel, é certo que não teve mais de um palmo e não “era duro e pesava mais ou menos meio quilo”, como descrito por Serra

Jânio de Freitas

Aí eestá a semana mais delicada da campanha. Para os candidatos, por ser aquela em que tudo é definitivo, sem mais tempo para desfazer ou recuperar-se de sempre possíveis adversidades, fabricadas ou não. Para o regime democrático em sua construção desordenada, por serem irreparáveis os danos e atrasos causados pelas perturbações eleitoreiras do estilo tudo ou nada. Como houve para a eleição de Collor e na manipulação do sequestro de Abílio Diniz, casos mais extremados, mas não únicos.

A parte inicial do script para estes dias finais já está em curso. O PSDB e aliados investem no engrandecimento do choque entre o objeto na cabeça de José Serra e a reação de Lula. A rigor, a gravação com celular feita pelo repórter Italo Nogueira, da Folha, a meu ver não permite a afirmação categórica de que um segundo objeto, contundente, atingiu a cabeça de Serra.


Os santinhos de uma guerra suja



A poucos dias da eleição, a campanha de José Serra se aproxima de grupos ultraconservadores e reforça a tática do ódio religioso. O oportunismo político divide a Igreja e vira caso de polícia

Alan Rodrigues e Bruna Cavalcanti – REVISTA ISTOÉ

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BAIXARIA
A Polícia Federal apreendeu 2 milhões de cópias do panfleto
acima numa gráfica de militantes tucanos em São Paulo
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“Eu gostaria de chamar a atenção para este papel que estão distribuindo na igreja. Acusam a candidata do PT, em nome da Igreja. Não é verdade. Isso não é jeito de fazer política. A Igreja não está autorizando essas coisas. Isso não é postura de cristão”. Cara a cara com José Serra e sua equipe de campanha, frei Francisco Gonçalves de Souza passou-lhes um pito. O religioso comandava a missa em homenagem a São Francisco, no sábado 16, em Canindé, no sertão cearense. Meia hora após o início do culto, Serra tinha chegado à basílica, onde se espremiam cerca de 30 mil devotos, atraídos à cidade para uma tradicional romaria. O candidato tucano, acompanhado do senador Tasso Jereissati e de outros correligionários, estava em campanha. Em tese, aquele seria um palanque perfeito para alguém que, como Serra, tem peregrinado por templos religiosos se anunciando como um cristão fervoroso. Enquanto ele assistia à missa, barulhentos cabos eleitorais distribuíam panfletos. Os papéis acusavam Dilma Rousseff de defender “terroristas”, o “aborto” e a “corrupção”. Frei Francisco resolveu reagir ao circo e, então, o que era para ser uma peça publicitária do PSDB transformou-se num enorme vexame. Sob aplausos dos fiéis, o franciscano pediu que Serra e Jereissatti não atrapalhassem a cerimônia e que se retirassem, se não estavam ali para rezar. Jereissatti, descontrolado, passou a gritar que o padre era um petista e tentou subir no altar. As cenas gravadas pelas equipes de tevê de Serra jamais seriam usadas na campanha.

Globo manipulou agressão a Serra

Ridículo. Patético. A bolinha de papel que jogaram na careca do Serra virou um atentado terrorista, um crime contra a República. Há tempos não víamos uma edição tão forjada e vergonhosa.

Veja só como o Jornal Nacional cobriu o episódio:


Estamos diante de um ato abominável, violento e criminoso! Perceberam a foto do coitado com a mão na cabeça? Ele é um mártir da democracia, o nosso Kennedy! Isso só pode ser coisa do Zé Dirceu!

Agora, veja esta vergonhosa sequência.

O candidato do PSDB foi vítima, no máximo, de bullying de jardim da infância. Eu também era muito cruel aos quatro anos de idade. Assim como o atirador de elite que acertou a cachola do Zezinho. Merece punição exemplar. Já pra diretoria!

E o tal médico que recomendou repouso de 24 horas ao Serra? É um oncologista! Jacob Kligerman foi secretário municipal de saúde do Rio de Janeiro. Adivinha em que gestão? Do Cesar Maia! Nada como ser atendido por um aliado, não é mesmo?

