• Imagen 1 STEVE JOBS, AS COISAS QUE NINGUÉM DIZ
    Quão honestamente a sua vida é avaliada.

Estadão defende liberdade de imprensa, mas não pratica

Em casa de ferreiro, liberdade de expressão é no pau. É o que nos ensina O Estado de S.Paulo. Se diz vítima de censura e posa de vítima. Lorota. Quem não suporta conviver com opiniões diferentes é o próprio jornal.

Nem faz questão de disfarçar. Demitiram a colunista Maria Rita Kehl alegando "delito de opinião". Tudo por causa de um artigo bacanudo em que ela critica a forma como tentam desqualificar o voto dos mais pobres em Dilma.

A publicação declarou sua opção pela candidatura de José Serra e acusa o governo Lula de tentar amordaçar a imprensa. É justo. Todo mundo tem direito de dizer a bobagem que bem entender.

Mas tem que saber ouvir as tolices dos outros. Não é pra qualquer um. Muito menos para um jornal centenário, bem velhinho, declaradamente conservador e reaça. Basta ler seus editoriais para saber o quanto sua linha editorial é intolerante.

Como bem disse Millôr Fernandes, "democracia é quando eu mando em você; ditadura é quando você manda em mim". Não é simples?

Quer ser trouxa e acreditar que o Estadão defende nobres ideais? Bom proveito. Só não venha pedir coerência depois. Esse verbete não existe no manual de redação da família Mesquita.

Patrão só serve pra isso mesmo, contratar e demitir. Necessariamente nessa ordem. Pagou, tá novo. Quer escrever o que pensa? Semana que vem tem outro em seu lugar.

É assim a mídia nativa. Nasceu na Casa Grande e não visita a senzala. Não venha falar de pobre com eles. Te mandam calar a boca: estão muito ocupados defendendo a liberdade de imprensa.

O Provocador

Sexta-feira é o dia!!

O círculo da direita se fecha: teocracia, censura nas redações, ideologia do medo


É evidente que essa temática religiosa não é o que interessa para o Brasil. Mas se Serra escolheu o obscurantismo, é preciso mostrar isso à população. A esquerda, tantas e tantas vezes, foge dos enfrentamentos. Acho que desse enfrentamento não deveria fugir. Ciro Gomes disse -de forma muito apropriada - que o discurso de Serra é o caminho para um regime teocrático. O Brasil precisa que se faça esse debate.Do lado de Serra, certamente ficará muita gente. Mas tenho certeza que do outro lado ficará o que há de civilizado nesse nosso país. Há espaço para uma centro-direita civilizada no Brasil. Mas essa direita que avança com Serra não merece respeito. Merece ser combatida.

Rodrigo Vianna

Com a generosa ajuda da velha mídia brasileira, e uma mãozinha da candidatura de Marina Silva, Serra conseguiu pautar a reta final do primeiro turno e o inicio do segundo turno com uma temática religiosa.

É um atraso gigantesco para o Brasil.

Parte dos apoiadores de Dilma acha que a campanha do PT deve fugir desse debate, recolher apoios de evangélicos e católicos, e rapidamente mudar de assunto.

Penso um pouco diferente.

É evidente que essa temática religiosa não é o que interessa para o Brasil. Mas se Serra escolheu o obscurantismo, é preciso mostrar isso à população. A esquerda, tantas e tantas vezes, foge dos enfrentamentos. Acho que desse enfrentamento não deveria fugir.

Por que ninguém do PT é capaz de dar uma resposta a Serra, deixando a Ciro Gomes a tarefa de pendurar o guiso no gato? Ciro disse -de forma muito apropriada - que o discurso de Serra é o caminho para um regime teocrático. Vejam:

Soninha, coordenadora de Serra, declarou que já fez aborto e é a favor da descriminalização

Soninha Francine, é uma das coordenadoras de campanha de José Serra (PSDB). Soninha é cotada para ser Ministra de Serra, se ele vencesse.

Ela atua na campanha de Serra, sobretudo na internet. E é pela internet, através de emails em massa, que partidários de Serra espalham a campanha de ódio e difamatória contra Dilma.

Em 2005, na revista TRIP de nº 41, Soninha declarou que já tinha feito aborto, e que era favorável à descriminalização. (link aqui)

O que diz Soninha na revista? Ela defende a descriminalização do aborto:

Maria Rita Kehl: "Fui demitida por um 'delito' de opinião"



A psicanalista Maria Rita Kehl foi demitida pelo Jornal O Estado de S. Paulo depois de ter escrito, no último sábado (2), artigo sobre a "desqualificação" dos votos dos pobres. O texto, intitulado "Dois pesos...", gerou grande repercussão na internet e mídias sociais nos últimos dias.

Nesta quinta-feira (7), ela falou a Terra Magazine sobre as consequências do seu artigo e o motivo de sua demissão:
- Fui demitida pelo jornal o Estado de S. Paulo pelo que consideraram um "delito" de opinião (...) Como é que um jornal que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?

Leia o artigo "Dois pesos..." AQUI

Leia abaixo a entrevista.

