• Imagen 1 STEVE JOBS, AS COISAS QUE NINGUÉM DIZ
    Quão honestamente a sua vida é avaliada.

Apelo ao guru


Coordenadora de internet da campanha de José Serra à Presidência, Soninha Francine decidiu apelar, pelo twitter, a Ravi Singh, o guru indiano da que teve uma passagem relâmpago pela campanha tucana:

- Nos mande suas boas vibraçoes! - pediu a ex-vereadora.

Singh, que trabalhou durante um mês ao lado de Soninha, garantiu que mandará sua good vibe e colocou a ex-colega pra cima:

- Lembre-se de que você fez tudo o que pode!   PoderOnLine

Os derrotados da eleição


A guerra acabou. Dilma Rousseff é presidente do Brasil. Para chegar até aqui, teve que enfrentar uma das batalhas mais violentas da história da República. E venceu.

Derrotou não só seu adversário, José Serra, mas também um exército implacável, cruel e muito poderoso: os principais grupos de comunicação do país. Estes são os grandes derrotados nesse dia de glória para a democracia.

Os milhões de votos recebidos pela candidata petista são a prova gigantesca de que os brasileiros nunca mais se deixarão ser manipulados. Nem permitirão ser tratados como gente ignorante. O povo, definitivamente, não é bobo.

Durante meses, houve um bombardeio incessante de manchetes, chamadas, apelos, boatos e factoides. Um massacre impiedoso, orquestrado. Em fiapos de verdade, urdiram uma rede de mentiras e preconceitos.

Não bastou ser atacada durante o horário eleitoral gratuito. Isso faz parte do jogo. Infame foi ser fustigada diariamente pela propaganda política voluntária dos barões da mídia.

Dilma Rousseff e milhões de brasileiros enfrentaram o maior jornal do país, a Folha de S.Paulo. E a maior emissora de TV, a Globo. A revista de maior tiragem, a Veja. Nessa tropa de choque incansável também perfilam os jornais O Estado de S.Paulo e O Globo. Turma da pesada.

Nos próximos dias, sempre às 10h e às 16h, vamos usar este espaço para detalhar a forma como esses derrotados agiram do alto de seus palanques. Como pisotearam a liberdade de imprensa.

Cada um com seus soldados. Ou capangas. Tanto poder para quê? Tanta arrogância, fulminada pela força das urnas. Os que escrevem e entrevistam e ditam editoriais ficaram mudos. Quem manda, senhores do universo, é quem lê, quem ouve, quem vê. Os vitoriosos. Deste Brasil.

O Provocador

Dilma é eleita a primeira mulher presidente do Brasil



Dilma Rousseff (PT) é a primeira mulher presidente do Brasil, segundo o Datafolha.

Com 80,66% dos votos apurados, a candidata petista alcançou até o momento 54,22% dos votos válidos e tem 44,2 milhões de votos. O tucano José Serra tem 37,4 milhões, com 45,78%

A abstenção gira em torno de 20,9%.

O eleitorado brasileiro é de 135 milhões de pessoas.

CANDIDATURA

Ex-ministra de Minas e Energia e da Casa Civil, Dilma foi alçada já em 2008 à condição de candidata pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que começou então a dar as primeiras indicações de que gostaria de ver uma mulher ocupando o posto mais importante da República.

Em 31 de março deste ano, Dilma deixou a Casa Civil para entrar na pré-campanha.

Cresceu nas pesquisas e chegou a ter mais de 50% dos votos válidos em todas elas, mas começou a oscilar negativamente dias antes do primeiro turno, após a revelação dos escândalos de corrupção na Casa Civil e da entrada do tema do aborto na campanha.

Logo no primeiro debate do segundo turno, reagiu aos ataques que vinha sofrendo e contra-atacou Serra. A partir daquele momento, a diferença entre os dois candidatos nas pesquisas parou de cair.

Dilma se torna neste domingo o 40º presidente da República brasileira.

NOME FORTE

Dilma tornou-se um nome forte para disputar o cargo ao assumir o posto de ministra-chefe da Casa Civil, em junho de 2005, após a queda de José Dirceu no escândalo do mensalão.