Mas o que merece destaque, sem nenhuma brincadeira, é a edição mentirosa, manipulada e claramente partidária da TV Globo. Pensam que somos estúpidos? Se o Serra quer enganar alguém, se fazer de vítima, que o faça sozinho. E pague o mico que bem entender.

Mas uma emissora de televisão não pode se prestar a esse serviço. É uma concessão pública. Existe para servir ao país, e não a interesses políticos. Se liga na Globo! Prestem bem atenção.

Eles não aprenderam que o povo não é bobo? Não vão aprender nunca? Ah, eu e meu controle remoto...

Para passar minha ira, vou me divertir um pouco com toda essa balela. Entre aqui você também. É imperdível!

O Provocador

DataRodrigues, o jornalista Titanic

Jornalista é bicho ruim. Não duvidem. E os que trabalham em jornais e revistas costumam se achar mais nobres e inteligentes. Afinal, eles sabem ler e escrever. Pensa que é pouco numa profissão como a nossa?
O Fernando Rodrigues, por exemplo. Escreve na Folha de S.Paulo, mas quem disse que o ego cabe num pedacinho de papel? Foi lá, todo pimpão, ser comentarista de política no SBT. E mantém blog no UOL. Multiplataforma, o rapaz.
Pois é. Nesta terça, 19, ele desmereceu o Instituto Vox Populi, por apontar vantagem de 12 pontos da Dilma contra o Serra. Entre outras, ele escreveu: “Vox Populi também é contratada pelo PT e resultado animará militância de Dilma”.

Mas o Ibope saiu fresquinho um dia depois. E aí? A mesmíssima tendência: Dilma 12 pontos à frente de Serra.
 Em seu texto no UOL, Fernando Rodrigues vai fundo na ironia: “Para terminar, não dá para deixar de relatar a piada de hoje em Brasília quando saiu a pesquisa Vox Populi. Um gaiato que acompanha política há décadas disparou: 'Você viu? O Vox Populi está dizendo que a Dilma ganhou no primeiro turno.'".
Quanta graça. Assim como a tentativa do moço de fazer TV. A participação dele no telejornal do SBT é favorita na disputa das piores no ano.
É divertido assistir ao jornal com os numerozinhos do Ibope pipocando à sua frente. Carlos Nascimento chama, todo solene, "e agora, de Brasília, Fernando Rodrigues". Pronto. É o mesmo que alguém dizer ao capitão do Titanic: "senhor, iceberg à frente". Afunda.
No papel, pelo menos, obviedades podem ser esfregadas na cara do pobre leitor. Ninguém mandou comprar.
Mas não dá para amassar e jogar no lixo nosso televisor adquirido em suadas prestações.
Não compensa.

Bolinhagate: Daniel Florencio mostra que Serra não reagiu ao rolo de fita do Molina



O Daniel Florencio não está afirmando que José Serra não foi atingido duas vezes. Está mostrando apenas que Serra não reagiu ao objeto que o perito Ricardo Molina colocou na cabeça do candidato, no Jornal Nacional.

#Medodisso!

#serramilcaras

Temas polêmicos marcam 1º debate do segundo turno entre presidenciáveis


Do R7

A troca de farpas entre os candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB), e o bate-boca em torno de temas polêmicos, marcaram o primeiro debate na TV do segundo turno da corrida eleitoral. Realizado na noite deste domingo (10), o embate também foi marcado pela comparação entre os governos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Temas como privatizações de empresas estatais, descriminalização do aborto e denúncias de corrupção foram recorrentes ao longo dos cinco blocos do debate, promovido pela Rede Bandeirantes.

Polêmica

Logo no início do encontro, quando incitada a falar de suas prioridades para um eventual governo, a petista Dilma Rousseff aproveitou para mencionar alguns dos temas que são usados para criticar os 16 anos de gestões do PSDB em São Paulo. José Serra foi governador do Estado entre 2007 e março deste ano.

Ao direcionar sua primeira pergunta a Serra, Dilma cobrou o adversário por “calúnias e mentiras” que estariam sendo usadas para se referir a ela. A ex-ministra afirmou que a campanha rival estaria se valendo do “submundo” da política para tentar atingi-la. Um dos temas mencionados foi a insinuação de que ela e o PT seriam favoráveis à descriminalização do aborto.