Terra Magazine - Maria Rita, você escreveu um artigo no jornal O Estado de S.Paulo que levou a uma grande polêmica, em especial na internet, nas mídias sociais nos últimos dias. Em resumo, sobre a desqualificação dos votos dos pobres. Ao que se diz, o artigo teria provocado conseqüências para você...
Maria Rita Kehl - E provocou, sim...

- Quais?
- Fui demitida pelo jornal O Estado de S.Paulo pelo que consideraram um "delito" de opinião.

- Quando?
- Fui comunicada ontem (quarta-feira, 6).

- E por qual motivo?
- O argumento é que eles estavam examinando o comportamento, as reações ao que escrevi e escrevia, e que, por causa da repercussão (na internet), a situação se tornou intolerável, insustentável, não me lembro bem que expressão usaram.

- Você chegou a argumentar algo?
- Eu disse que a repercussão mostrava, revelava que, se tinha quem não gostasse do que escrevo, tinha também quem goste. Se tem leitores que são desfavoráveis, tem leitores que são a favor, o que é bom, saudável...

- Que sentimento fica para você?
- É tudo tão absurdo...a imprensa que reclama, que alega ter o governo intenções de censura, de autoritarismo..

- Você concorda com essa tese?
- Não, acho que o presidente Lula e seus ministros cometem um erro estratégico quando criticam, quando se queixam da imprensa, da mídia, um erro porque isso, nesse ambiente eleitoral pode soar autoritário, mas eu não conheço nenhuma medida, nenhuma ação concreta, nunca ouvi falar de nenhuma ação concreta para cercear a imprensa. Não me refiro a debates, frases soltas, falo em ação concreta, concretizada. Não conheço nenhuma, e, por outro lado..

- ...Por outro lado...?
- Por outro lado a imprensa que tem seus interesses econômicos, partidários, demite alguém, demite a mim, pelo que considera um "delito" de opinião. Acho absurdo, não concordo, que o dono do Maranhão (Senador José Sarney) consiga impor a medida que impôs ao jornal Estado de S.Paulo, mas como pode esse mesmo jornal demitir alguém apenas porque expôs uma opinião? Como é que um jornal que está, que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?

- Você imagina que isso tenha algo a ver com as eleições?
- Acho que sim. Isso se agravou com a eleição, pois, pelo que eles me alegaram agora, já havia descontentamento com minhas análises, minhas opiniões políticas.

Vingança Mineira: Aécio, muy amigo, sugere FHC para ajudar Serra



Escrevinhador - Rodrigo Vianna

Serra queria – das lideranças do PSDB – sugestões para o segundo turno. Aécio, “muy amigo”, sugeriu que Serra traga FHC e as privatizações para o debate.

Acho que Serra prefere debater o Concílio Vaticano II e as encíclicas de João XXIII.

FHC é o aborto de Serra. Ou Serra é o aborto de FHC?

Confiram a sutileza de Aécio, que gosta tanto de Serra (quando Aécio disputava a indicação no PSDB, é sempre bom lembrar, jornalistas a serviço de Serra espalharam boatos sobre o mineiro). Agora, Aécio se vinga.

Dia desses, na Globo News, o Merval Pereira – sempre sutil – dizia que agora Aécio não tem como fugir: precisa trabalhar pro Serra. Outro jornalista no estúdio lembrou a Merval: mas talvez pro Aécio seja melhor a Dilma vencer, aí ele vira líder da oposição. E o Merval, sempre a postos em defesa do serrismo: “não, não, é muito melhor pro Aécio presidir o Senado num governo do Serra”.

Então, tá. Acham que mineiro é tonto.

Em vez de brigar, o Aécio manda essa: “Serra, bota o FHC na TV, e faz a defesa das privatizações.”

He, he. Confiram no texto do Portal IG abaixo.

O voto do pecado e o poder satânico

A outra ironia da história é que, no momento em que perdem significativamente a força os chefes de política locais, em função dos programas de transferência de renda do governo, e o PT passa a ser o interlocutor preferencial junto aos pobres, os seus adversários tenham arrumado um “atalho” para chegar a esse eleitor humilde, via o temor religioso. O voto colocado como “pecado”(...).

Maria Inês Nassif, do  VALOR

A campanha religiosa contra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, estava em andamento e foi subestimada pelo comitê petista. O staff serrista prestou mais atenção nisso. No dia 14 de setembro, a mulher de José Serra, Mônica Serra, em campanha para o marido no município de Nova Iguaçu, no Rio, falou a um eleitor evangélico, para convencê-lo a não votar em Dilma: “Ela é a favor de matar criancinhas”, disse, segundo relato do jornal “O Estado de S. Paulo”. Mônica quis dizer, usando cores muito, muito fortes, que Dilma era a favor do aborto, e portanto não merecia o voto de um evangélico. Não deve ter sido da cabeça dela – falou porque as pesquisas qualitativas do PSDB já deviam mostrar que a onda “antiabortista” estava pegando, embalada por bispos e padres da Igreja Católica e pastores evangélicos.

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