No comando da Casa Civil, Dilma travou uma intensa disputa com o então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, por causa da política econômica do governo. Enquanto ele defendia aperto fiscal, ela pregava aceleração nos gastos e queda nos juros.

Dilma acabou assistindo à queda de Palocci, em março de 2006, devido à quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa.

Com a reeleição de Lula e sem grandes rivais à altura no PT, Dilma tornou-se, depois do presidente, o grande nome do governo.

Apesar do poder acumulado e do protagonismo que passou a exercer ao lado de Lula, até outubro de 2007 Dilma negava que seria candidata.

MINAS E ENERGIA

Sua atuação à frente do Ministério de Minas e Energia rendera-lhe a simpatia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que enxergou na subordinada, de perfil discreto e trabalhador, a substituta ideal para o posto de Dirceu.

Ela foi indicada para o ministério logo após Lula se tornar presidente, em 2002. No comando da pasta, anunciou novas regras para o setor elétrico além de lançar o programa Luz para Todos --uma das bandeiras de sua candidatura.

O novo marco regulatório para o setor elétrico --lançado em 2004-- foi considerado a primeira iniciativa do governo Lula, na área de infra-estrutura, de romper com os padrões do governo FHC, marcado pelo "apagão" de 2001.

A principal característica do novo marco foi o aumento do poder do Estado em detrimento da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

ORIGEM

O pai de Dilma, Pedro Rousseff, veio para a América Latina na década de 30 do século passado. Viúvo, deixara um filho, Luben, na Bulgária. Passou por Salvador, Buenos Aires e acabou se instalando em São Paulo. Fez negócios na construção civil e com empreitadas para grandes empresas, como a Mannesmann.

Já estava havia cerca de dez anos no Brasil quando, numa viagem a Uberaba, conheceu a professora primária Dilma Jane Silva, nascida em Friburgo (RJ), mas radicada em solo mineiro. Casaram-se e tiveram três filhos. Igor nasceu em janeiro de 1947, Dilma, em dezembro do mesmo ano, e Zana, em 1951. A família escolheu Belo Horizonte para morar.

Levavam uma vida confortável. Passavam férias no Espírito Santo ou no Rio. Às vezes, viajavam de avião. Não era uma clássica família tradicional mineira. Os filhos não precisavam ter uma religião. Escolhiam uma fé se assim desejassem. O pai frequentava cassinos, gostava de fumar e beber socialmente.

Quando morreu, em 1962, Pedro deixou a família numa situação tranquila. Cerca de 15 bons imóveis garantem renda para a viúva Dilma Jane até hoje. Um dos apartamentos fica no centro de Belo Horizonte.

Dilma deve ser escolhida hoje 1ª mulher presidente

 
PETISTA CHEGA À VÉSPERA DA ELEIÇÃO À FRENTE EM QUATRO DAS CINCO REGIÕES, COM EXCEÇÃO DO SUL, E REVERTE A VANTAGEM DO 

RIVAL ENTRE EVANGÉLICOS
TUCANO OSCILA UM PONTO PARA CIMA DENTRO DA MARGEM DE ERRO, APARECE À FRENTE ENTRE ELEITORES DE NÍVEL SUPERIOR, MAS NÃO AVANÇA NO NORDESTE

Folha S.Paulo

A candidata do PT Dilma Vana Rousseff, 62, deve ser eleita hoje a primeira mulher presidente do Brasil, aponta pesquisa Datafolha realizada sexta-feira e ontem em 257 cidades de todo o país, com 6.554 eleitores. Dilma tem 55% dos votos válidos, contra 45% registrados por José Serra, 68, que concorre ao cargo pela segunda vez pelo PSDB.
Caso se confirme a previsão, Dilma, ungida candidata por escolha pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva -que chega à reta final com aprovação recorde de 83%-, será a 40ª presidente da história do país.

Assunto tabu no comitê petista, a "bolsa de ministeriáveis" tem alguns cotados para assumir postos-chave no novo governo, como o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci Filho, que pode comandar a transição.

Em uma campanha marcada pela troca de acusações, por escândalos -como o tráfico de influência na Casa Civil e a quebra de sigilo fiscal de dirigentes tucanos- e pela discussão de temas religiosos, como aborto, Dilma e Serra se despediram em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país.