Serra, na resposta, disse que também é vítima de ataques pessoais e citou blogs que, segundo ele, estão ligados à campanha da petista. Além disso, afirmou que os candidatos são responsáveis “pelo que pensam e falam” e lembrou as denúncias envolvendo a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra.

Na réplica, Dilma lembrou que, após acusar sua campanha de estar por trás do caso de vazamento de dados fiscais na Receita Federal, Serra terá de responder na Justiça.

- Você precisa ter cuidado para não ter mil caras. O juiz denunciou, e hoje você é réu.

Ainda sobre a questão do aborto, Dilma afirmou que Serra foi quem regulamentou a prática do aborto no SUS (Sistema Único de Saúde), o que o tucano negou. Em determinado momento, a petista chegou a afirmar que foi alvo de “calúnias” por parte da mulher do tucano, Mônica Serra, que, segundo ela, teria dito que Dilma é “a favor da morte de criancinhas”.

- Isso é um absurdo!

Denúncias

Ao ser questionada sobre a criação do ministério da Segurança Pública, a petista aproveitou o tempo que lhe sobrou para lembrar que fica “indignada com a questão da Erenice”, e mencionou suspeitas de corrupção envolvendo um ex-assessor de Serra.

- É bom você lembrar, eu fico indignada com a questão da Erenice, mas você devia lembrar também o Paulo Vieira de Souza, seu assessor que fugiu com R$ 4 milhões.

Privatizações

Em diversos momentos, a candidata do PT afirmou que Serra omite que os tucanos são favoráveis à privatização das empresas estatais, citando a Petrobras como exemplo.

- Quando eu digo que o candidato Serra privatizou [quando foi ministro de Fernando Henrique Cardoso], é um fato histórico.

O tucano, por sua vez, negou a acusação e disse que a “questão da privatização volta sempre na época de eleição”.

Dilma também acusou Serra de ter suspendido programas na área da educação em São Paulo, quando governador, devido a supostas desavenças com Geraldo Alckmin (PSDB).

Já Serra rebateu afirmando que sua vida pública é “coerente” e aproveitando para atacar a adversária.

- Que coisa fenomenal. Ela fala, faz um monte de acusações e se põe como vítima.

Os eleitores voltam às urnas para escolher o presidente da República no próximo dia 31 de outubro.

Segunda, com jeito de Sexta

Site só de gente bonita é uma coisa muito feia

Que tem maluco pra tudo, já sabíamos. Mas acabo de descobrir que tem babaca pra qualquer parada. Caretice também não tem limite.

Existe um site de relacionamentos para gente que se considera bonita. Chama-se BeautifulPeople e é um espécie de Orkut só para imbecis. Eles anunciaram que 5 mil dos seus integrantes foram expulsos porque engordaram durante a esbórnia de fim de ano.

Bem feito pra quem vai embora. Pior pra quem fica num manicômio desses. Tem que ser muito estúpido para querer participar de uma comunidade de sociopatas lipoaspirados. Colocaram botox no cérebro.

Também gosto de gente bonita. Mas daí a se filiar a um gueto para arianos sarados vai uma distância maior do que a que separa a beleza da inteligência. Depois reclamam. Estão podres por dentro.

A ditadura da beleza corrompe corpos e almas. Crianças são estimuladas pelos pais a se comportarem como rainhas de bateria ou go-go boys. Velhos tentam adiar a decadência física se comportando como adolescentes ejaculadores precoces.

Mesmo assim, cabe um pouco de senso de ridículo. Essa turma de babacas quer o que? Sexo? Só pode ser. Que mais dá pra fazer com uns tipos assim? Que se comam. Gente feia.

O Provocador

Irmã Dilma e Beato Serra: quem vai rezar mais?

É como se o país estivesse enfrentando uma epidemia de abortos, doença contagiosa que, de uma hora para outra, passou a ameaçar todas as mulheres grávidas.  Saíram de cena todos os escândalos, não se fala mais em pedofilia na Igreja Católica, nem no destino dado aos milionários dízimos evangélicos que não pagam impostos.

Balaio do Kotscho

Ao final da primeira semana da campanha do segundo turno das eleições presidenciais, se alguém chegasse ao Brasil hoje, sem saber o que está em jogo, poderia imaginar que o país voltou à Idade Média e vive uma sangrenta guerra religiosa. De um lado, a irmã Dilma; de outro, o Beato Serra _ e a unir os dois, um festival de hipocrisia.

Esta inacreditável maluquice começou ainda no final da primeira rodada, quando a internet foi inundada por mensagens apócrifas acusando a candidata Dilma Rousseff de defender o aborto.

O debate do aborto, Miriam Cordeiro 2.0

A infantaria do tucanato emburrece o debate, rebaixa a campanha e ofende a biografia dos beneficiários

Elio Gaspari, na Folha

Vinte e um anos depois da noite em que Mirian Cordeiro, a ex-namorada de Lula, surpreendeu o país acusando-o de ter sugerido que abortasse a criança que viria a ser sua filha Lurian, a palavra maldita voltou à agenda da sucessão presidencial. Em 1989 a questão do aborto foi fertilizada pelo comando da campanha de Fernando Collor. Desta vez, reapareceu com o mesmo formato oportunista, trazida pela infantaria do tucanato. Nos dois casos, ninguém mostrou-se interessado em discutir o assunto ao longo dos meses anteriores à eleição. O propósito, puramente eleitoral, sairá da agenda depois do dia 27. Até lá, terá emburrecido o debate, rebaixado a campanha e tisnado a biografia dos beneficiários da baixaria.

Domingão!

Patética mídia nativa

Pode-se concluir que os (jornalistas) graúdos curvam-se diante da generosidade patronal enquanto os miúdos em tempos bicudos contentam-se com as migalhas? Talvez a explicação valha em relação a muitos casos graúdos e miúdos. Mas há que se ressaltar, em relação a outros, o ardor com que assumem os interesses do patrão. Estamos diante de uma identificação visceral, a ponto de justificar, no meu ponto de vista, uma investigação profunda


MINO CARTA, Carta Capital

Jornais e revistas ainda não perceberam que os tempos de golpismo acabaram e acreditam manter a velha in fluência do Oiapoque ao Chuí

Ocorre-me recordar Claudio Marques, que se dizia jornalista como tantos outros dispostos a enganar o público e, eventualmente, a si próprio. Assinava uma coluna no Shopping News, jornal publicitário de circulação gratuita na São Paulo de 1975. Tempo de ditadura e de recrudescimento do Terror de Estado após o discurso dito “da pá de cal”, pronunciado no começo de agosto pelo ditador Ernesto Geisel para avisar aturdidos navegantes que “a distensão lenta, gradual, porém segura” haveria de sofrer uma interrupção. Foi nesta ocasião que Ulysses Guimarães, em pronunciamento na Câmara, comparou Geisel a Idi Amin Dada.

Pois Claudio Marques, caçador de comunistas agachados atrás de cada esquina, passava seu tempo a denunciar os vermelhos comandados por Vlado Herzog, a cujos cuidados estavam entregues os programas noticiosos da TV Cultura. Marques contava com a aprovação ampla, geral e irrestrita do DOI-Codi, ex-Operação Bandeirantes, e foi enfim premiado com a prisão, ou melhor, o sequestro dos jornalistas alvejados, a começar por Herzog, assassinado pelos torturadores no mesmo dia em que deu entrada no quartel do DOI-Codi. Dia 25 de outubro, um sábado.

Começa a reação das mulheres contra o aiatolá Serra

(...) Brasil, é uma República que se pauta por valores republicanos a quem todos nós devemos respeito, em decorrência, não custa nada dizer às candidaturas que limitem as demonstrações exacerbadas de carolice ao campo do privado, no recesso dos seus lares e de suas igrejas, pois não estão concorrendo ao governo de um Estado teocrático, como parece que acreditam. Como cidadã, sinto-me desrespeitada com tal postura.