Apesar da provável vitória de Dilma, com o resultado dos oito Estados que ainda não escolheram governadores e do Distrito Federal, a oposição deve sair da eleição administrando metade do eleitorado do Brasil.

Agora até o Papa dá palpite na eleição

O Brasil é um Estado laico e mantem relações diplomáticas com o Estado do Vaticano. Com que direito Sua Santidade vem meter o bedelho em questões internas de um país às vésperas das eleições presidenciais? Já não basta o papel impróprio e deprimente exercido por alguns dos seus bispos que, com esta falsa questão do aborto, transformaram seus altares em palanques contra uma candidatura e a favor de outra, distribuindo panfletos políticos em lugar de homilias?

Balaio do Kotscho

Só faltava ele! Pois ao abrir a capa (alguns preferem chamar de home page) do portal Estadão.com, a 72 horas das eleições presidenciais, tomo um susto ao ler a manchete: “Papa condena aborto e pede a bispos que orientem politicamente fíéis”.

Diz a nota que “em reunião em Roma na manhã desta quinta-feira, 28, o papa Bento XVI conclamou um grupo de bispos brasileiros a orientar politicamente fiéis católicos. Sem citar especificamente as eleições de domingo, o Papa reforçou a posição da Igreja a respeito do aborto e recomendou a defesa de símbolos religiosos em ambientes públicos”.

Além de condenar o aborto, como se alguém pudesse ser a favor do aborto, embora muitos defendam a sua descriminilização, o papa também cobrou o ensino religoso nas escolas públicas e defendeu a luta pela manutenção dos símbolos religosos, citando o monumento do Cristo Redentor no Rio, como se eles estivessem ameaçados.

O Brasil é um Estado laico e mantem relações diplomáticas com o Estado do Vaticano. Com que direito Sua Santidade vem meter o bedelho em questões internas de um país às vésperas das eleições presidenciais? Já não basta o papel impróprio e deprimente exercido por alguns dos seus bispos que, com esta falsa questão do aborto, transformaram seus altares em palanques contra uma candidatura e a favor de outra, distribuindo panfletos políticos em lugar de homilias?

Toda Mídia - "Oil power?"

Destaque na Folha.com e em despachos da Reuters e da Bloomberg, "Petrobras encontra grande depósito de petróleo no Nordeste", no campo de Barra. A Bloomberg produziu uma segunda reportagem sobre a "nova fronteira de exploração", ouvindo fundos de Nova York, com a avaliação de que "para onde eles vão as descobertas mostram mais potencial" e agora "a questão é o capital para desenvolver".





 

Ontem também, em post no "Wall Street Journal", com Agência Estado, "Petrobras deve produzir 50.000 barris por dia em Tupi" em 2011. Em 2012, 100.000, despachou a Reuters, destacando o envio de uma nova plataforma para exploração.
E no agregador Real Clear Politics, com GlobalPost, "O Brasil é a próxima potência petrolífera?". O texto de Erik German diz que o "passaporte para futuro" prometido por Lula, quando da descoberta do pré-sal, "chega em parte na quinta-feira, quando a Petrobras começa a produção comercial de Tupi".

Boatos Anteontem, em "tweet" de jornalista, "Corram para comprar ações da Boatobras. Vão explodir com o novo Datafolha". Em notícia do Infomoney no Yahoo Notícias, "segundo Julio Hegedus, economista chefe da Interbolsa, o movimento" de alta nas ações da Petrobras "sente influência da pesquisa Datafolha, que deve indicar que a distância entre Dilma e Serra recuou de 12 para algo entre cinco e seis pontos". Como se sabe, ela continuou em 12. Também anteontem, "corre especulação de que, caso Dilma confirme vitória, Henrique Meirelles pode assumir a estatal", daí a alta. Redescoberta Fim do dia, o "WSJ" creditou a alta à "redescoberta" da Petrobras, passada a capitalização.
Farpas Na manchete de "O Globo", "Governo cria superavit falso". Logo abaixo, "Analistas criticam uso da capitalização da Petrobras em artifício contábil". No "Estado de S. Paulo", "Armínio Fraga e José Sérgio Gabrielli trocam farpas sobre capitalização da Petrobras". O dono do fundo Gávea, cotado para ministro de José Serra, questionou o modelo usado. "Não dá para tapar o Sol com a peneira, ficou um mal-estar generalizado" nos investidores, atacou Fraga. "Se a Gávea, que está sendo vendida ao JPMorgan, não comprou [ações da Petrobras], o problema é dela", reagiu Gabrielli.
Ao máximo "Serra pretende explorar ao máximo o tema Petrobras no debate", postou o Radar.