Fátima Oliveira, para Viomundo


“Isso aqui”, o Brasil, não é um colônia religiosa, não é um Reino e nem um Império, é uma República! Dado o clima do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, parece que as urnas vão parir uma Rainha ou um Rei de Sabá, uma Imperatriz ou um Imperador, que tudo pode, manda em tudo e que suas vontades e ideias, automática e obrigatoriamente, viram lei! Não é bem assim…

Bastam dois neurônios íntegros para nos darmos conta que o macabro leilão de ovários (com os ovários de todas as brasileiras!), em que o aborto virou cortina de fumaça, objetiva encobrir o discurso necessário para o povo brasileiro do que significa, timtim por timtim, eleger Dilma ou Serra.

Estadão defende liberdade de imprensa, mas não pratica

Em casa de ferreiro, liberdade de expressão é no pau. É o que nos ensina O Estado de S.Paulo. Se diz vítima de censura e posa de vítima. Lorota. Quem não suporta conviver com opiniões diferentes é o próprio jornal.

Nem faz questão de disfarçar. Demitiram a colunista Maria Rita Kehl alegando "delito de opinião". Tudo por causa de um artigo bacanudo em que ela critica a forma como tentam desqualificar o voto dos mais pobres em Dilma.

A publicação declarou sua opção pela candidatura de José Serra e acusa o governo Lula de tentar amordaçar a imprensa. É justo. Todo mundo tem direito de dizer a bobagem que bem entender.

Mas tem que saber ouvir as tolices dos outros. Não é pra qualquer um. Muito menos para um jornal centenário, bem velhinho, declaradamente conservador e reaça. Basta ler seus editoriais para saber o quanto sua linha editorial é intolerante.

Como bem disse Millôr Fernandes, "democracia é quando eu mando em você; ditadura é quando você manda em mim". Não é simples?

Quer ser trouxa e acreditar que o Estadão defende nobres ideais? Bom proveito. Só não venha pedir coerência depois. Esse verbete não existe no manual de redação da família Mesquita.

Patrão só serve pra isso mesmo, contratar e demitir. Necessariamente nessa ordem. Pagou, tá novo. Quer escrever o que pensa? Semana que vem tem outro em seu lugar.

É assim a mídia nativa. Nasceu na Casa Grande e não visita a senzala. Não venha falar de pobre com eles. Te mandam calar a boca: estão muito ocupados defendendo a liberdade de imprensa.

O Provocador

Sexta-feira é o dia!!

O círculo da direita se fecha: teocracia, censura nas redações, ideologia do medo


É evidente que essa temática religiosa não é o que interessa para o Brasil. Mas se Serra escolheu o obscurantismo, é preciso mostrar isso à população. A esquerda, tantas e tantas vezes, foge dos enfrentamentos. Acho que desse enfrentamento não deveria fugir. Ciro Gomes disse -de forma muito apropriada - que o discurso de Serra é o caminho para um regime teocrático. O Brasil precisa que se faça esse debate.Do lado de Serra, certamente ficará muita gente. Mas tenho certeza que do outro lado ficará o que há de civilizado nesse nosso país. Há espaço para uma centro-direita civilizada no Brasil. Mas essa direita que avança com Serra não merece respeito. Merece ser combatida.

Rodrigo Vianna

Com a generosa ajuda da velha mídia brasileira, e uma mãozinha da candidatura de Marina Silva, Serra conseguiu pautar a reta final do primeiro turno e o inicio do segundo turno com uma temática religiosa.

É um atraso gigantesco para o Brasil.

Parte dos apoiadores de Dilma acha que a campanha do PT deve fugir desse debate, recolher apoios de evangélicos e católicos, e rapidamente mudar de assunto.

Penso um pouco diferente.

É evidente que essa temática religiosa não é o que interessa para o Brasil. Mas se Serra escolheu o obscurantismo, é preciso mostrar isso à população. A esquerda, tantas e tantas vezes, foge dos enfrentamentos. Acho que desse enfrentamento não deveria fugir.

Por que ninguém do PT é capaz de dar uma resposta a Serra, deixando a Ciro Gomes a tarefa de pendurar o guiso no gato? Ciro disse -de forma muito apropriada - que o discurso de Serra é o caminho para um regime teocrático. Vejam:

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