//"DOLOR"

Os argentinos "Clarín" e "La Nación" noticiaram a morte de Néstor Kirchner sem sinal do conflito que havia com o ex-presidente. Nos respectivos destaques, com as páginas iniciais tomadas por fotos de apelo dramático, "Um país em comoção" e "Consternação". No "Página/12", próximo de Kirchner, só "Dor".
Os sites ressaltaram a reação pública de Lula no Brasil, "Clarín" e "Página/12" com foto na home, e as mensagens de Barack Obama e Hugo Chávez.

//"WAR ON DRUGS", O FIM?

Na cobertura do plebiscito sobre a liberação da maconha na Califórnia, "New York Times" e "Los Angeles Times" destacam a revolta dos presidentes Felipe Calderón, do México, e Juan Manuel Santos, da Colômbia, "na linha de frente da guerra às drogas".
Calderón vê "terrível inconsistência": "Eles exerceram pressão e cobraram por décadas de México e outros o combate ao tráfico, e não há esforço para reduzir consumo nos EUA". De Santos: "Como é que vou dizer a um fazendeiro que se plantar maconha vou pô-lo na cadeia, quando no Estado mais rico dos EUA é legal produzir, traficar e consumir o produto?".
A organização Inter-American Dialogue, de Washington, avisa que a liberação "teria implicações muito importantes nas relações hemisféricas".

wsj.com

No "WSJ", a foto que ilustra o artigo "Por que eu apoio a maconha legal"

//SOROS PATROCINA

O investidor e financiador democrata George Soros defendeu no "Wall Street Journal" a aprovação da liberação no plebiscito. Cita FHC e os ex-presidentes Ernesto Zedillo (México) e César Gaviria (Colômbia). Segundo o "LAT", ele também investiu US$ 1 milhão na campanha para aprovar a liberação na Califórnia, na votação de terça-feira, junto com as eleições

A última cruzada tucana

No auge do desespero, o autor do texto deixa transparecer seu caráter doentio ao se referir a Dilma como “perereca assassina e terrorista”. É essa gente que se coloca como alternativa a um governo popular que tirou o Brasil do buraco.



Leandro Fortes, CARTACAPITAL

O conteúdo abaixo caiu na minha caixa de spam, hoje de manhã, enviado por um certo Rodrigo Roni, certamente um dos muitos brucutus de internet a serviço da campanha de José Serra. Normalmente, apago da minha caixa de mensagem de e-mails correntes de quaisquer naturezas, pela óbvia razão de serem escritas e disseminadas por fanáticos religiosos, militantes políticos extremistas e idiotas em geral. Esta, contudo, embora não fuja à regra, é bastante emblemática sobre o desespero de certa porção da classe média em relação à perspectiva da vitória de Dilma Rousseff e da continuidade dos programas sociais do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se de um panfleto anti-petista por excelência, recheado de preconceitos e ofensas amarguradas, um último apelo à insensatez em nome da preservação dos piores e mais mesquinhos valores dessa parcela da sociedade brasileira que caminha, felizmente, para a extinção.

Para garantir votos ao tucano José Serra, a corrente estabelece uma fórmula baseada, explicitamente, nas relações da Casa Grande com a Senzala. Ensina ao patrão e à dona-de-casa de classe média como convencer empregadas domésticas, porteiros, motoristas, ascensoristas e empregados em geral do perigo que representará a eleição de Dilma. Reparem que as recomendações são para os empregados de dentistas, advogados, clientes, nunca para os dentistas, advogados e clientes, desde já colocados como pessoas de primeira categoria, portanto, imunes ao discurso patético de persuasão apregoado pelo panfleto. Há, ainda, o risível apelo a ser feito “ao atendente da sauna, da academia, da escola de natação, da escola de inglês das crianças”.

2leep.com
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